O LEITOR ESCREVE
Motivação
Fico preocupado e triste em ver pessoas desanimadas e incrédulas com o seu futuro, desacreditadas em suas forças interiores, vivendo mais de lembranças do passado, do que vivenciando o presente. É claro que as experiências e dificuldades individuais influenciam em nosso caráter, procedimentos e atitudes, mas não significa que nosso futuro esteja traçado em virtude disto. O que faz das pessoas vencedoras são as ações desenvolvidas para encontrar e atingir os objetivos pessoais e profissionais. Infelizmente, grande parte das pessoas prefere mais reclamar e buscar culpados para seus fracassos, do que procurar alternativas de mudanças, começando pelo pensamento e refletindo em suas atitudes diárias.
É natural encontrarmos alguém admirando ou criticando o sucesso de outrem e esquecendo de todo o esforço ao qual foi necessário se submeter para conquistar seus desafios. Isto é facilmente exemplificável. Ao vislumbrarmos diversos atletas disputando determinado campeonato. Ao chegar ao final o vencedor vibra juntamente com parte da torcida. O segundo colocado fica entristecido, por ter chegado bem próximo da conquista, mas certamente será o maior vencedor se conseguir refletir, buscando o aperfeiçoamento, baseado nos pontos positivos de seu adversário e nos seus pontos fracos.
A motivação é uma energia que nos move ou nos deixa apáticos quando esta ainda não aflorou. Esta energia, como Deus, está dentro de cada um, e somos responsáveis por liberá-la e utilizar em prol da nossa felicidade. Podemos dizer que o sinônimo de motivação é amor. Se colocarmos um pouco de amor em tudo que fizermos, certamente faremos de forma diferente, destacando-nos ao nosso redor.
NEREU VILMAR MATTIELLO, Medianeira
‘Lula e o MST’
Leitor assíduo da Folha do Paraná e dos textos publicados no seu Espaço aberto, tenho acompanhado os artigos da socióloga Maria Lúcia Victor Barbosa. Admiro sua objetividade e lucidez no trato de muitos problemas que a mídia repassa à opinião pública, mas sem a coragem, a sensibilidade e a inteligência que deveriam ter muitos de seus profissionais, assumindo posições firmes e claras quanto à natureza e os desdobramentos dos fatos.
O artigo ‘Lula e o MST’, publicado nesta Folha sábado, dia 7, confirma a qualidade e a missão do bom jornalismo que, além de informar, deve também contribuir para formar a opinião dos leitores. Principalmente quando está em jogo uma das garantias essenciais do Estado Democrático de Direito, que é o cumprimento das decisões judiciais. As invasões de terras produtivas, rotuladas eufemisticamente como ‘ocupações’, através de ações armadas e previamente articuladas, jamais poderiam ser toleradas pela imprensa responsável.
A socióloga Maria Lúcia Victor Barbosa tem, além de tudo, a firmeza de transmitir as suas convicções e as suas idéias a salvo de modernas patrulhas ideológicas, mais nefastas que os serviços nacionais (e locais) de informação e os alcaguetes da ditadura recente.
- RENÉ ARIEL DOTTI, Curitiba
Material escolar
Vimos nos jornais a intenção do ministro da Educação de incluilr no currículo a educação contra o consumismo. Em outras edições houve citações elogiosas, principalmente de educadores de gabinete e de encastelados em suas universidades que passam a vida a ver a banda passar, inclusive dando idéias de, quem sabe, um livro didático sobre a matéria, de ficar de olho principalmente nas marcas e grifes.
Mais uma pérola para o Febeapa - como dizia Stanislau Ponte Preta - Festival de Besteiras que Assolam o País. Na semana seguinte o telejornal noticia o absurdo das listas de materiais de escolas públicas e privadas, exigindo marcas. Alguns custam mais que o salário mínimo. O uniforme, nem se fala. Chegam ao refinamento de exigir calças jeans em escolas públicas.
- MIRA ROXO, Londrina
Poluição
Há dois agentes poluentes em Londrina que, ao que parece, nunca são molestados: os carros-forte e os caminhões transportadores de concreto (conhecidos como betoneiras). A quantidade de fumaça que alguns deles expelem deixa claro que há falta de regulagem nos motores (o que equivale dizer que há falta de manutenção). O excesso de fumaça representa também desperdício de combustível, cujo subsídio é pago por todos. O nível de ruído dos motores é também uma questão de cuidados com os escapamentos, geralmente mais abertos porque, diz-se, a saída livre dos gases melhora o desempenho. Quem tem ouvidos e pulmões não precisa de explicações: quer apenas que sejam esses veículos fiscalizados condignamente para, se possível, readequá-los.
- REINALDO MATHIAS FERREIRA, Londrina
Pedagogia
Como faz falta uma verdadeira e atual Pedagogia e Psicologia nas escolas. Não se admite mais indiferença para quem quer falar em Educação, cidadania, comprometimento, neoliberalismo (os seus abusos) e globalização. E a reciclagem dos profissionais na área educacional? A clientela já não é a mesma. As exigências são outras. Além da visão ampla do professor-educador na área que atua, faz jus rever o perfil da clientela hoje. É mais criativa, cheia de impulsos, quase sem limites, levando em conta a carência pela exclusão social, drogas e comportamentos comprometidos. Uma Psicologia voltada para os desvios de comportamento e uma Pedagogia (com Psicologia) também voltada para uma administração colegiada com funcionários mesmo visando o aluno, mas conscientes da sua função. Mudam-se os tempos e as idéias, porém em geral as escolas não levam em conta a Psicologia, a Pedagogia, a globalização e o aperfeiçoamento dos conhecimentos.
- IRACILDA PRESTES PADILHA, Curitiba
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas.

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