O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Mundo de Clinton
Vivemos num único mundo. As distâncias são grandes. Porém, quando se fala em guerra, armas de longo alcance, sinto-me frágil. Para nós, pessoas comuns, que pensam ter nas mãos seus próprios destinos, notícias como essa soam como sinônimo de destruição, terremoto. Fenômenos naturais, muitas vezes devastadores, destroem cidades, vilarejos, trazem problemas econômicos, os quais consomem anos de trabalho da humanidade para que se faça uma restauração. Definitivamente, não podemos lutar contra as forças divinas. Frequentamos escolas, nos ensinaram sobre as culturas do mundo, das leis de sobrevivência, mas ninguém disse que, quando alguém pensa diferente do ensinado, eu deva sacrificá-lo, ainda mais quando esse sacrifício não diz respeito apenas a interesses da massa ou nação.
- MARCOS VINICIUS PENDLOSKI, Nagoya, Japão
Beneficência
Tempos atrás participei, como representante do Lar Anália Franco, de reuniões de uma Associação de Entidades Beneficentes do Paraná. Ali se encontraram representantes das mais diversas associações de promoção humana, de várias localidades. Elas tinham em comum características como dificuldades financeiras. Muitas não haviam recebido ajuda oficial devido ao excesso de exigências burocráticas.
A maioria começou pequena e foi crescendo não por terem condições favoráveis, mas pela necessidade dos assistidos. Quase todos tinham origem em um ideal religioso e prestavam ajuda material e espiritual. As religiões professadas pelos participantes do encontro eram dezenas. Porém, jamais presenciei um minuto sequer de discussões ou divergência religiosa. Pelo contrário, o clima era de fraternidade, harmonia e união em torno de um ideal comum. Um verdadeiro Amai-vos uns aos outros como Cristo recomendou há dois milênios.
Neste mundo castigado pelo fanatismo religioso, onde irmãos ainda consomem precioso tempo em inúteis discussões religiosas, não seria mais produtivo praticar o evangelho ao invés de discuti-lo? Onde a intolerância levou muita gente à fogueira da inquisição, não seria sensato buscar na caridade uma forma de nos redimir? É triste saber que na virada do milênio o ódio religioso ainda faça muitas vítimas, na Irlanda do Norte, Oriente Médio, Índia, Bósnia e outros lugares. Não seria melhor buscar na caridade e na fraternidade o caminho da paz?
Se todos nós temos em comum a filiação divina e o livre arbítrio, por que, então, hostilizar aquele irmão que escolheu um caminho diferente do nosso para chegar a Deus? Devemos, isto sim, buscar nossos pontos em comum, nosso lado positivo, somar nossas qualidades, multiplicar nossas boas ações, dividir nosso pão, diminuir as distâncias que nos separam e, de mãos dadas, caminhar para Deus.
- SILVÉRIO DA SILVA, Londrina
Crimes ambientais
Com a nova lei de crimes ambientais qualquer abuso ou maus-tratos aos animais domésticos, silvestres ou exóticos, é crime. Diz a lei: Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos, é crime punível com a pena de detenção de três meses a um ano e multa. Incorre na mesma pena quem realizar experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos. Se o animal morrer a pena é agravada. Anteriormente os atentados aos animais eram considerados meras contravenções. A contravenção, por ser conceituada como delito de menor gravidade, contava com penas leves, que nunca eram aplicadas.
Agora, com a nova lei a matança, perseguição, apanha, utilização de espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, autorização ou licença ou em desacordo com estas, continuam sendo crime, mas punível com a pena de seis meses de detenção e multa. Um crime afiançável. Fica como circunstância agravante a caça profissional, cuja pena subirá ao triplo. Esperamos que, com a atenuação da pena, a nova lei seja aplicada pelos tribunais.
- EDNA CARDOZO DIAS, Belo Horizonte
O grande médico
Ora, havia ali uma mulher que já por doze anos padecia de um fluxo de sangue. Sofrera muito nas mãos de vários médicos, gastando tudo o que possuia, sem achar nenhum alívio; piorava cada vez mais. Tendo ela ouvido falar de Jesus, veio por detrás, entre a multidão, e tocou-lhe no manto. Dizia ela consigo: Se tocar, ainda que seja na orla do seu manto, serei curada. Ora, no mesmo instante se lhe estancou a fonte de sangue, e ela teve a sensação de estar curada. Jesus percebeu imediatamente que saíra dele uma força e, voltando-se para o povo, perguntou: Quem tocou nas minhas vestes? Responderam-lhe seus discípulos: Vês que a multidão te comprime e perguntas: Quem me tocou? E ele olhava em derredor para ver quem o fizera. Ora, a mulher atemorizada e trêmula, sabendo o que nela tinha se passado, veio lançar-se-lhe aos pés e contou-lhe toda a verdade. Mas ele lhe disse: Filha, a tua fé te salvou. Vai em paz e sê curada do teu mal. Assim se cumpriu a predição do profeta Isaías: Tomou as nossas enfermidades e sobrecarregou-se dos nossos males. Jesus ainda hoje continua curando, a quem suplica em oração e com fé. E ditosos são os jornais que divulgam as palavras do Grande Médico.
- PAULO DO CANTO MACHADO, Montenegro, RS
Correção
A ilustração que acompanha o artigo Quem é o Calabar?, publicado ontem, na página 3, não corresponde a seu autor, o senador Osmar Dias, mas a seu irmão, o ex-governador Álvaro Dias.
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