O leitor escreve

Universidade FM 1
Agradeço ao sr. Cléber Tóffoli e à sra. Samira Prioli Jaime pela delicada resposta que, na qualidade de diretores nomeados da Rádio Universidade FM, emitiram à carta que remeti a esta redação em críticas aos excessos de sua programação. Só não entendi qual papel desempenhou neste processo o Sr. Armando Duarte Júnior, auto-identificado como ouvinte assíduo da emissora. Lamento que tenha interpretado o meu ponto de vista como crítica a pessoas, quando meu intuito foi o de trazer a público um debate que analise os resultados obtidos pela rádio em questão, uma vez que leva o nome da Universidade Estadual de Londrina e tem, comprovadamente, uma programação excessiva de música sertaneja e outra programação não-profissional de música erudita em que demonstra, antes, a paixão de seus programadores. Citei os programas: ‘‘Para gostar de ópera’’ e ‘‘A música dos grandes Mestres’’, infelizmente truncadas na edição de publicação. Quando diz o Sr. Armando que a Rádio Universidade FM atende a 99% do gosto da população deve estar baseado em dados reais. Eu suponho que ele deva conhecer os números de preferência pública londrinense e regional para ter se inflamado ao ponto em que o fez através desta seção de cartas. Pois então eu gostaria de conhecer estes dados que me são totalmente desconhecidos.
- BOANERGES GULACCIO DE ALMEIDA, Londrina
Universidade FM 2
Em função da reportagem publicada na Folha - Folha2 do dia 3 de março intitulada ‘‘Rádio para ouvintes pensantes’’ e da carta publicada na seção ‘‘O leitor escreve’’ do dia 4 de março assinada pelo Sr. Boanerges Gulaccio de Almeida, gostaria de esclarecer o seguinte: enquanto docente da UEL, meu trabalho na Rádio Universidade FM refere-se única e exclusivamente à produção e apresentação do programa ‘‘Música Nova’’, veiculado semanalmente desde 1991. Em esclarecimento ainda à reportagem e à carta informo que realmente fui convidada em 1991 pelos então diretores, prof. Chico Amaro e profa. Rosa Abelin, para coordenar a programação de Música Erudita da Rádio mas, em função do tema pesquisado no curso de mestrado desenvolvido na USP naquela época, infelizmente não pude aceitar esta proposta. No entanto, por se tratar de uma rádio cultural (rádio pública não-comercial), neste sentido aberta a pesquisa e experimentos, foi possível e permitido apresentar, desenvolver e produzir um programa específico de música contemporânea - o ‘‘Música Nova’’.
- JANETE EL HAOULI, produtora do programa radiofônico ‘‘Música Nova’’ da Rádio Universidade FM, Londrina.
UEL unida
‘‘Somos ex-alunos da UEL, participantes ativos do movimento estudantil no início dos anos 70. Como profissionais de áreas distintas do conhecimento, cada um a seu modo e com idéias próprias, ajudamos a construir esta universidade e participamos dos últimos 30 anos da vida política, cultural, científica e social de Londrina.’’ Com estas frases iniciamos o texto de uma carta aberta à comunidade universitária e à sociedade, recentemente divulgada, onde manifestamos nossa vontade de participar, como candidatos a Reitor e Vice, do processo sucessório que, de acordo com o calendário a ser definido em breve pelo Conselho Universitário, ocorrerá nas próximas semanas.
No próximo dia 9 de junho tomará posse o novo Reitor, e, em 10 de outubro, o novo Vice-Reitor em nossa Universidade. Portanto, em breve ocorrerá a quarta eleição direta para Reitor e Vice da história da UEL, com a participação e o voto de toda a comunidade universitária. Nós, da chapa ‘‘UEL UNIDA’’, damos as boas-vindas aos alunos, veteranos e calouros de todos os cursos e anunciamos que, nas próximas semanas, estaremos participando de reuniões e de debates, dentro e fora da universidade, recolhendo contribuições para a elaboração da nossa proposta de plano de trabalho para a gestão de 1998-2002.
As bases - compromissos, princípios e prioridades - do futuro plano de trabalho estão expostas na mencionada carta aberta. Entre outras, nossas prioridades são: a elaboração de um projeto político-pedagógico para a UEL, que contemple a interdisciplinaridade e a integração curricular, a continuidade de reformas e aquisição de equipamentos para laboratórios didáticos e de pesquisa; o aprofundamento das relações com a sociedade, tanto com as comunidades marginalizadas quanto com o setor produtivo e os organismos públicos; o apoio à dinamização da produção científica e geração e transferência de tecnologia; a ampliação do acesso à Universidade com a introdução de novas tecnologias educacionais. A chapa ‘‘UEL UNIDA’’, criando parcerias com alunos, professores e funcionários e com a comunidade externa, conta desde já, com a participação de todos no debate destes e de outros temas que julgarem relevantes para o momento que vive nossa Universidade.
A universidade precisa de alunos ativos e criativos, nas salas de aula, nos laboratórios, nos projetos de pesquisa e extensão, na política estudantil e na política universitária. Nosso depoimento, como ex-alunos, é de que vale a pena ‘‘viver a UEL’’. A formação profissional, como objeto de todos, deve conter competência técnica e relevância social. E isso só se consegue formando cidadãos. Esta é uma das missões da universidade e nosso compromisso é continuar contribuindo para seu cumprimento.
- JACKSON PROENÇA TESTA, docente do Centro de Estudos Sociais Aplicados e reitor da UEL.
- MÁRCIO ALMEIDA, docente do Centro de Ciências de Saúde
Alcoolismo
Vemos e tomamos conhecimento das tragédias do alcoolismo. Parabenizamos o Dr. Joel Samways Neto, escritor e procurador do Estado do Paraná, em seu artigo de 2/3/98, ‘Bêbados & Desequilibristas’. A Organização Mundial de Saúde classifica o alcoolismo como doença, e um tratamento que há mais de meio século vem trazendo resultados fantásticos, mudando totalmente a vida de alcoólicos, é a terapia de grupo, ou grupo de ajuda mútua a quem interessar, procurar o AA. AAA. ou ARA, são irmandades que farão todo o possível, graciosamente, para a recuperação deste irmão e seus familiares, que ainda sofrem sob a garras deste tirano.
- JACINTHO TIZIANI JUNIOR, Goioerê

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