O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Traição ao paranaense
Na tarde de quarta-feira, 28 de janeiro, a população paranaense tomou conhecimento do conteúdo do Protocolo de Acordo firmado entre a fábrica de automóveis francesa Renault e o governo do Paraná. São inacreditáveis as concessões feitas pelo Governo do Paraná. Vão desde a integralização de capital da subsidiária da Renault no Brasil, denominada Renault do Brasil, passando pela doação de terrenos, renúncia tributária e empréstimos concedidos sem juros e sem correção monetária.
A parte mais interessante e mais prejudicial ao Estado do Paraná e, consequentemente, à Nação brasileira é o fato de o governo do Paraná comprometer-se a emprestar até o dobro do investimento da Renault, ou seja, até US$ 1,8 bilhão em condições realmente inacreditáveis: sem juros, sem correção monetária e sem qualquer comissão, por um prazo de 10 anos. Como podemos notar, trata-se de operação de franshising executada com o dinheiro público do Estado do Paraná. A Renault está entrando somente com a sua marca e o povo do Paraná está pagando a conta.
- Senador OSMAR DIAS, Brasília
Hitler
Agradecendo as informações prestadas pelo teólogo Astulfo Ribeiro dos Anjos, de Paranavaí, em carta publicada dia 2. Tenho a dizer que não foi meu objetivo defender os métodos de Adolf Hitler e sim o resultado da pesquisa entre os alunos da Escola Militar de Porto Alegre que, ao considerar o ditador personalidade histórica mais admirada, foram criticados pelo empresário Abraham Shapiro. Devido ao meu descuido, a carta que enviei sob o título Por que não Hitler?, publicada dia 29, possuía mais de 15 linhas e foi justificadamente reduzida pela editoria. Nela, sr. Astulfo, além de citar que não possuo fontes de referência e tampouco precisão de datas e nomes, disse textualmente, como exemplo do porquê ser Hitler mais destacado que outros, o seguinte: Usando de metáfora, a questão de serem lembrados com mais ênfase, Adolf Hitler e seus feitos, é porque são como estrela de qualquer grandeza da qual nos afastamos; porém, ainda está muito próxima (53 anos), ofuscando as demais estrelas do universo.
- STANLEY HENRIQUE BOOTZ, Marechal Cândido Rondon
Incêndio
Agradeço à guarnição do Corpo de Bombeiros de Rolândia pelo profissionalismo e pronto atendimento no combate a um incêndio residencial na rua Anita Garibaldi, 90, na madrugada de 31 de janeiro, em Jaguapitã. Por outro lado, sinto-me profundamente envergonhado por ser cidadão jaguapitãense e, naquela circunstância obrigado a recorrer a Rolândia, distante 35 quilômetros, portanto cerca de 30 minutos, de acordo com o novo Código de Trânsito.
É função do Estado oferecer um mínimo de segurança pública àqueles de quem se extorquiu os votos necessários para a eleição. O cidadão não paga impostos só para o governo construir uma bela casa, e nem se opõe a isso. Viver bem, em grande estilo, mais que um direito, é obrigação do governo. Qualquer pessoa que possua inteligência razoável reconheceria a importância fundamental de se ter pelo menos um carro-pipa disponível para eventual emergência, em qualquer aglomerado residencial. Essa não foi a primeira e nem será certamente a última ocorrência de incêndio em Jaguapitã. Mesmo porque esse tipo de incidente é relativamente comum desde a sociedade romana do imperador Nero.
- EDIRLEI CAVÉQUIA, Jaguapitã
Meninos do Detran
Deu na Globo, dia 30 de janeiro. Londrina abriu sua janela para o mundo e mostrou-lhe os meninos do Detran. Comoveu a imagem da criança deitada na calçada, que num adormecer profundo chupava o dedo, quem sabe sonhando com uma chupeta que nunca teve ou mamadeira cheia de leite suíço que nunca terá. Enquanto o rei desfrutava da brisa dos Alpes, os meninos do Detran tinham pesadelo com a realidade da fome. O Código Nacional do Trânsito mudou para melhor, mas é preciso mudar também a política da exclusão social promovida pelo massacre do desemprego que desespera impiedosamente.
- PAULO ROBERTO DE LIMA, Londrina
Radialistas no ar
É impressionante como em todo ano eleitoral volta esta discussão. Já não é a primeira vez, e pelo jeito não será a última, que os candidatos que ocupam algum programa de rádio ou TV tentam barrar a lei. Pessoas que sabem que fora do seu espaço são facilmente esquecidos. Nada ou pouco fizeram enquanto no Legislativo. A força do rádio e da TV ainda continua muito forte em nosso país. Para isto é só constatar a porcentagem de pessoas que lêem jornal, alguma coisa em torno de 5% da população. Sem falar no baixo índice de estudantes que chegam ao segundo grau. Indiscutivelmente o rádio e a TV são presença quase onipotente nos lares.
Nestes veículos prega-se de tudo, denuncia-se à vontade, promete-se o improvável e solução e resposta para tudo. Afinal, estas pessoas são donas de seus próprios programas e por isto acham que pode iludir as pessoas com falsas promessas. Existem profissionais sérios que, apesar das limitações, conseguem fazer um papel de esclarecimento e de incentivo à comunidade.
- LUIZ ANTONIO MONIZ PINTO, Jundiaí (SP)
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas.





