O leitor escreve

Universidade FM
Desde o dia 4 de março tenho acompanhado as cartas sobre a Universidade FM e estive pensando como é bom viver num país democrático. Sim, porque a Rádio FM da UEL tem proporcionado diversas opções de música, contemplando gostos os mais variados e de acesso fácil a qualquer cidadão que possua um simples rádio. Aproveito também a oportunidade que me obrigou a escrever a presente carta, para fazer justiça às pessoas abnegadas como a professora Fernanda Jiran, os médicos Dr. José Luis da Silveira Baldy e Dr. Aristides Makovich que apaixonados pela arte da boa música não guardam para si os seus acervos particulares, ao contrário, deixam muitas vezes de ter seus momentos de lazer para proporcionarem aos cidadãos londrinenses e da região a oportunidade de terem na programação semanal a música popular brasileira e da melhor qualidade do programa ‘‘Passado a Limpo’’, a preciosidade da música das grandes óperas do programa ‘‘Para gostar de Ópera’’ e a ‘‘música dos grandes Mestres’’. A esses profissionais que sem remuneração nos brindam com sua programação semanal o meu respeito e admiração e o meu muito obrigada por permitirem que Londrina, minha cidade por adoção, esteja nivelada às cidades do primeiro mundo.
- LAURA REGINA BERNARDES KIIHL, Londrina
Aposentadoria
Estou cansado de ler, ou ouvir, a afirmação falacionada de que para cobrir o benefício de um aposentado tem que ser usado o dinheiro de dois trabalhadores na ativa. Pura balela, que começa por chamar de benefício o que deveria ser chamado de poupança. O trabalhador deposita certa importância mês por mês, durante 30 ou 35 anos, acumulando um fundo de reserva suficiente para sua própria aposentadoria. A Previdência, infiel depositária desse dinheiro, que administra muito mal, usa o fundo em outras finalidades como, entre inúmeros exemplos que poderiam ser citados, a construção da ponte Rio-Niterói. O dinheiro só poderia ser usado com fim lucrativo, para cobrir o benefício dos aposentados por idade e financiar a saúde dos poupadores e não pagar benefícios dos aposentados do campo e a saúde em geral. O trabalhador do campo, que exauriu suas forças para enriquecer seu patrão, merece o benefício e a população em geral, com problemas de saúde, tem que ser amparada. São problemas sociais a ser resolvidos pelo governo, buscando recursos em outras fontes. Nós, os aposentados, não podemos arcar com isso e muito menos financiar falcatruas e roubos astronômicos gerados pela péssima administração de nosso dinheiro. Não seriam necessários dois trabalhadores na ativa para cobrir uma aposentadoria, como dizem. Isso é mentira, pois a poupança de cada um pagaria seu próprio benefício.
- ANGELO GUARACY ROSTIROLLA, Londrina
Consultas no IPE
Ao ler a matéria alguns dias atrás sobre o atendimento deficitário do IPE de Londrina, fiquei um tanto preocupado. O Instituto de Previdência do Estado é um órgão que ainda em alguns de seus setores é precário, existe burocracia, por outro lado há setores que funcionam muito bem, como aprovação de exames de tomografia computadorizada, que são liberadas em 48 horas, isto para nós que dependemos é muito bom, também parabenizo esse atendimentos pois precisamos de uma liberação de tomografia para uma criança Lisa Kienen, filha de um Soldado do Corpo de Bombeiros de Rolândia, o exame pedido com urgência e mesmo a criança não ter sido credenciada no Instituto, seus funcionários se empenharam para que ele fosse atendido e nos orientaram como proceder.
Agora o lado deficitário que ainda encontro é no setor de marcação de consultas principalmente aquelas pessoas que iniciam um tratamento em alguma especialidade clínica, para conseguirem um consulta ficam até um semana indo ao Instituto e ligando, quando são atendidas pelo especialista o mesmo para dar acompanhamento ao paciente pede que volte trazer exames ou até mesmo rever o médico, aí começa tudo novamente, levanta de madrugada, tenta marcar consulta de retorno e não consegue, até que depois de dias recebe um retorno, para que? Para um simples retorno, fico pensando nos idosos e pessoas incapacitadas de fazer tal, é muito desgastante. Fica aqui minha sugestão para este problema de retorno para continuidade no tratamento que o instituto crie algo que facilite os pacientes, isso pode ser feito é só ter vontade de fazê-lo.
- PAULO TARSO FIGUEIREDO, Rolândia
História do município
Urge que se crie uma Comissão com o fim específico de coletar junto às pessoas que residem ou residiram em Nova Londrina, dados históricos, fotografias e respectivas legendas, e ir organizando a sua história. Alguém capaz nos disse certa vez que a memória do ser humano é nítida até os três anos que se seguirem ao acontecimento; a partir daí, tende a estabelecer alguma alteração, para mais ou para menos. Queremos acrescer que a História de que nos ocupamos é dinâmica, daí a razão da existência de uma Comissão que se encarregue de não só registrar o passado, mas o que vai acontecendo no transcurso dos dias.
- JOÃO SOARES FRAGOSO, Nova Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas.

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