O leitor escreve

Não é por aí...
O que vem ocorrendo neste Brasil que tanto amamos, ou que tanto nos ama é uma vergonha.
O que estão fazendo com a classe agrícola, aquela que todos chamam de responsável pelo sucesso do Plano Real; com homem do campo, aquele que vive e trabalha no setor agrícola e que tornou realidade o fim da inflação. Qualquer um sabe falar bonitinho na televisão sobre a classe produtora, mas ajudar, reciclar, preparar, incentivar e financiar aquele que já se encontra na agricultura, ninguém sabe, ou melhor... não rende votos, não rende nada.
Por isso hoje o agricultor, aquele que já se encontra no campo, está desanimado. Sua terra que ontem valia R$ 4.000,00 o alqueire hoje vale R$ 1.500,00, e o único comprador é o governo e mesmo assim compra com papel que eles chamam de poder. É isso que merece quem tornou realidade o fim da inflação? É isso que merece aquele que colocou alimento em nossas mesas durante todo esse período?
AUREO GARCIA LELLIS, Londrina
Que gente é essa?
Sim! Que gente é essa que não ri da minha dor e chora comigo no meu sofrimento? Que gente é essa que se gosta, namora e se noiva, mas somente se entrega com o casamento? Que gente é essa cujas mulheres não usam pintura e seus longos cabelos parecem um véu? Essas mulheres, com longos vestidos e decotes fechados, só usam as jóias que vêm lá do céu. Que gente é essa que não reza, mas ora, glorificando ao Deus de Isaac, Jacó e Abraão? Que gente é essa que não bebe nem fuma, não faz jogatina e nem carnaval? Essa é uma gente que vive feliz, porque o Deus criador a preserva do mal. Que gente é essa chamada de ‘‘crente’’, que não faz propaganda, não pede dinheiro e ajuda o irmão? Essa é uma gente que sara o enfermo, expulsa o inimigo, prega o respeito e o Evangelho com o coração.
‘‘Pela inspiração Divina’’, como um atributo aos fiéis da 1ª Igreja Presbiteriana Renovada de Londrina.
ROBERTO AFONSO PINTO, Londrina
Pedágio
O projeto do governo do Estado do Paraná, que trata da duplicação e recapeamento das principais rodovias do Estado, é ótimo. Tomara que o governador Jaime Lerner o conclua. Tão importante é o projeto que, para vê-lo concluído, votaríamos novamente no governador. Com o que não concordamos é com o abuso da propaganda, serviços aparentemente desordenados e construção antecipada dos postos de cobrança de pedágio. Primeiro as rodovias, depois os postos...
FRATERNO MARIA NUNES, Campo Mourão
Vicente Rijo e Hugo Simas
Dois nomes de brilho. De respeito. De orgulho. De gostosas lembranças. Seria interessante saber quantos londrinenses - mulheres e homens - beberam sabedoria nestas duas fontes generosas de águas puras. Professores competentes e dedicados ditaram, anos a fio, da elevação de suas cátedras, lições de vida: soma de civismo, de cidadania, de altruísmo, de nobreza. Londrina é-lhes altamente devedora. Impossível aquilatar-lhes os méritos. Os londrinenses sabem disso e cabe-lhes não esquecê-los. E prestigiá-los.
O que me abisma, porém - e quanto! -, é sentir a indiferença e o real pouco caso dos poderes governamentais no tocante às precisões que pesam, ano a ano, sobre as duas beneméritas escolas. Basta contemplar-lhes a fachada: muros sujos, portões velhos, paredes desgastadas e descoloridas. Imaginem lá dentro. No ano que passou, alguém me disse das intransferíveis exigências do Hugo Simas. E a mim me parece - os olhos não mentem! - continuam as coisas como estavam, se não, piores. A deterioração é processo irreversível. Sendo assim torna-se urgente a presença de comunidade. A atitude irresponsável dos poderes (in)competentes não pode mais ser suportada. Bem ao contrário, é hora de reclamar com fortes brados. A fachada de ambos os prédios deveria ser de luz - numa pintura nova, clara e brilhante. Os muros também. Também as calçadas. Nesta linha penetrar-lhes os umbrais seria, certamente, para professores e alunos, gozo e estímulo. E para os pais e para os que amam Londrina, garantia e euforia.
Vamos fazer do Hugo Simas e do Vicente Rijo dois pólos de irradiante beleza, pois, sem dúvida, de riqueza já o são - riqueza do saber, do caráter e da cidadania.
EDUARDO AFONSO, Londrina
Correção
Solicitamos retificação da matéria publicada no dia 10.3.1998 na coluna do Sr. Osvaldo Militão com o título ‘‘Presidente da Rhodia em Londrina’’. Na realidade o correto seria: chegaram a Londrina no dia 8.3.98 comitiva da AgrEvo, empresa do grupo Hoechst e Schering com a presença do presidente mundial (Alemanha) sr. Gerhard Prate; sr. Mário Carincotte Rodrigues (presidente da AgrEvo-Brasil/América Latina), sr. Mauricio Marques (diretor nacional/América Latina de MKT-AgrEvo (e não presidente da Rhodia como mencionado); dr. Hideo Dodo (diretor técnico - AgrEvo), André Abreu (Pesquisa-Biotecnologia) e representante da filial AgrEvo em Londrina, para uma visita aos órgãos de pesquisa Embrapa e Iapar a fim de firmar cooperação para trabalhos de pesquisa na área de biotecnologia. A única finalidade da visita seria a mencionada acima, não procedendo a informação com relação ao trabalho conjunto das empresas Rhodia e Hoechst...
SHERING AGREVO DO BRASIL LTDA, filial Londrina
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