O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Reeleição 1
O impedimento legal quanto à reeleição parece-nos que deva ser revisto, criando-se alternativas outras que possam conciliar o temor do uso da máquina pública com o direito à reeleição, que poderá ser balizada na possibilidade do direito de uma reeleição. Aos cidadãos estaria incumbida a importantíssima função de analisar, com seriedade, quais os administradores públicos que numa mesma sequência de mandatos seriam dignos de retorno ao Executivo. Nossa Constituição destaca no caput. do seu art. 14: A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto... Deixemos a ela a missão de aprovar ou reprovar postulantes a novos mandatos, através das urnas.
- PAULO GOMES JÚNIOR, Foz do Iguaçu.
Reeleição 2
Ao levantar o tema da reeleição, o presidente Fernando Henrique tornou-se refém da barganha, a arma mais corriqueira utilizada por nossos políticos. Primeiro, teve que negociar com os partidos a indicação dos candidatos às presidências da Câmara e do Senado, depois teve que minar a resistência dos pepebistas que, ao longo de negociações desgastantes, furaram o bloco que o ex-prefeito de São Paulo, Paulo Maluf, pretendia erguer no caminho da reeleição. Agora, com a convenção do PMDB, que recomendou o voto contrário e o adiamento da votação da emenda da reeleição, Fernando Henrique deve ter constatado que o custo dessa sua proposta pode ser muito mais alto do que ele imaginava.
- ROGÉRIO PAULO DE ALMEIDA, Curitiba
Reeleição 3
Vergonhosa a atitude dos peemedebistas do Paraná, que, segundo a Folha de Londrina, articularam a moção que propõe o adiamento da votação da emenda da reeleição para depois do fim do período extraordinário de trabalhos do Congresso. Fazer essa proposta apenas para vingar-se do presidente, que não indicou o ex-governador Mário Pereira para a presidência da itaipu Binacional, revela, mais uma vez, quais são os verdadeiros interesses dos nossos políticos.
- JOSÉ PAULO NASCIMENTO, Londrina
Reeleição 4
Parabéns ao PMDB do Paraná: consegiu bloquear, pelo menos temporariamente, o andamento da proposta de reeleição do presidente Fernando Henrique. Curve a cabeça, presidente, não para receber a coroa mas o espinho de seu cargo...
- ESTELA L. BARBOSA, Maringá.
Lazer em Londrina
Londrina oferece opções de lazer para quem não tem dinheiro para viajar nas férias de verão? Essa é uma pergunta difícil de responder. Mas, se vasculharmos bem a cidade, acabamos encontrando algumas opções. Para quem gosta de uma boa pescaria, Londrina tem alguns pesque e pague. Passeios no Parque Arthur Thomaz e no Lago Igapó são algumas alternativas. Quem quer aproveitar as férias para colocar o corpo em forma pode caminhar e fazer exercícios no Zerão. Entretanto, isso ainda é pouco. E sabemos que existem lugares que poderiam ser excelentes espaços de lazer e diversão, como algumas cachoeiras, localizadas nos distritos, que, por enquanto, só quem tem carro e sabe o caminho tem possibilidade de conhecer e usufruir. Fica aí uma dica para a Ametur e para a Prefeitura de Londrina, buscar nesses espaços alternativas o lazer e bem-estar da população e também dos visitantes, que muitas vezes vêm passar as férias aqui.
- MÁXIMO HONÓRIO, de Londrina.
Tempo de solidariedade
Durante o inverno, vemos na televisão, nos jornais e em outdoors espalhados pelas cidades o apelo: é tempo de solidariedade. A solidariedade, entretanto, não tem tempo. Ela deve estar presente no dia-a-dia dos homens. Ajudar a quem precisa, tornar a vida dos nossos semelhantes menos sofrida é o grande desafio que nos foi e continua sendo colocado. É inconcebível que, com todos os avanços tecnológicos, os homens ainda morram de fome. Uma vez vi um padre de Rondônia dando um depoimento na televisão. Ele dizia: quando um homem sofre é toda a humanidade que sofre. Quem tem alma não tem calma e quem não tem calma não pode ficar parado, deve agir para que o nosso mundo seja melhor. Vale a lição para todos nós.
- CAROLINA FANTINI DOS SANTOS, de Toledo
O fim do senador Caxias
Se eu fosse roteirista da novela Rei do Gado, da Rede Globo, eu cortaria com um X bem grande toda a família daquele senador Caxias, e de quebra aquela Chiquita. Que gente mais insossa! O senador acho que eu até deixaria, mas como a intenção é mostrar um parlamentar sério, honesto e que trabalha, eu colocaria menos discursos e mais prática. Não adianta ele ficar o tempo todo em Brasília, trancado dentro do gabinete, gritando ao telefone. Ele deve ver de perto o que acontece, para saber melhor como agir.
- MARGARITE COSTA, de Ponta Grossa
Saúde no Brasil
A quem reclamar da saúde brasileira? O absurdo impera neste setor e nossos políticos se elegem falando em saúde e continuam não dando a mínima importância para este problema. A culpa é de quem? Merecemos respeito, porque cumprimos nossas obrigações, pagando o salário deles, apesar de passarmos por medíocres empregadinhos seus. Faço aqui, a um político, de vereador a presidente da República, um desafio: Duvido que encarem sem seu prestígio e sem sua mordomia a via sacra da saúde: 1º Levantem bem cedo e enfrentem a fila de um posto de saúde. Saindo dalí às 10 horas, tomem um ônibus até o terminal, e outro até o hospital Colina Verde. 2º Na clínica de fraturas para onde fui indicado, a moça que me atendeu (dia 9 de janeiro) quis marcar a consulta para dia 17. Não concordei porque doente tem que ser tratado no ato, não depois de piorar ou morrer. Implorei, reclamei. Tive vontade de brigar, porém a pessoa certa para isso não seria a pobre criatura que nos atende no balcão. Mesmo esperneando e prometendo recorrer à imprensa, a consulta foi marcada para o dia 10. Imaginem o que as pessoas menos privilegiadas passam com este sistema repleto de insensatez e corrupção.
Precisamos de três fatores para viver bem: 1º Fé. Deus nos dá gratuitamente, temos que praticá-la. 2º Graciosamente dada por Deus para a maioria, esperamos apoio do SUS a quem pagamos para ser atendidos e orientados. 3º Educação, que tem outra falha política. Agora temos um presidente coerente. Pelo menos tentem imitá-lo pensando no povo, que tudo paga.
- JOSÉ BERNARDINO DOS SANTOS, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas.





