O LEITOR ESCREVE
Câmara de Iporã
Respeitosamente, e querendo evitar os anais judiciários, pela desnecessidade de contenda entre os sóbrios e esclarecidos, sugerimos uma ‘correção’ ou errata na coluna Informe Folha, subtítulo Invertida, pág. 3, dia 8/2/98, edição 13.978, já que foi invenção ou mera especulação do autor da matéria quanto a existência de ‘‘um antigo projeto político da mesa executiva que previa o pagamento de pensão para ex-vereadores do município’’. Hoje, apenas um dos vereadores em exercício, sempre dedicado, que possui 20 (vinte) anos de legislatura e não faz parte da mesa executiva, poderia ser contemplado com o hipotético benefício. E, do mesmo, após reunião informal de Gabinete, partiu o pedido para uma consulta regular ao Egrégio Tribunal de Contas do Estado, órgão este de apoio técnico, legal e contemporâneo ao Poder Legislativo, cuja cópia segue em apenso.
Reitere-se: Consulta; que, segundo Aurélio, é parecer, conselho, prudência, reflexão. Não há projeto, anteprojeto, esboço, ou trâmite algum no e do plenário desta Casa com sentido de conceder qualquer aposentadoria. Ainda mais em respeito e acatamento à posição ofertada pelo referido E. Tribunal. Aliás, os princípios administrativos sugeridos pela consulta (isonomia, moralidade e impessoalidade) poderiam, isto sim, ser confrontados também com as ‘gordas’, pontuais, atuais e às vezes múltiplas aposentadorias de alguns ex-deputados, ex-senadores, ex-governadores, e outros ex-políticos que pouco tempo trabalharam, (cumpriram responsabilidades públicas), hoje nada fazem pela Nação, e já foram bem ‘recompensados’, estão ou sempre foram ricos e privilegiados. Essa talvez seja uma ‘sede’ imoderadamente saciada pelo Poder, às custas do cidadão, dos impostos, empréstimos internacionais e comprometimento das alternativas para o progresso sano que almejamos para nossos filhos e netos.
- DORIVAL PASSARELA, presidente da Câmara de Vereadores de Iporã
Fim justifica meios
Dia 19 de fevereiro de 1998 completou o 1º aniversário de meu requerimento ao comandante da 5ª RM solicitando cópias dos autos da farsa que foi o Conselho de Justificação a que respondi e cujos trabalhos foram concluídos em 15 de outubro de 1994, conforme ofício nº 475-E1, constante na 3ª parte de minhas folhas de alterações relativas ao período de 18 de julho a 27 de novembro de 1954. Fiz o requerimento com fulcro no artigo 5º, inciso 33 da Constituição Federal de 1988. As autoridades militares responsáveis, porém, não cumprem nossa Lei Maior e se negam a fornecer os documentos supracitados, me obrigando, apesar de estarmos num Estado de Direito democrático, à via judicial (habeas data).
Fica aqui meu veemente protesto por essa arrogância e intolerância, autoritárias e ilegais.
- JORGE CARLOS SADE, 1º tenente reformado, turma Academia Militar das Agulhas Negras
Cronômetro das ilusões
Hoje algumas coisas podem não estar bem, não é importante ... o importante é que faltam ‘xis’ dias para 22 de abril do ano 2000 - está aí o ‘‘cronômetro das ilusões’’, instalado nas principais capitais brasileiras, em franca contagem regressiva, que não nos deixa mentir... Em verdade, nenhuma surpresa nos aguarda nessa data futura. A proposta dos promotores dessa megacampanha publicitária é um suposto ‘‘redescobrimento do Brasil’’. Cremos que para tanto não necessitamos esperar até o ano 2000 - isto pode ser feito hoje!..
Reflitamos: o que teremos de fato nessa data é o que temos hoje - melhorado ou piorado dependendo do que for semeado: Mais ou menos empregos, segurança, saúde, educação, mortalidade infantil, sistema viário e de transportes, qualidade de vida, costumes menos ou mais deteriorados, estabilidade política e econômica, moralidade no trato da coisa pública, maior ou menor contingente de excluídos sociais, melhor (ou não) consolidado nosso estado de direito e democracia, enfim, o amanhã será o que se projetar e executar concretamente hoje...
- ELIAS MATTAR ASSAD e ARLETE ANA B. SARTORI, Curitiba
Sercomtel S.A.
Dias atrás o Jornal Nacional trouxe reportagem tocante à telefonia no Brasil. E acentuou a enorme defasagem que se verifica no setor em toda a amplidão do território nacional. Menos numa cidade, que tem nome de Londrina. Rasgou elogios à nossa proficiência, que soube resolver satisfatoriamente o problema. Aplausos, pois, à Sercomtel S.A. pela sua primazia. Sabemos o quanto ela vale por tudo o que ela é e por tudo o que tem. Desde o começo - com Theobaldo Navolar e Hosken de Novaes - mostrou solidez de estrutura e definidos objetivos. Cresceu devagar e com firmeza nas mãos de probos e competentes capitães. E venceu com galhardia. Talvez, ou sem talvez, a maioria dos londrinenses não avalia devidamente a presença da máquina potente e de seu perfeito funcionamento. Seria bom conhecê-lo. E o melhor é que continua crescendo. Nesse rush de empenhos da telecomunicação brasileira é óbvio que não se tolera indiferença. Qualquer pausa implica atraso. Pelo que a ativação da Sercomtel, em todos os setores, é dinâmica. Age com prudente afoiteza. Quer e vai manter a primazia. Para nosso proveito e orgulho. Fico imaginando o que teremos dentro de alguns poucos anos. Graças a Deus Londrina tem o que mostrar ao Brasil. Aplausos aos dirigentes e a todos os operadores da nossa Sercomtel S.A.
- EDUARDO AFONSO, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas.

mockup