O leitor escreve

Infarto e despejo
Mulher morre após ter a casa invadida: aconteceu esta fatalidade com a Sra. Elza. Lamentamos que neste País existam construtoras que usam o dinheiro do trabalhador (FGTS) nas construções, superfaturam os imóveis e ainda se consideram os donos deles cobrando aluguel dos mesmos. Isto é justo? A Caixa Econômica Federal que sabe o que ocorre apenas negocia com as construtoras e não quer saber de nada, quer receber o dela. Agora queremos saber se a Justiça deste País vai conseguir achar os responsáveis pelo ataque cardíaco e a morte da Sra. Elza e fazer JUSTIÇA para com sua família, pois a perda de um familiar não tem preço.
WAGNER CLARO DA SILVA, Londrina
Indignação
O Programa 190 da CNT, comandado pelo apresentador Wagner Montes, passou dos limites do tolerável no último dia 10.
Em plena luz do dia, por volta de 18h30, o Programa exibiu uma reportagem com uma atriz pornô. As cenas foram de puro sexo explícito; embora tenha inutilmente tentado velar a prática de sexo oral com o recurso do mosaico.
Indignado, imediatamente liguei para produção do programa em Curitiba, atendeu uma mulher e disse a ela que naquele horário, era muito provável que milhares de crianças estivessem à frente da televisão e indaguei-lhe como explicaria a estas crianças a performace do casal pornô. Ela se calou.
Ainda bem que aparelho de televisão tem botãozinho de mudar canal. Agora, abusos como estes merecem punição e o repúdio da população.
PAULO R. LIMA, Londrina
Comurb responde
Em consideração à reclamação publicada na edição de ontem, de que os sinaleiros das ruas Pará e Duque de Caxias (centro de Londrina) não estão sincronizados, informamos que o problema já foi identificado e que já estão sendo tomadas providências.
Informamos ainda que todos os projetos propondo alterações no trânsito de Londrina, que inclusive vêm tendo grande aprovação pela população, são de responsabilidade do IPPUL. Cabe à Comurb, como órgão operacional, a execução destes referidos projetos.
PEDRO LIVORATTI, assessor de Comunicação Social da Comurb
Zagallo
O Zagallo, se tivesse um pouco mais de entendimento deste país, saberia muito bem assimilar a onda de críticas, as vagas assassinas que lhe tentam arrebatar as muitas glórias e levá-lo para o fundo das fossas abissais.
O Brasil sempre foi ingrato para com os seus filhos mais caros. Zagallo vai ganhar o PENTA. Não tenham dúvida. É um leão, não um galinho qualquer. Tantas glórias deu ao Brasil e a todos nós.
Por que, agora, pelo fiasco dessa ‘‘copa de sheet’’ nos Estados Unidos, querem destruí-lo, olvidando tudo que fez por esta ‘‘PÁTRIA DE CHUTEIRAS’’? Ou nesta terra o único ídolo perene é o ministro Pelé??? Quero ver a cara desses críticos, quando o Penta estiver estampado na camisa da Seleção: 5 estrelinhas!!!
JORGE BALEEIRO DE LACERDA, Francisco Beltrão
Reeleição
O presidente Fernando Henrique Cardoso não é mais aquele turista internacional compulsório. Nos ministérios, a ordem agora é arrumar obras para ele inaugurar em todos os Estados; é a campanha da reeleição, a sua primeira reeleição (o presidente Suharto, da Indonésia, já está na sua 6ª reeleição). O ministro Sérgio Motta dizia que os tucanos pretendem ficar 20 anos no governo; e acham as medidas provisórias a forma ideal de governar por decreto; mas Fernando Henrique diz brincando, ‘alguns, como eu, estão um pouco cansados, mas ainda prontos a trabalhar mais 10, 15 anos’’. Humor negro, para nós que acabamos de sair de 20 anos de ditadura. Entusiasmado com o plano vintaneiro, o ministro do Planejamento Antonio Kandir (coordenou o confisco da poupança com Zélia Cardoso de Melo) vai contratar com dinheiro do BNDES uma consultoria para avaliar a capacidade de desenvolvimento brasileiro, região por região, problemas pontuais e obras a serem feitas. Kandir deu no vinte!
- PAOLO MARANCA, São Paulo
Viver e aprender
Vejo o épico ‘‘Titanic’’ e uma série de reflexões me assaltam diante da beleza e profundidade conceitual desse filme-mensagem. Aquela tragédia acordou bruscamente um mundo alucinado e confiante no progresso da técnica, mundo que ainda veria duas guerras mundiais e hoje ... já voltou a dormir. Mas os ingênuos sonhadores de 1912 tinham uma desculpa: eles viviam no auge da ‘‘Belle époque’’, as coisas que aconteciam eram realmente novas, bela e grandiosas, e justificavam o deslumbramento. Foi uma fase desbravadora e dourada, cheia de arte e qualidade, que ainda mexe com a imaginação e os sentidos. Mas esse processo se degenerou e hoje as cacarejadas conquistas da técnica não deveriam despertar mais que uma curiosidade passageira em quem realmente viveu, aprendeu e amadureceu.
Não é o caso dessa consciência de massas infantilizadas e pseudo-informada, que até fala mecanicamente na ‘‘necessidade’ de educação e cultura’’, mas na prática odeia qualquer um que demonstre sinais de avanço no conhecimento (a própria ‘‘inteligência emocional’’ virou pretexto de discriminação de talentos em empresas e escolas). E mesmo o pior pessimista custa a acreditar que num mundo de tão alardeadas mudanças, elas tendem a se tornar meramente materiais e massificadas, substituindo as transformações que deveriam estar ocorrendo velozmente no interior de cada um em termos de compreensão, consciência, intuição, criatividade e ética cotidianas.
- CARLOS JOSÉ RIBEIRO, Londrina

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