O leitor escreve
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Imunidade parlamentar
É engraçado esta tal imunidade parlamentar, pois poderia se dizer: Impunidade parlamentar. Vejam o caso do deputado Sérgio Naya que vendeu gato por lebre, pois vendeu apartamentos que no máximo eram armadilhas para as pessoas que nelas estavam. Penso que a imunidade parlamentar até deveria existir, mas essa imunidade perderia o valor quando não se tratasse de coisas relacionadas às funções de deputado.
- MÁRCIO DICESAR BENASSI, Sertanópolis
Falta de identidade política
Passamos por um momento político histórico em nosso país em que as mais diferentes coligações, as mais diferentes composições são realizadas para que, pelo caminho mais curto, se chegue ao poder. Não somos, em princípio, contra composições, pois, nos movimentos políticos elas são importantes e, às vezes, necessárias quando se luta por um ideal, quando se tem um inimigo comum, quando os grupos apresentam uma identidade, enfim para que se tenha chance, de juntos, ultrapassar obstáculos. Estas composições como já dissemos, vêm acontecendo no nosso dia-a-dia, desde o mais alto escalão da política brasileira até níveis mais periféricos.
Apesar de importantes e necessárias, como já dissemos, achamos que devam existir limites, ideológicos e éticos, para que as composições possam ser efetivadas. Não posso admitir que agrupamentos de pessoas ideologicamente tão diferentes (será que eram?), partidos políticos historicamente adversários ferrenhos possam se unir com a única preocupação do poder, deixando de lado o fator mais importante no processo democrático que é a discussão político- ideológica, ética, onde as verdades sejam colocadas na mesa de argumentação para que possamos ter clareza nos meios e metas a alcançar.
Quando esta composição esquisita chega à Universidade, onde temos o maior laboratório humano em atividade política, onde os professores e os alunos anseiam por descobrir as verdades nas diferentes áreas - exatas, biológicas e humanas - e os funcionários não são meros coadjuvantes, mas participantes ativos do processo, fica muito mais difícil explicar a composição política que ora ocorre e que por maiores que sejam as explicações dadas, por mais que sejam citados argumentos, por mais que tentem com palavras fáceis ou difíceis explicar o inexplicável, ficamos perplexos, e não só nós, mas boa parte da comunidade universitária. Constatamos que a arte de fazer política está colocada em xeque por aquilo que mais se deve prezar, se deve manter: a identidade política.
- JOÃO CARLOS THOMSON, ex-reitor da Universidade Estadual de Londrina
Dia da Mulher
Dia 8 de março, é a data escolhida pela ONU - Organização das Nações Unidas, para o mundo comemorar o Dia Internacional da Mulher. Uma data onde, mais que festejar, o importante é realizar a revisão dos valores referentes às diferenças existentes, não apenas entre homens e mulheres, mas toda a sociedade. Conquistas foram obtidas, avanços idem. Porém, muito ainda há de ser feito. As mulheres estão mudando, porque a nossa cultura está mudando. E sempre que as mulheres conquistam maiores espaços, a vida, sem dúvida, ganha melhores índices de qualidade. E um dos grandes exemplos que temos no Paraná é, sem dúvida, a deputada estadual Irondi Pugliesi, que serve de espelho para muitas mulheres em todo o Paraná. Sua vida pública, que tenho a oportunidade de acompanhar a quase duas décadas, é determinada pelo seu trabalho em favor das transformações sociais. É um servir abnegado voltado a detectar as diferenças e injustiças e colocá-las nas pautas das discussões políticas.
Pude assistir algumas palestras da deputada Irondi 10 anos atrás, e hoje me tranquilizo em perceber que a sua vontade e determinação de lutar pelas mulheres permanece firme e, cada vez mais, consciente. Me sinto orgulhosa que ela representou todas nós, mulheres do Paraná, em Conferência realizada pela ONU na China. Levou nossos anseios, nossas reivindicações e nossos pensamentos para serem discutidos e defendidos com mulheres do mundo todo. Enfim, obrigada deputada Irondi Pugliesi, por nos representar com tanta competência e dignidade. Cumprimentando a senhora quero estar cumprimentando todas as mulheres do Paraná.
- MÁRCIA CABERLIM, Lobato, PR.
Nosso Élber!
Foi com grande satisfação que pudemos ler e apreciar a reportagem de uma página inteira, com foto colorida inclusive, que a revista Deutschland, periódico do governo federal da Alemanha, dedicou ao Élber; podemos dizer, nosso Élber, pois na reportagem, que mostra a trajetória, das canchas de futebol de salão de Londrina, que é citada na reportagem o craque passou pelo AC Milan, da Itália, depois foi emprestado ao Grashoper de Zurique na Suíça. Em 1994, Élber foi transferido para o time do VIB Stuttgart e posteriormente para o grande Bayern, de Munique, onde brilha como grande estrela de artilharia no futebol.
Esta revista, aDeutschland, chamava-se antes da unificação das Alemanhas Scala e é editada em Frankfurt e editada em dezenas de línguas, distribuídas por todo o mundo. Quer dizer, o nome de Londrina foi divulgado mais uma vez através do Esporte para o Mundo. Sabemos (mas não muitas pessoas o sabem) que o Élber aplica parcela do que ganha como craque de futebol em obras filantrópicas, aqui mesmo em Londrina, e são obras importantes para a cidade. E, humildemente, ele mesmo não divulga isto.
- ANTONIO C. FUNFAS NETO, Londrina
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