O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Jackson e Márcio
Não há como negar o bom trabalho - político e administrativo - promovido pelo atual reitor e candidato à reeleição, Jackson Proença Testa. Nesta fase da UEL, quando a modernização atinge todos os setores e implementa-se um melhor relacionamento funcional com o corpo diretivo, e do corpo docente com o discente, nada melhor que o Márcio Almeida assumir a chapa de Jackson como vice. Nitis deu a sua contribuição ímpar, mas a sua praia, sem dúvida, é a do estímulo às atividades culturais que envolvem toda a sociedade, e que motiva e enaltece a UEL. Isso ela já traz como bagagem histórica desde a época de Arapongas, onde formou modelo de teatro, e em Londrina, onde mostrou seu pleno potencial em todos os eventos assumidos com competência.
Márcio Almeida, filho dos queridos amigos Ezequiel e Silvandira, sempre foi líder por onde passou e muitas vezes enveredou pela busca extenuante de caminhos melhores para dar vazão à criatividade, seja na UEL, na política estudantil universitária ou partidária, seja na área de saúde. Está aí a chance. Jackson e Márcio formam na minha opinião o que a UEL precisa para se tornar cada vez mais Universidade que poderá ainda servir de padrão num futuro não tão distante, para todo o Estado e, quem sabe, chegando mais próxima das melhores universidades do Brasil.
- LUIZ EDGARD BUENO, Londrina
Fiação de seda
Contesto a afirmação do empresário Luiz Cabral, da Fiandeira de Andirá, publicada na Folha, caderno Casa & Cia, dia 9 de fevereiro, de que o governo do Estado está investindo R$ 13 milhões para instalar uma multinacional de fiação de seda em Nova Esperança. Realmente, o governo vai fazer um empréstimo de R$ 13 milhões, mas não para instalar empresas de fora e, sim, para uma fiação em que produtores serão sócios e principais beneficiados, já que a intenção é verticalizar a produção, começando pelo casulo até chegar à fiação. Estamos buscando apoio para financiar a manutenção da atividade, respaldados pelo governador Jaime Lerner, que realmente está interessado no sucesso do empreendimento. Vamos atuar também no mercado externo, mas no sentido de garantir a sericicultura na região. Assim, teríamos a maior satisfação em receber a visita do empresário Luiz Cabral, para conhecer o nosso trabalho e trocar idéias de interesse mútuo.
- GERALDO DE MARCHI, presidente da Associação de Sericicultores da Região de Nova Esperança e presidente da Comissão Estadual de Sericicultura.
NOTA DA REDAÇÃO: O empresário Luiz Cabral confirma a afirmação, baseada numa informação veiculada pela Folha Rural, suplemento da Folha de Londrina, dia 3 de maio de 1997, por ocasião do 17º Congresso da Comissão Sericícola Internacional, de que o prefeito de Nova Esperança, José Benetti, viaja à China ainda este ano, onde deve assinar tratado para a instalação de uma indústria em Nova Esperança. Ele esclarece que a intenção da Fiandeira é alertar para que todos os envolvidos nesse setor sejam informados e consultados, pois já temos tecnologia adaptada às condições locais, além de mercado e tradição de qualidade. Luiz Cabral argumenta que a Fiandeira somente se preocupa pelo setor em que atua, investindo no País com o interesse de melhorar sempre. Ele ainda sugere: 1) uma pesquisa no mercado internacional sobre o volume de negócios atualmente gerados nesse setor; 2) que o agricultor seja realmente esclarecido de todo o investimento, tempo e retorno verdadeiro na cooperativa que pretendem criar, para que não haja grandes perdas no setor; 3) que nós, empresários brasileiros, sejamos ouvidos e questionados, pois temos tecnologia e capacidade. Basta dizer que se temos o melhor fio de seda, produzido pela Bratac, maior empresa individual do mundo neste segmento, não precisamos nos render e pagar por nada no exterior, muito menos por tecnologia num setor que já dominamos.
Pedágio
Em plena era da modernidade, quando empresas e governos buscam alternativas que visem a melhoria contínua de competitividade, pode parecer bizarro alguém se manifestar contra o pedágio e coisas do gênero. Sabemos que toda mudança gera resistência. Mas sabemos também que onde há fumaça há fogo, ou seja, quando vários setores se mobilizam contra determinada situação, alguma coisa está errada. Para início de conversa, a comunidade nunca sabe verdadeiramente quem são essas concessionárias e consórcios, que irão explorar o pedágio, até porque não possui lupa para ficar lendo todos os dias o Diário Oficial. Pela mídia, raramente ficamos sabendo. Por outro lado, ao ler um jornal, me deparei com a notícia que o governador, numa entrevista, dizia que as concessionárias teriam até 18 anos para duplicar as estradas, com início após 8 anos de cobrança de pedágio. Então quer dizer que elas precisam fazer caixa primeiro. Qual será o critério, uma vez que primeiro você vai levantar dinheiro para depois oferecer benefícios? E enquanto isso o povo segue mais uma vez pagando a conta. E tem-se a impressão real de que elas estão mesmo preocupadas e interessadas em construir as tais praças de pedágio. O resto é figuração. Tapa-se um buraco aqui, outro ali. Dá-se uma garibada nos canteiros e acostamentos, e fim.
- GILCLÉR REGINA, Maringá
Contra-revolução
A ordem internacional é desonerar o trabalho, diminuir os ônus que as lutas sindicais dos trabalhadores vêm conseguindo a duras penas desde a revolução industrial da Inglaterra no século XIX. E no Brasil já chegaram tão tarde os direitos que transformavam os brasileiros em verdadeiros cidadãos. Mas agora a indústria se automatizou, a informática substituiu e agilizou os serviços, e os trabalhadores estão se tornando, cada vez mais, em peças obsoletas desta engrenagem.
E o que fazer agora? Voltar com eles para o campo, de onde foram tirados para serem o segundo exército de trabalhadores das fábricas, os moradores de favela e das periferias? Afinal, já ficou economicamente provado que fica caro urbanizar estes lugares para embelezar a cidade. O custo da violência também incomoda. Então se incentiva a reforma agrária.
- RITA FELICETTI OLIVEIRA, Palmas (TO)





