Venda da Vale 1
E enquanto os jornais, as TVs, as revistas de grande, médio e pequeno portes dedicam páginas e páginas ao tema da reeleição, vai terminando o prazo para que um dos maiores patrimônios brasileiros, a Cia. Vale do Rio Doce, seja leiloada. E para a Vale, cujo valor de venda não foi sequer dimensionado, a imprensa reserva apenas - e quando muito - uma ou duas colunas em seu noticiário.
- MAURÍCIO BORGIA, Arapongas
Venda da Vale 2
A notícia de que foi encontrada uma grande jazida de ouro e cobre no Pará, talvez maior que todo o minério já sondado em Carajás, levanta a intrigante e inquietante questão: poderemos ceder ao capital estrangeiro, o único que terá condição de arrematar a Cia. Vale do Rio Doce, a maior empresa de mineração do Brasil e uma das maiores do mundo? O(s) comprador(es) da Vale terá(ão) direito a todas as jazidas em exploração e ainda sem explorar, que fazem parte do patrimônio de nossa companhia, herança da Era Vargas e um dos orgulhos nacionais? Se for assim, xô satanás.
- RUBENS CAMARGO, Umuarama
Venda da Vale 3
Diante do marasmo da imprensa nacional e dos setores políticos em relação à vergonhosa intenção de vender (sic) a Cia. Vale do Rio Doce, é motivo de orgulho ser assinante da Folha de Londrina. Os artigos de Luiz Geraldo Mazza e Léo de Almeida Neves, publicados por este jornal na edição de quarta-feira, são um grito de alerta no deserto. Parabéns à Folha por não se omitir diante deste triste capítulo da história brasileira.
- MOACIR COSTA PIAZZOLO, Marília
Venda da Vale 4
Privatizar, sim; doar, jamais. Sou contra a privatização da Vale do Rio Doce. Sou radicalmente contra a maracutaia em que está se transformando o seu processo de privatização.
- ÊNIO MARIO WILSON, Ponta Grossa
Transporte
Com a inflação na casa de um dígito e um pouquinho mais de esforço de cada empresário e cidadão brasileiro, vai ser possível, no futuro, termos orgulho de viver em nosso país. Tenho que pensar em baixar os preços e não o contrário. O governo deve dar o exemplo, não aumentando o preço dos combustíveis e principalmente manter estável o preço da água, luz e outros serviços prestados à população. O transporte coletivo em Londrina sempre foi explorado por uma única empresa. Por que? É mais vantajoso para a população ou para a empresa que o explora? Por que todo tipo de concessão tem que ser por 10 anos e não por três ou cinco? O terminal urbano de transporte coletivo é público ou pertence a um único dono? Por que outras empresas não podem circular ali e trazer mais conforto para a população que paga seus impostos? Por que as decisões de grande repercussão e que atingem toda uma cidade têm que ser decididas por umas poucas pessoas? Eu acho que uma consulta popular seria oportuna sobre o aumento das tarifas de transporte coletivo. Afinal, é o povo que utiliza os ônibus e tudo existe graças a esses usuários.
- ODAIR DE ANDRADE, Londrina.
Temporal em Curitiba
Residindo há um ano e meio em Curitiba, considerada a cidade ecológica do País, pudemos sentir como o ser humano é frágil diante da natureza. Em 40 minutos ela mostrou o troco por tudo aquilo que o homem a tem maltratado. O temporal provocou um verdadeiro caos na cidade. Milhões de reais em prejuízos materiais e a morte de quatro pessoas, que desapareceram nas águas dos rios Ivo e Belém. As árvores, principalmente as da av. Mal. Deodoro, estão estressadas pela poluição. Suas raízes estavam praticamente ocas e são essas mesmas árvores que transformam poluição em oxigênio pela fotossíntese, elemento esse que nos garante a vida. Para tudo isso torna-se necessária a mudança profunda na consciência das pessoas pela revitalização das árvores e com o compromisso de não as destruir, porque a natureza demora, mas aos poucos vai mostrando ao bicho homem do que é capaz.
- JOSÉ PEDRO NAISSER, Curitiba
Reeleição
Entre emendas substitutivas, barganhas, coligações, negociações, sempre com alguém querendo vantagem, nossos políticos ‘enrolam’ seu dia-a-dia. Hoje o assunto é a reeleição. Peemedebistas, malufistas, governistas (ainda não criaram os fernandistas, ou seria henriquistas?) já falam até em plebiscito. Não importa quanto custa, o negócio é fazer. O povo que se vire para pagar.
Até o Quércia voltou à cena. Dizem que ele deve milhões ao governo de São Paulo, mas como neste país só os pequenos pagam suas dívidas, o homem está voltando com tudo. Gostaria de fazer uma pergunta aos nossos políticos: e o povo, a fome, a miséria, a saúde pública, a educação, a segurança dos brasileiros. Quem cuidará disso?
- WILSON DUARTE, Londrina.
Moonismo
Na edição de 10 de janeiro esse conceituado jornal deu, com destaque, notícia sobre a conferência da seita chamada Moonismo ou ‘‘Associação do Espírito Santo para a unificação da cristandade mundial’’, também conhecida como Igreja da Unificação. Segundo a reportagem, nos dias 17, 18 e 19 deste mês, será realizada uma conferência no Hotel Raffain Palace, em Foz do Iguaçu, para cerca de mil mulheres. Protestantes e católicos precisam estar atentos com aquele louco que se diz o ‘‘messias’’. Para ele, Jesus foi um homem em nada diferente dos demais e sua missão foi falha e fracassada.
Para Moon, quem é o Jesus da segunda vinda? Ele mesmo responde: ‘‘Não devemos esperar pela volta de Jesus, mas sim um novo Messias.’’ E segundo ele, os espíritos já o confirmaram como o novo messias, ele é o senhor da segunda vinda. Portanto, o desejo é alertar a toda a comunidade e a todos os cidadãos do Paraná e do Brasil para que tenham muito cuidado com aquele homem que se diz Messias.
- JAIME LAMÓGLICA JÚNIOR, de Foz do Iguaçu.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas.

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