O LEITOR ESCREVE
Um grande jornal
Quem conhece um pouco da vida do velho Chateaubriand, um dos maiores jornalistas brasileiros e proprietário da maior rede de jornais do Brasil, ‘Diários Associados’, reconhece que ele tinha muitos defeitos. Brigão por índole, implacável com seus inimigos, pisava muitas vezes até nos mais chegados amigos. Porém, acima de tudo, temos que reconhecer o seu lado positivo. As campanhas memoráveis em favor dos amigos e principalmente da pátria. Sua bravura e heroísmo eram suas principais características. O trabalho e a garra na luta por uma grande imprensa eram seu único objetivo. Enfim, um vulto com muitos defeitos, porém com um grande ideal: ‘‘O ideal de vencer’’.
Por que estou escrevendo tudo isto? Porque todo o lado positivo de Chateaubriand nos remete à figura amiga de João Milanez. Sua luta em prol de um grande jornal, a Folha, sua garra incontestável, sua sinceridade e simplicidade, caracterizando o grande comandante com um ‘‘enorme ideal’’. Tudo não seria possível sem uma grande equipe, e isto a Folha tem demonstrado que não falta. Os artigos de Walmor Macarini e Maria Lucia V.
- WELLINGTON SAMPAIO, Londrina
Problemas do trânsito
Após tanta espera, tanto sentimento de injustiça, por parte de vítimas de acidentes de trânsito e familiares, aporta no Brasil o novo Código Nacional de Trânsito, como proclamado caminho de solução para os problemas do trânsito. Muito se tem ouvido através da imprensa, tanto no sentido de esclarecer sobre ‘‘novas’’ regras em vigor como sobre as penalidades decorrentes de sua inobservância, mas pouco se tem trabalhado no sentido de uma reflexão sobre as consequências práticas do novo código.
1) Que tipo de punição o Código Nacional de Trânsito reserva para a incompetência do poder público em manter as vias em condições adequadas de uso? Exemplo: os sinaleiros de pedestre da Av. Higienópolis, logo abaixo da Av. JK, que estão ali instalados sem operar desde o tempo em que o novo Código de Trânsito ainda era projeto. 2) Já que as lombadas eletrônicas agora podem ser acionadas para aplicar multas por baixa velocidade (art. 62), isso será feito? Se o for estaremos diante de um verdadeiro assalto eletrônico, se não, cairemos em outra questão, a terceira: 3) suponha que se faça, democraticamente, uma lei que proíba estacionar veículos menos de 5m do bordo de alinhamento da via transversal. (art. 181, inciso I), mas a Prefeitura Municipal instala e demarca até ponto de táxi fora dessa especificação; o poder público não estaria descumprindo tal lei em benefício de pessoa ou grupo? 4) Como deve proceder nosso amigo, que tendo esposa e quatro filhos, não pode mais sair com a família toda no carro pois seu veículo, ‘‘popular’’, só comporta cinco passageiros?
- ARON LOPES PETRUCCI, Londrina
Paraná, a maravilha
Nunca é demais lembrar que o Paraná é um grande potencial turístico, infra-estrutura das melhores e geografia magnífica. Conhecer este local surpreendente é uma experiência que será lembrada por muito tempo. No Oeste as águas espelham o céu. Seus encantos e natureza exuberante fazem desta região um cartão-postal no que há de mais belo em solo brasileiro. O Norte do Paraná dispensa comentários. Berço em que nascemos, tem seu passado marcado pelo trabalho e pela conquista. Os Campos Gerais são um espetáculo a céu aberto. Só quem caminhou por seus vales e campinas sabe que sou fiel nesta narrativa. No centro das altas decisões políticas, Curitiba oferece toda sua generosidade. Metrópole hospitaleira e bela. Fonte de cultura e saber. O encanto se estende pelos quatro cantos do Estado. Do extremo Noroeste à Orla paranaense, a harmonia é uma só. As cidades litorâneas retratam a riqueza que conheceram durante o ciclo da erva-mate nos séculos 18 e 19. Contemplar o mar azul dos nossos balneários é uma poesia a todo instante. São dezenas deles por toda a costa. Porém, o balneário de Caiobá tem um colorido especial. Uma luminosidade celestial ao amanhecer. Melhor do que esse pedaço do litoral, talvez uma praia da Riviera francesa.
- GERSON FERREIRA DA SILVA, Paranavaí
Salário defasado
Os mais de 42 mil servidores estaduais estão há 29 meses sem aumento salarial. São mais de 880 dias com o salário defasado, minguado e congelado. O último índice de reposição salarial, de 10%, foi concedido no longínquo agosto de 1995. De lá para cá praticamente todos os segmentos da administração pública do Paraná foram aquinhoados com melhorias salariais. Por que a discriminação do atual governo estadual, especialmente para com estes servidores estaduais da administração direta? São os que percebem os menores salários e são submetidos às piores condições de trabalho. Seus salários variam de R$ 141 a R$ 338 (níveis operacional e administrativo) e R$ 269 a R$ 494 (nível médio). Em novembro de 97 o governador Jaime Lerner e secretários de Estado afirmaram que o quadro geral do Estado seria a ‘bola da vez’. Ou seja, seriam contemplados com melhorias salariais no início de 98. Os servidores e familiares, imersos em realidade de penúria e dificuldade de sobrevivência, aguardam boas notícias e clamam por justiça e isonomia salarial.
- ROBERTO DE ANDRADE SILVA, Curitiba
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas.

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