O LEITOR ESCREVE
Perda d’água
Leio com espanto, em estudo realizado sob a coordenação do senador Bernardo Cabral, de que participou o cientista Arnaldo Setti, um dos maiores entendidos, na América Latina, em recursos hídricos, que o Brasil perde, por ano, um bilhão e 49 milhões de reais com o desperdício de água, em sua maior parte por vazamento, descuido no reparo da rede e ineficiência. Há Estados, escreve Bernardo Cabral, em que as empresas estaduais de água chegam a perder 70% da água tratada. Gostaria de perguntar à Sanepar: Quanto se perde de água tratada no Paraná? Qual é o percentual e quanto significa em dinheiro? Estamos abaixo ou acima da média de 17%? O que se está fazendo, no Paraná, onde há muita água, para evitar o desperdício. Fala-se, na escola, em economia de água? Creio que água seja tema muito importante, vital, num país em que milhões ainda não têm água tratada!
- JORGE BALEEIRO DE LACERDA, Francisco Beltrão
Prefeito de Ponta Grossa
Triste mesmo foi a decisão do juiz Luiz Setembrino Von Holeben, de Ponta Grossa, que proibiu os jornais de divulgar denúncias contra o prefeito Jocelito Canto. Esqueceu o magistrado que estamos no final do século XX, na Internet, TV a Cabo e com a globalização. A secretária Silvana foi mais uma vítima de atitudes e ações que mostram quanto o homem pode abaixar-se e denegrir a própria imagem em busca de prazeres da carne para quem acreditava estar trabalhando em prol da coletividade.
Que bom recordar os bons tempos de prefeitos como João Vargas de Oliveira, Otto Cunha, Plauto Guimarães, Pedro Wosgrau e outros que marcaram sua passagem em prol da comunidade. Infelizmente o prefeito poderá escapar da justiça dos homens por essa ação, porém um dia ele terá que acertar contas com a Justiça Divina. Aí sim, lá a coisa vai pegar. O povo de Ponta Grossa não merece o prefeito que tem.
- JOSÉ PEDRO NAISSER, Curitiba
Banestado
Parabenizo o colunista Luiz Geraldo Mazza pelas informações sobre o Banestado. Finalmente uma matéria, em sua coluna, sobre o nosso banco, de caráter informativo e não apenas críticas.
- JOSÉ MARCO BARBIZAN, presidente do Sindicato dos Bancários de Maringá e Região.
Astrologia
O Congresso Nacional modificou, no final de 1997, a lei que incluía a astrologia e a quiromancia, entre outras, no rol das práticas ilegais. Agora a lei entende que o exercício das chamadas ‘artes divinatórias’ não é necessariamente prática enganosa e que, ao contrário, trata do ser humano e deve ser regido pela ética. Já não era sem tempo, pois cada vez mais a astrologia vem sendo utilizada visando beneficiar a vida das pessoas. Há quem pratique astrologia médica ou empresarial ou, ainda, astrologia mundial, que busca obter insights sociometafísicos sobre o desenvolvimento da sociedade. Entretanto, a astrologia mais fecunda é, neste final de século, aquela que se origina do casamento da Psicologia (principalmente a de Carl Gustav Jung) com o conhecimento astrológico: é a chamada astrologia psicológica, que enfoca a pessoa e não mais o que lhe sucede.
O que a astrologia psicológica pode proporcionar às pessoas é a descoberta de quem verdadeiramente somos e em quem poderemos nos tornar quando decidimos cuidar das nossas partes incongruentes simbolizadas na carta astral. Por exemplo, alguém do signo de Aquário, que também tenha a lua no signo de Escorpião, travará uma guerra interna para conviver com seus ideais éticos e impulsos instintivos.
A astrologia é um instrumento religioso (do latim religare) capaz de nos religar à nossa alma e esta à alma do mundo, ou a anima mundi, se preferirmos o linguajar dos alquimistas. Religando as pessoas no caminho do seu desenvolvimento, a astrologia tem virtualidades para tornar-se poderoso instrumento de ampliação da consciência e do exercício do nosso livre arbítrio, enquanto caminhamos pela vida imersos em seu processo de mudança e de crescimento. Ainda que, às vezes, crescer consista em apenas cooperar com o destino.
- JOÃO ACUIO, Curitiba
Educação
Empobrecidos, espoliados pelo Real, humilhados por uma estrutura parcializada, pela qual fora transformada a educação nacional, já no início deste mês foram às compras e tiveram que mendigar aulas nas escolas da rede pública estadual. Transformados apenas em mercadorias esdrúxulas aos olhos da política educacional do Estado, tiveram de trocar, para sua sobrevivência, currículo por aulas. Foram ainda penalizados pelo curtíssimo prazo (dois dias úteis) para a entrega dos currículos às escolas, agravado, ainda, pela enorme distância e acesso entre elas. Como num grande mercado persa, foram vender algo que lhes era mais caro: sua instrução, sua formação. Fazendo de seus alunos cidadãos. Entretanto, os anos e anos conquistados (ou perdidos) num banco de faculdade, vidas divididas entre estudos, família, cotidiano não foram respeitadas pelos doutos da Educação estadual. O marketing estatal, que transforma tudo o que se vê, ficou cego e míope ao propor que o Paraná Educação terceirize e privatize a educação, cerceando para sempre o acesso e o direito indistinto de todas as classes sociais a ela, principalmente as classes mais desfavorecidas sócio-política, econômica e culturalmente.
- ELSON ALVES DE LIMA, professor celetista em Londrina
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