O leitor escreve

Rainha do INSS
Triste mesmo foi ter que engolir a volta da Jorgina, rainha da fraude do INSS, que virou celebridade nacional, seguiu para prisão especial e já se prontificou a ajudar as pessoas no presídio a defender seus direitos, como advogada que é. O mais triste é que esse dinheiro, fraudado do INSS, pertence ao povo brasileiro, que paga em dia seus pesados tributos. Dos 130 milhões o governo só poderá reaver o que arrecadar com a venda do seu colar de pérola, porque o resto tomou Doril e... Enquanto isso, milhões de pessoas que trabalharam a vida toda na área rural não conseguem aposentadoria por falta de documentos e provas burocráticas dos donos do poder. Isto é Brasil. Viva a Jorgina.
- JOSÉ PEDRO NAISSER, Curitiba
Desabamento
A sociedade brasileira está indignada com o desrespeito bárbaro de certos elementos nocivos, que desejam o lucro a qualquer custo, não importando a vida humana alheia. O desabamento do prédio de 22 andares, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, semelhante ao ocorrido no litoral paranaense anos atrás, é exemplo típico da ganância inescrupulosa. Diretores e engenheiros da construtora Sersan devem responder criminalmente por homicídio préter doloso, além de responder civilmente pelos danos morais e materiais causados aos moradores, pois sabiam da precariedade do material de construçlão e da fragilidade das estruturas da obra que colocaram à disposição dos proprietários dos apartamentos, mesmo sem o habite-se da prefeitura. A responsabilidade de impedir a imissão na posse do imóvel é da empresa construtora. Quanto ao dono da empresa, o fato de ser deputado federal o isenta de tais responsabilidades se seus pares não aprovarem licença para responder por crimes praticados.
- WILLIAM JAMES PEREIRA JUNIOR, Jandaia do Sul
Além dos sentidos
Com agradável perplexidade encontrei na edição do dia 8, na ‘Folha’, o bem elaborado artigo de Walmor Maccarini, intitulado ‘Farejar além dos sentidos’, de oportunidade a toda prova. O jornalista foi muito feliz ao abordar realidades tão óbvias, as quais, talvez por isso, são ignoradas pela maioria dos mortais. Nas aulas do nosso tradicional curso sobre noções básicas em oratória dedicamos uma aula à intuição, uma vez que oratória é arte e, como tal, não possui regras fixas.
- NINGER MARENA, Apucarana
Tempo de estudar
Depois de noventa dias de férias nossos filhos regressam à escola. Esperamos, é claro, que o façam descansados e animados. Do contrário de que teriam valido o longo e prazeroso lazer? O pior, ouvi dizer, é que muitos regressam com pesar aos bancos escolares. Queriam mais dilatado ‘‘far niente’’. Aliás, para falar com sinceridade, não são muitos os que amam estudar. Poucos abraçam com alvoroço os livros amigos. Hoje, sobretudo, quando até os livros são instrumentos dispensáveis, e muitos são mesmo descartáveis. Esperamos, não obstante, que o 1998 letivo seja de total aproveitamento. É uma exigência dos tempos bicudos que correm. A visão é do futuro que, queiramos ou não, deve ser pensado. Nada fácil ganhar bom salário. Subentende competência. Urge, pois, superior e decidida preparação. Ai dos incompetentes! Vão naufragar em águas rasas. Ditosos os bem ajaezados, os fortemente munidos. Sabem disso os pais que têm olhos para ver e ouvidos para ouvir. Mostrem-no, oportuna e inoportunamente, aos filhos. Gritem a eles os mestres. E os estudantes, os maiores interessados, atirem longe e leviandade e pisem com galharia seu caminho. Acima de tudo o direito e o dever é estudar. E, para hoje, sabendo que o amanhã é duvidoso. Precioso é o tempo que voa, diz o latino Horácio. E irreparável. Pais, professores e alunos - mãos dadas - na grande porfia da cultura. E o 1998 trará satisfatório lucro para todos.
- EDUARDO AFONSO, Londrina
Privatização
Bastou um ano após a privatização da Light para que todos os argumentos usados para denegrir as empresas estatais em benefício da iniciativa privada fosse colocado em xeque. Tarifas mais altas e menor confiabilidade, um binômio que sem dúvida aumenta o tão decantado custo Brasil. Por outro lado, a Copel acaba de divulgar o balancete de 1997 que demonstra mais uma vez excelentes resultados operacionais e financeiros. Esse confronto demonstra que o bom desempenho de qualquer empresa não depende da sua natureza jurídica e sim de administração séria, competente, voltada unicamente para os interesses do cliente, externos e internos. Desde a sua fundação, em 1954, a Copel se desenvolveu passo a passo, construiu seu parque gerador, linhas de transmissão, subestações, redes de distribuição urbanas e um projeto de eletrificação rural arrojado. Além disso, assumiu a distribuição de energia em áreas atendidas por empresas privadas, cujo sistema era precário e sem nenhuma confiabilidade. O resultado de hoje não é obra do acaso e sim fruto de uma filosofia forjada por valorosos copelianos do quilate do professor Parigot de Souza, Arturo Andreoli, Véspero Mendes, Francisco Gomide, só para citar os mais conhecidos, porém muito mais ao corpo funcional que sempre abraçou as atividades da empresa com honestidade, competência e profissionalismo. Parabéns Copel, parabéns copelianos. A vitória lhes pertence.
- IZAIAS BITTENCOURT MORAES, Londrina
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