O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Despedida
No momento em que estou deixando a presidência do Centro Cultural Teatro Guaíra, depois de dois longos períodos que somam sete anos e meio, quero externar minha gratidão pela atenção dispensada pela Folha ao trabalho desenvolvido durante este período. Com a colaboração da Imprensa, a difusão das nossas atividades foi facilitada, cobrindo todo o Estado. Só tenho a agradecer por este tempo de convívio agradável.
- CONSTANTINO BATISTA VIARO, Curitiba
Apoio ao procurador
Por razões de consciência, em atitude individual e espontânea, manifessto irrestrita e incondicional solidariedade aos colegas membros do Ministério Público Celso Antonio Três, procurador da República, lotado em Cascavel, e promotores de Justiça de Capanema, Campo Mourão e ultimamente União da Vitória, Paraná, os quais vem sendo vítimas de pseudofuror denunciatório (estrelismo, abuso de autoridade, etc.), por parte de alguns segmentos da sociedade organizada, como forma de retaliação aos colegas pela rara firmeza e elogiável espírito público com que vêm desincumbindo suas relevantes funções institucionais.
- DENIS PESTANA, promotor de Justiça, de Arapongas
Poda de árvores
Quem não conhece Noé? Ora, todos o conhecem. Nenhum londrinense ou visitante, mesmo sem sabê-lo, deixou de receber gentilezas de suas milhares de filhas. O Noé, da Prefeitura, é patrimônio definitivo da cidade. Foi ele quem plantou, orientou a arborização da cidade, e deu o basta ao calor canicular que viera com o desmatamento. Acho que deveria ser três vezes cidadão honorário, no mínimo. Plantou milhares de árvores, preservou bilhares de pássaros, trilhares de sombras, isso quando ainda não tínhamos estes sábios da Grécia que tanto as matam e serram. Em nome da rede elétrica, aturamos cortes ridículos, penteados malucos, árvores crescendo em V, coisa de louco, e aleijadas. Quem foi a países bons, sabe: lá, não se come nessa gamela, se impede o abate de seu rico (e caro!) patrimônio.
Mas, caríssimo Noé, quando você imaginaria que o grande abatedor das nossas (suas...) árvores seria a Prefeitura? A Parques e Jardins, Noé, é hoje uma Rambo da motosserra que, em horas detona o que levou trinta anos para crescer.
- LINCOLN BRAZIL E SILVA, Londrina
Previdência
É necessário muito mais cautela quando se discute a situação financeira da seguridade, nela incluída a Previdência Social. O país atravessa, sem sombra de dúvida, dificuldades fiscais que justificam a realização de reformas de fôlego. Não se pode deixar, no entanto, de separar o joio do trigo, isto é, o que é de interesse público e o que só interessa a parte do público. A privatização da Previdência Social não é benéfica ao povo brasileiro. As fatias mais rentáveis do sistema atraem, como a atual proposta de reforma já providencia para o seguro acidente de trabalho, os interessados em lucros fáceis. Política social não se faz de acordo com o interesse de especuladores internacionais. Faz-se, isto sim, em sintonia com o sentimento nacional, que, certamente, apronta no sentido de que o lucro nesta área se mede em qualidade de vida da população e não em cifrões.
- MARCOS EDUARDO FREITAS RODRIGUES, Curitiba
Bolsa de estudos
Quando conseguimos, em 1991, colocar em prática na Inepar um Programa de Gestão realmente participativa, que hoje tem servido de inspiração para empresas brasileiras e estrangeiras, obtivemos com facilidade resultados que vêm melhorar e garantir a qualidade de ensino ao mesmo tempo que combate a repetência e a evasão escolar. O Programa de Bolsa de Estudos para Dependentes da Inepar - Probein, foi sugestão vinda do chão de fábrica e que de uma maneira extremamente inteligente atrai e compromete os alunos com a escola e o ensino.
O projeto Bolsa de Estudos para Funcionários foi uma sugestão da direção da empresa para aumentar a capacidade dos colaboradores, elevar sua produtividade, ampliar suas perspectivas de vida e aumentar sua empregabilidade. A adoção de uma escola em local de baixa renda no município de Campo Largo (PR) foi iniciativa conjunta dos colaboradores e direção da empresa, mostrando para todos nós que as escolas necessitam inicialmente de novas técnicas de gestão para utilizar com mais proveito os recursos físicos e financeiros que venham a receber. Não se trata de dar o peixe ou ensinar a pescar, mas sim de aprender a pescar juntos. Os recursos financeiros administrados pelo governo que nós elegemos são oriundos do nosso trabalho e do nosso sacrifício. Esta é a razão pela qual devemos acordar e participar.
- RENATO REQUIÃO MUNHOZ DA ROCHA, presidente da Fundação Inepar, Curitiba
Semáforo
Como poderemos respeitar as leis impostas pelas autoridades se elas não nos garantem segurança? Creio que os faróis, após as 21 horas, deveriam ficar todos piscando no amarelo para que o motorista parasse verificando a possibilidade de cruzamento seguro ou não. Caso contrário estaremos criando leis para ajudar os bandidos e não os cidadãos. E, pelo amor de Deus, que as autoridades usem de uma vez por todas os impostos para o que é essencial e de maneira eficaz: educação, saúde, segurança. Um país sem segurança é o mesmo que um país sem governo. O que somos afinal?
- JACINTO ALCAZAR PADILLA, de Curitiba
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