O leitor escreve


Impunidade
O episódio envolvendo o nome do deputado Sérgio Naya (PPB/MG) coloca novamente em evidência o debate sobre a impunidade parlamentar. Muitas têm sido as histórias cujos enredos criminosos são protagonizados por sujeitos escudados por mandato de deputado ou senador. Uma rápida incursão pela memória nos traz desde os casos mais escabrosos envolvendo tráfico de drogas, assassinatos por motivos políticos, exploração sexual, até os chamados crimes do colarinho branco, a exemplo dos anões do Orçamento, denúncias comprovadas de tentativas de extorsão e outros. Pior dos crimes, entretanto, o deputado Sérgio Naya cometeu ao construir prédios sem habite-se e com matéria-prima de má qualidade, colocando em risco a vida de centenas de pessoas. O desmoronamento no Palace 2 balança os alicerces dos poderes porque demonstra que estes têm servido como válvula de escape para criminosos. Não significa que o Legislativo, o Executivo ou o Judiciário sejam corruptos por natureza ou estejam formados por hordas de bandidos, mas que têm sido usados para garantir a impunidade por seus agentes.
- PAULO BERNARDO, deputado federal (PT/PR), Brasília
Universidade FM
Parabéns à professora Janete El Hauly por ter assumido o setor de música erudita da Universidade FM. Deseja saber o que pensa um ouvinte assíduo? Primeiro: a Rádio Universidade FM deveria tratar com maior esmero sua programação em geral. Mostra-se fraca nas opções de programação, locução e direção. Há excessos em tudo e, assim, baixa a qualidade. Muita música sertaneja, muita música popular, programas de música erudita que satisfazem antes o gosto de seus produtores e oferecem quase nenhuma opção aos ouvintes. Há muito o que fazer. O material humano de alto gabarito da UEL permitiria uma emissora de rádio de grande utilidade pública, ao contrário do que hoje ocorre. Não basta ter uma rádio. O que ela faz? A quem ela atinge? Isso é que importa.
- BOANERGES GULACCIO DE ALMEIDA, Londrina
Hospital
Apesar da evolução tecnológica, as Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) deixaram o aspecto humano em segundo plano. O Hospital do Coração, com novas instalações, no Alto da XV, e com equipamento de última geração, não se esqueceu de humanizar sua UTI. Assim, a privacidade, o acompanhamento familiar, música ambiente e cores repousantes, com luz natural, dão a sensação de local doméstico. A equipe multidisciplinar, composta por um corpo de médicos especializados, enfermagem diferenciada, fisioterapeuta e psicóloga se volta inteiramente para o paciente. A planta física foi estudada de forma a se respeitar a privacidade dele. O contato visual dá-lhe condições de perceber o dia e a noite, jamais perdendo a noção de tempo e espaço.
A médica Maria D’Agostino assim se expressa: ‘Procuro passar aos profissionais da área a importância de uma postura mais humanística com relação aos pacientes e familiares. Dez a vinte por cento dos pacientes necessitam de visitas mais frequentes ou de acompanhamento contínuo.’ Enfatiza ainda que o tempo de permanência dos familiares junto aos pacientes deve ser orientado por médicos e psicólogos, pois o apoio familiar é de extrema importância num trabalho humanístico, podendo melhorar o estado de saúde do paciente. É impossível imaginar qualquer pessoa como entidade isolada, desconectada do seu ambiente psicossocial.
- LAERCIO FURLAN, cardiologista do Hospital do Coração, Curitiba
Romário e Pelé
Na volta ao Brasil, de Los Angeles, onde a Seleção Brasileira disputou a Copa Ouro, por sinal dando um grande vexame, o inconveniente e indisciplinado Romário disparou palavras contra o maior jogador do mundo, alegando que o ‘rei’ abre a boca para falar besteira. Pelé falou com conhecimento de que a Seleção estava perdendo gols no aludido torneio caça-níqueis para o sr. Ricardo Teixeira, em razão do jogador Romário estar fora de forma. Eu acho que o ministro Pelé não deveria perder tempo com tal jogador. Não vou comparar o futebol de Romário com Pelé, pois seria absurdo. Não existe termo de comparação, nem dentro de campo, nem como ‘‘homem’’. Há uma grande diferença entre os dois. Jogador igual a Romário nós já tivemos no Brasil mais de quinhentos. Ele deve lavar a boca para falar do Pelé, pois o futebol brasileiro deve a ele três Copas do Mundo. Pelé é conhecido no mundo inteiro e foi jogador quando a televisão estava em ascensão. Hoje em dia se filma até um jogo de botão. Aliás, hoje em dia se filma até Romário, que não passa de um ‘‘jogadorzinho’’ comum. Com ele de capitão não acredito no penta.
- PAULO CÉZAR FELIPE, Paranavaí
Hello Londrina
Moro em Maryland - USA -, estou aqui há dois anos e fiquei muito feliz de poder matar as saudades da minha cidade... Parabéns à Folhapelos gráficos, pela modernidade (vocês estão melhores que a web page da CNN , vá por mim... Hoje é a primeira vez que estou escutando a Folha FM e estou achando bem legal... Congratulations Folha!
- SHEYLA MARA CAMPANA, Maryland, USA
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