O leitor escreve

Pedágios
Se o escritor Oscar Wilde fosse brasileiro, certamente o título de sua memorável obra seria diferente. Ano de eleição rima até com Anel de Integração! A Viapar pede apoio para a população de Rolândia com a instalação do pedágio. Justificativa: geração de cem novos empregos. E quanto aos aproximados 29 mil veículos que transitarão diariamente pelo pedágio? E quanto ao pai que trabalha em Londrina? E quanto ao filho que vai até quatro vezes por dia para a UEL, para o Cesulon, ou para a Unopar? E dá-lhe carpir mato! E dá-lhe tapar buraco! A Corte vai bem, obrigada... Gerson é síndrome, algo imunológico, sem cura. Gerson é passar para trás, dar um jeitinho nas coisas (aquela velha retórica do que é bom para mim é também bom para o meu bolso). E que bolso, diga-se de passagem... Senhor Governador, o meu voto, ‘‘jamais’’, como dizem os franceses. (Não é assim que o pessoal da Renault fala?). E que Gerson seja aquele que a carapuça servir, tenho dito.
- MARCELE AIRES FRANCESCHINI, Rolândia
Alerta das elites
O presidente Fernando Henrique recebeu, recentemente, de lideranças empresariais o documento intitulado ‘Cidadania e Riqueza Nacional - O resgate social na prosperidade econômica’. Organizado pelo Fórum de líderes empresariais da Gazeta Mercantil, o documento reúne o pensamento da elite empresarial do país. Dividido em tópicos: globalização, democratização da riqueza, educação, questão fundiária e saúde, o documento apresenta para cada temática um diagnóstico e propostas. Dois fortes nomes do empresariado paranaense, Atilano de Oms Sobrinho do grupo Inepar e Luiz Fernando Furlan do Grupo Sadia, coordenaram os grupos de trabalho: globalização e questão fundiária respectivamente.
O que chama atenção no documento, sobretudo por sua origem, é o alerta contundente do crescente processo de exclusão social em nosso país. Vejamos algumas afirmações contidas no documento: ‘‘O país contabiliza 2,7 milhões de crianças (7 a 14 anos) fora da escola; 16 milhões de jovens (com mais de 15 anos) analfabetos e 50 milhões de analfabetos funcionais (com menos de 4 anos de escolaridade)’. ‘‘A terra no Brasil é muito mal distribuída: 1% dos maiores proprietários detém 46% da terra e os 50% menores detêm apenas 2% desta’’. ‘‘Há trinta milhões de brasileiros que ainda se encontram abaixo da linha de pobreza absoluta’’. Estas e outras afirmações contidas no documento não são novidades, porém reveladas publicamente pela elite empresarial mostram o desconcerto desta com a mesma. O reconhecimento das mazelas de nosso país pelos maiores responsáveis pelo PIB já é um avanço.
Embora haja divergências razoáveis quanto as propostas apresentadas para a superação dos graves problemas nacionais, a leitura da realidade brasileira aproxima-se com o diagnóstico feito por muitas organizações da sociedade civil, dentre elas, os partidos de esquerda.
Este documento deve ser saudado por esta peculiaridade, os empresários têm consciência que não interessa a ninguém, muito menos a eles, um país fracionado entre os que muito têm e os que nada absolutamente, nada têm.
Seria bom de fato que o presidente lesse com atenção o documento e melhor ainda seria que os empresários transformassem em ações políticas seu diagnóstico para contribuir na alteração de rota dos rumos do país.
- NATÁLIO STICA, vereador e líder da bancada do PT, Curitiba
Trânsito X calçadas
Recebemos recentemente no Rotary Club de Londrina - Sudeste, importante visita do capitão Manoel da Cruz Neto, do BPM, que proferiu magnífica palestra sobre o novo Código Brasileiro de Trânsito, respondendo inúmeros questionamentos de companheiros. Trabalhos desta natureza estão sendo feitos também por outros membros do BPM, em várias instituições, o que é muito oportuno neste momento.
Por outro lado, nota-se que mesmo em bairros bastante povoados de Londrina, há grande número de terrenos sem a devida calçada, levando os transeuntes a andarem no meio da rua, facilitando o acontecimento de atropelamentos. Sabemos que a prefeitura através dos respectivos órgãos pode colaborar sobremaneira, fazendo cumprir a Lei 4.607/90 Art. 156 que dispõe sobre a exigência da construção de muretas e calçadas pelos proprietários. Outra possibilidade seria a implantação de um projeto com estagiários das universidades de Londrina, pois estes poderiam fazer um ‘‘corpo a corpo’’ com os proprietários explanando a necessidade de tal cumprimento legal e importância das calçadas.
A hora é de colaborar para que possamos ter um código de trânsito eficiente para que o Brasil deixe de ostentar o triste troféu de ‘‘Campeão de Acidentes’’.
- GILMAR GONÇALVES AGUIAR, Londrina
Justiça
É impressionante como a Justiça em nosso país se mostra tão rápida e eficiente quando a questão a ser julgada envolve grandes interesses econômicos, mesmo atrasando ou interrompendo a execução de investimentos industriais tão importantes para todos os londrinenses, como as obras da Beta-Sul.
- FERNANDO GOMES BARCELLOS, Londrina
Gestão Plena
Parabéns ao Conselho Municipal de Saúde pela acertada decisão de aprovação da Gestão Plena, no rumo do aprimoramento contínuo do SUS em Londrina. Isso vai exigir cada vez maior competência gerencial dos gestores e dos conselheiros de saúde na fiscalização e acompanhamento do processo. Ninguém pode ficar de fora.
- JOÃO CAMPOS, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas.

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