O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Laudo cego
Com referência à matéria publicada na Folha, dia 11, sobre Evaldo Melo dos Reis, acusado de matar friamente e à queima-roupa, dia 30/5/97, o soldado Marcos da Silva Freire, da PM, que estava cumprindo seu dever. Deixou esposa e filhos órfãos, os quais vão sentir para sempre a amarga dor pela morte de Freire. Segundo o delegado da 10ª Subdivisão Policial, Valdir Abrahão, que efetuou a prisão de Evaldo, o homicida não demonstrou qualquer distúrbio mental durante o depoimento, teve lucidez e não caiu em contradição, demonstrando inteligência.
Segundo o laudo das psicólogas Julieta Arsênio e Maria Luiza Petrônio, Evaldo é dependente de drogas e, portanto, inimputável (não responsável por seus atos diante da justiça). Será que, se o acusado houvesse assassinado alguém da família das psicólogas o laudo seria o mesmo? Onde fica a justiça? Quem pagará o preço justo pela morte de Freire, que estava trabalhando para sustentar sua família? Quem irá trazer Freire de volta, para dar conforto à sua família e amparar seus filhos na educação?
Neste país, onde se toma decisões precipitadas e incoerentes, como a reabilitação de delinquentes, como o Bandido da Luz Vermelha, dos assassinos do índio pataxó, e agora a possível liberdade para este homicida que desestruturou uma família como a de Marcos Freire. Será que ele merece a liberdade depois de tantos erros sendo considerado por um laudo como uma pessoa inimputável?
- CLÁUDIO DE SOUZA ROLIM, Jaguapitã
Segurança no Bosque
Todas as noites e, principalmente, nos finais de semana, após a saída da última sessão de cinemas da Galeria Vila Rica, as ruas ao redor do Bosque, na região central de Londrina, ficam intransitáveis para os pedestres pela total falta de segurança, especialmente nos trechos das ruas Rio de Janeiro, Pará e Av. São Paulo. Apesar dos esforços, a iluminação continua deficiente, com muitos galhos de árvores encobrindo as lâmpadas. Por exemplo, bem em frente ao Colégio Mãe de Deus, além da iluminação não ser boa as lâmpadas do poste estão queimadas há quase duas semanas e ninguém aparece para trocá-las. O portão do Bosque, com saída para a rua Pará, tem ficado aberto 24 horas por dia, permitindo que pessoas se escondam naquele local aguardando as vítimas para a abordagem, ou que para lá corram após as abordagens. Aguardar o ônibus no ponto da rua Pará após às 22h, então, nem pensar! O trecho está um verdadeiro terror, e medidas de segurança precisam ser tomadas com urgência para proteger os moradores da região, bem como as pessoas que precisam percorrer aqueles trechos durante a noite.
- ROGÉRIO CACIONE, Londrina
Universidades
As universidades brasileiras conseguem diferenciar totalmente os cursos oferecidos umas das outras, quando na verdade deveriam ser equivalentes. Além disso, piorando mais ainda a situação, encontram-se dentro de um sistema burocrático que o mais acirrado burocrata ficaria em pânico ao entrar no emaranhado de documentação exigida para uma simples transferência de uma universidade federal para uma universidade estadual
A UEL solicitou documentação para a transferência, que foi entregue no prazo. Mesmo assim esta exigiu um documento que identificasse o mês e o ano em que foi prestado o vestibular da UFPE. No comprovante de matrícula constava isso. A documentação foi requisitada à UFPE e entregue na UEL. No dia 6/2/98 saiu o resultado do enquadramento das disciplinas e o inacreditável aconteceu. Enquanto na UNICAP faltavam apenas quatro disciplinas para graduação e que em conjunto com a UFPE somavam 47 disciplinas cursadas, a UEL aceitou apenas oito, não por problema de programa e sim por carga horária, pois havia uma diferença de quatro horas entre as disciplinas.
- LUCIANO G. FERRAZ, Londrina
Trânsito
O novo Código Brasileiro de Trânsito, que entrou em vigor neste mês, com certeza causará profunda mudança na vida de todos nós, brasileiros. Muito mais do que estabelecer novas regras, multas pesadas, punições severas, o novo Código tem como objetivo maior uma nova postura: a conscientização do cidadão para fazer com que diminua sensivelmente o número devastador de mortes no País, onde, em cada 21 minutos, uma pessoa perde a vida em acidente de trânsito.
Mas, para que esta meta seja alcançada, é preciso que todos façam a sua parte. O Estado deve garantir a segurança nas rodovias; o município proporcionar segurança e visibilidade perfeita nas faixas, placas e semáforos; os policiais rodoviários e pelotões de trânsito devem orientar e fazer cumprir rigorosamente a nova legislação. A maior responsabilidade, porém, cabe ao motorista, razão principal do novo Código. Ele deve cumprir seu papel. Isto nos lembra a história do beija-flor, que, vendo a floresta incendiar-se, ia até o rio, enchia o bico de água e jogava-a sobre o fogo.
Por muito tempo continuou seu trabalho, tornando-se motivo de riso dos demais pássaros. Você acha que irá conseguir apagar o fogo da floresta?, perguntou um deles. Estou fazendo a minha parte. Se cada um fizesse a sua parte, juntos apagaríamos o incêndio, respondeu o beija-flor.
- WALTER GUERLLES, chefe da 13ª Ciretran, Maringá
Correção
No artigo Olimpíadas de Nagano, publicado ontem na coluna Informe Informática, do caderno High Tech, erramos na citação do endereço Internet. O correto é www.nagano.olympic.org
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas.





