O leitor escreve
Festival de Teatro
Li com surpresa e revolta, acompanhado por milhares de norte-paranaenses e londrinenses, artistas profissionais e amadores, pessoal ligado ao teatro, iluminadores, modistas, sonoplastas, músicos, costureiras, escritores, pessoal da divulgação, universitários da área de artes e, principalmente, o povo - que contribui com impostos pesados e que tão pouco vê retornar para Londrina e região -, que o nosso internacionalmente respeitado Festival de Teatro de Londrina - o FILO - corre risco, em sua trigésima edição, em seu apoio por parte do governo do Estado. É medida impensável e que torpedeia de modo grave a nossa cultura, no exato momento em que foi empossado um prefeito que, sensível às nossas necessidades, incluiu em seu programa de governo a construção, o mais breve possível, do Teatro Municipal, que faz enorme falta e já é inadiável. Londrina tem estrutura e contribuições prestadas ao Estado, sem o correspondente troco, e seria impensável que, por cima do descaso que sofre, perdesse um festival que há 30 anos luta pela melhoria de nossa cultura e pelo desenvolvimento das artes em nossa imensa região, influindo sobre uma comunidade de 4 milhões de habitantes, no mínimo.
- LINCOLN BRAZIL E SILVA, Londrina
Folha Turismo
Quero parabenizar a Folha de Londrina pelo excelente caderno Folha Turismo. As matérias são muito interessantes. Além de nos informarem sobre lugares legais de se conhecer, elas contêm dicas importantes para as viagens.
- ANGELO LUIZ SIOFFI, de Curitiba
Controle biológico
A Folha Rural do dia 11-01-97 mostrou que vários produtores de soja da região de Londrina já adotaram em suas lavouras o controle biológico de pragas. Ao mesmo tempo, a matéria Chuva antecipa uso da vespinha revelou o crescente interesse da agroindústria pela soja sem veneno. Essa nova consciência, tanto dos agricultores, quanto dos empresários, vai refletir diretamente na melhoria da qualidade de vida das comunidades urbanas - que passam a consumir produtos mais saudáveis - e das comunidades rurais, que não correm mais riscos por causa do uso de veneno. Além disso, o controle biológico contribui para a preservação do ambiente. Agora falta outros produtores do Paraná e do país tomarem a mesma iniciativa.
- ROSEMEIRE DANTAS, de Londrina.
Cheida e o Judiciário
O ex-prefeito de Londrina, Luiz Eduardo Cheida, ao vislumbrar a impossibilidade de lançar mão das ações da recém-transformada Sercomtel S/A em Bolsa de Valores, tudo decorrente de ação popular patrocinada por cidadãos londrinenses, não perdeu oportunidade de manifestar o seu desagrado, lançando críticas a estes (deixando, nas entrelinhas, margem para qualificá-los como desafetos de sua administração - conforme nossa interpretação!). Não contente em lançar farpas contra os aludidos cidadãos, não deixou de colocar sob suspeita o próprio Poder Judiciário. Sem querer adentrar no âmago dos motivos que ensejaram aos ilustres cidadãos a propositura da referida ação popular, parece-nos que - ousamos afirmar - ao ilustre ex-alcaide faltou comedimento em suas críticas, fruto de momentâneo destempero.
Ora, quando qualquer controvérsia adentra no átrio solene da Justiça, não há de se rebelar por antecipação contra os que tomaram a iniciativa para o fim colimado. Se tal atitude foi tomada por intoleráveis interesses de cunho pessoal ou, até mesmo (o que no caso, não seria crível!), por ódio sistemático à sua administração, cabe ao Poder Judiciário, serena e imparcialmente, julgar!
- CARLOS ALBERTO MARICATO, de Londrina.
Casa do Papai Noel
Tenho lido e acompanhado atentamente os artigos que Walmor Macarini vem escrevendo na Folha de Londrina, e quero parabenizá-lo pela clareza com que expressa a sua opinião, que representa o pensamento da grande maioria dos leitores londrinenses, que amam a cidade e tudo o que diz respeito à melhoria da qualidade de vida do seu povo. Lendo a crônica sobre a Casa do Papai Noel às margens do Igapó, ganhei entusiasmo para enviar-lhe artigo entitulado O Natal explicado. Esse artigo foi produzido por cristãos de Brasília-DF, e há alguns anos me chegou às mãos. Depois de pesquisa detalhada sobre os acontecimentos comemorados no dia 25 de dezembro, esse artigo explica o que realmente é o Natal à luz da Bíblia. Sou cristão, e o meu objetivo não é polemizar, mas sim seguir sempre a verdade e ganhar luz, dia-a-dia, pela palavra de Deus.
- ROBISON KEMMER, Londrina.
Miguel Arraes
A entrevista com o governador de pernambuco, Miguel Arraes, publicada domingo na Folha, demonstra claramente como nossas esquerdas estão desorientadas e não conseguem apresentar um contra-modelo à globalização, tendência mundial acelerada após a queda do Muro de Berlim. O sr. Miguel Arraes, de passado tão combativo, deve estar a esta altura da vida se perguntando se valeu a pena dedicar toda uma vida a uma causa falida.
- ROBERTO PENTEADO, Umuarama.
Pito do governador
Li com surpresa a revolta de Valdecir Trindade, de Londrina, com os estudantes e professores no dia da posse dos novos secretários de Estado. Não era hora, nem lugar para protestos de espécie alguma, muito menos de pessoas que se dizem estudantes e professores. Bem fez Jaime Lerner de, delicadamente, reservar uns minutinhos, nos intervalos da cerimônia, para os desordeiros penetras descarregarem sua fúria e falta de educação. Muito bem, governador. Vamos pôr ordem no nosso Estado, já que não podemos fazê-lo no País inteiro. Se os estudantes- que consideramos o futuro da Nação - e seus mestres quiserem protestar, argumentar etc., marquem audiência com Lerner, e lá façam reclamação, protesto, mas como gente civilizada, com princípios de boa educação. Afinal, estudam para quê? Minha admiração ao Governador pela sábia atitude. Gostei. Queria de estar presente para me divertir com o pito que os baderneiros levaram.
- MARIA DE LOURDES BRUNO DE OLIVEIRA, de Cornélio Procópio
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