O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Aposentadoria
O Governo FHC tem dispensado aos aposentados um tratamento cruel e desumano. Onde se viu cortar 30% do salário quando se aposentar? Depois de trabalhar a vida toda, quando poderia viajar, usufruir um pouco de lazer, o governo amputa-lhe um terço da sua parca renda, obrigando-o a ficar ancorado em casa, sem arredar pé a lugar nenhum, esperando a morte chegar.
O senador ACM certamente não deve ter nenhum filho ou parente juiz. Todos eles devem integrar a refinada casta da canalhocracia política - muito mais rendosa. Enquanto os congressistas ganham fortunas para comparecer às sessões extraordinárias, os juízes, atolados em pilhas de processos, gastam a saúde, roubada ao sono, madrugada a dentro, numa tentativa de fazer valer o direito dos humilhados e ofendidos, vítimas da sociedade, espoliados pelas leis draconianas forjadas no Congresso, a peso de ouro.
O Brasil é o único país do mundo que dá aposentadoria ao presidente da República e demais ocupantes de cargos do Executivo. Como diria alguém, alhures: Isto é uma vergonha! Será que FHC, quando terminar seu mandato de presidente da República, terá um corte de 30% em seus proventos? E os ministros de Estado, incluindo os ministros militares, também sofrerão esse castigo? Duvido. Pelo contrário, certamente a lei benevolente lhes concederá benesses que nós, míseros mortais, poderíamos sequer conceber... Por essas e outras agora entendo o que meu irmão sempre dizia: Tenho vergonha de ser brasileiro.
- ANTONIO DONATZ RIBEIRO DA SILVA, Curitiba
Absurdo bancário
Fui passar dez dias de férias no Mato Grosso do Sul, em Bonito. Cidade que tem belezas naturais impressionantes. Mais impressionante ainda foi o que me aconteceu lá. Não existe nenhum caixa eletrônico 24 horas, a não ser o do Banco do Brasil e Bradesco. Ou você é correntista destes dois bancos ou babau. Como não sou correntista deles (cartões de crédito como MasterCard, Dinners, American Express e Sollo não são aceitos) tive que apelar para uma Ordem de pagamento (OP).
Agora, pasmem. Uma OP de R$ 200,00 feita no Banco do Brasil de Londrina, agência Centro, dia 6 de fevereiro, e sacada em Bonito, no Banco do Brasil, me valeu somente R$ 172,00. Juros que extrapolam os dos agiotas. Será que não estão exagerando nos 14% cobrados? Senti-me lesado, pois o Banco do Brasil ficou com R$ 28,00 do meu dinheiro.
O mesmo aconteceu com minha noiva. Sua mãe lhe enviou R$ 210,00 e lhe foram entregues na mesma agência, em Bonito, só R$ 176,00. Desta vez o Banco do Brasil ficou com R$ 34,00. Segundo a pessoa que fez a operação no Banco do Brasil, agência Igapó, em Londrina, R$ 9,00 seriam a tarifa referente à OP e R$ 25,00 a taxa para se passar um fax para o banco no MS. Desta vez a taxa correspondeu a 16%. Cuidado com as ordens de pagamento. O Banco do Brasil nos levou R$ 62,00. O mesmo valor corresponde ao preço da diária que pagamos no Hotel Tapera, em Bonito, com meia pensão (hospedagem, café da manhã e jantar).
- CARLOS SIPOLI FONTANA BERTIN, Londrina
Reitoria da UEL 1
Quem viveu o período negro mais recente da nossa história sabe reconhecer o papel e o valor de militantes ativos, que sempre estiveram à frente dos movimentos que terminaram por lançar as luzes da democracia sobre o nosso País. Militantes que, pondo o ideal e os interesses coletivos acima de tudo, lançaram-se numa luta quase utópica em defesa do estado de direito e de suas convicções.
Como homens ilustrados e profissionais dedicados percebem que os tempos são outros e que as reformas impostas à sociedade poderão levar de roldão aquelas instituições que não estiverem à frente do seu tempo. Com essa preocupação, dois grandes nomes se ofereceram para um trabalho grandioso, de não apenas rediscutir o papel das instituições de ensino, mas de levar a UEL a ser modelo de Universidade.
Nada mais adequado e conveniente para uma instituição de ter à frente nomes como o de Jackson Proença Testa e Márcio José de Almeida (ambos reconhecidos professores e administradores públicos), a serem referendados numa eleição para a Reitoria. A vitória é geral: ganha a Universidade Estadual de Londrina, ganha a comunidade universitária, ganham o ensino, a pesquisa e a nossa população com a extensão da prestação de serviços como prática dos projetos e atividades acadêmicas. Ganhamos todos nós. Parabéns, UEL.
- FÉLIX RIBEIRO, professor da Universidade de Londrina
Reitoria da UEL 2
A composição Testa-Almeida, como chapa concorrente à Reitoria, da nossa UEL
é um claro indício de que a comunidade acadêmica, antes dividida, começa a perceber os caminhos para o entendimento. O tempo demonstrou a que veio o professor Jackson Proença Testa, firme nas suas decisões, equilibrado no manejo da estrutura universitária, coerente pois com o seu passado de administrador. Fui, enquanto docente, contra sua eleição, mas reconheço agora que a UEL cresceu, corrigiu rumos, colocou-se mais desafiante, na administração do professor Testa. Há ainda muito a fazer, e talvez a continuidade de sua administração, com o apoio de lideranças políticas locais e estaduais, a par da presença de Márcio Almeida, poderá ser o meio adequado, pelo diálogo e discussão de idéias (cada qual mantendo a sua identidade), para o maior crescimento da UEL no plano acadêmico nacional. Liderança, diálogo e maturidade parecem ser os motes dessa aliança. É hora de torcer pelo sucesso da instituição e confiar, com parcimônia, na intenção de querer construir uma UEL que se sobressaia pelo seu vigor, agilidade, agressividade e, sobretudo, senso de atualidade.
- ALAMIR AQUINO CORRÊA, Londrina
Correção
No artigo Novela, bebida e fumo, do dia 17-2, de autoria de Irene Cruz Correa, onde se lê ... que parecem degustar a mais deliciosa ambrósia... leia-se ambrosia.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas.





