O leitor escreve

Só no Brasil
O noticiário veiculado pelos meios de comunicação, jornais, televisões. rádios, revistas, etc., é realmente de estarrecer. Quando não nos deparamos com o mais baixo da miséria humana, com a violência mais desenfreada, com os escândalos mais torpes, somos obrigados a ver a situação indo cada vez pior. Os órgãos especializados que apuram o desemprego constatam que o mesmo está em níveis estratosféricos e prevêem mais desemprego para os próximos meses. Que animado. Que diferença para outros ‘mundos’, onde, no Japão, para aumentar o nível de emprego o governo baixa imposto e investe na economia. Pena que não podemos dizer ‘‘aqui como lᒒ, não é mesmo? A mais nova agressão vem, desta feita e de novo, do governo federal, o qual pretende fazer mais um ‘‘trem da alegria’’ com as indenizações aos compradores de apartamentos dos edifícios Palace, no Rio de Janeiro. O governo federal vai indenizá-los e cobrar, depois, da Sersan. Mas como? Como fizeram com a Delfim, no Rio, onde pagaram os débitos com imóveis avaliados para valores de 20 anos depois. Veja-se ainda os casos do Banco Nacional, Banco Econômico, os usineiros, a Light e os PROER da vida. Só no Brasil.
- JOSÉ OSCAR GOULART RAMOS, Londrina
Contrastes
Nosso país possui tanta riqueza, produz de tudo que se planta, e no entanto o povo vive uma situação de absoluta miséria. A maioria dos políticos brasileiros aproveita essa calamidade em que vivem os cidadãos brasileiros para continuar oprimindo o povo cada vez mais. Vivendo a maior corrupção de todos os tempos em nosso país e no mundo. Nossos representantes religiosos, com tanta espiritualidade, parece que estão definitivamente salvos. Mas esquecem que juraram falar somente a verdade, se omitindo quando deveriam estar nos acampamentos dos sem-terra, debaixo de uma lona, para sentir o sofrimento que esse povo passa. E a partir daí serem os verdadeiros representantes, trabalhando na organização nas diversas camadas da sociedade como: bóias-frias, arrendatários, meeiros, pequenos proprietários, desempregados, biscateiros, aposentados, enfim, de todos os setores da classe trabalhadora, para que estes possam se libertar do sistema de escravidão a que estão submetidos.
- MANOEL ANTÔNIO DA SILVA, São José das Palmeiras, PR
Grêmio
É com grande orgulho que vejo um time de Londrina (nesse caso, do Paraná) fazer bonito em algum campeonato. O Grêmio está fazendo um grande campeonato, ganhando de equipes fortes e acima de tudo, seriedade. Acho que devemos dar mais atenção ao basquete, pois o futebol, esporte nacional, aqui em Londrina é piada. Quando falo do Londrina, vem a pergunta: ‘‘Ah, aquele time que perdeu de 5 a zero do Rio Branco?’ ou ainda mais recente: ‘‘Nossa, o Londrina levou três cocos do Coritiba!’ Confesso que me sinto mal quando falam do LEC, mas desse jeito, dá-lhe Grêmio!
- ANTONIO RICARDO Z. NASCIMENTO, Campinas
Trânsito
É muito estranho o fato da Comurb continuar a fazer alterações no sistema viário da cidade. Fez alarde como o da reportagem sobre as melhorias encontradas com tais medidas. Enquanto isso os sinaleiros de duas ruas utilizadas por mim como a Pará e Duque de Caxias não estão sincronizados, você pára no sinaleiro e ao sair já sabe que vai parar no outro também, o trânsito fica péssimo, moroso e estressante.
- GERSON LEITE DE SOUZA, Londrina
João Milanez
Ainda sob a emoção do evento da brilhante conferência que o jornalista João Milanez pronunciou no Rotary Clube Sudeste, em 28/2/98, na nossa majestosa sede da Casa da Amizade, desejo penitenciar-me por não ter podido (os 85 anos pesam) completar a imagem que me veio à mente, em que o comparei ao maior dos jornalistas e comunicadores que o Brasil já teve: Assis Chateaubriand. Na pressa de terminar nossa oração omiti a sequência - João Milanez com mãos limpas, cérebro e coração, empenhando-se fundo, como bom rotariano, na defesa das grandes causas, sempre na linha de frente, intimorato como foi o embaixador Assis Chateaubriand. Era para terminar dizendo que assim como o diretor dos Diários Associados foi para o Brasil, João Milanez é para o Paraná, e principalmente para Londrina e região.
- JOÃO DIAS AYRES, Londrina
Carnaval
É impressionante a falta de organização e competência da capital paranaense em realizar festas populares de carnaval de rua. A marechal Deodoro se transforma em um verdadeiro antro. Um ringue de luta livre de 10 em 10 minutos. Tudo por causa da incompetência das máfias das ligas, federações, associações... etc., que dizem representar escolas de samba, o que de fato não existe, pelo menos em Curitiba. São mercenários.
- CÉLIO BORBA, Fazenda Rio Grande, Pr
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