O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
IPTU
Sejam quais forem os argumentos que o secretário da Fazenda ache úteis como esparadrapo para tentar esconder os espantosos e escorchantes números do IPTU, estamos frente a um ato abusivo e injustificado do Executivo, com a inaceitável conivência do Legislativo. Somos sangrados às escâncaras e só nos resta que o Judiciário nos proteja da fúria fiscalista inaugurada este ano. Para tal ele existe e só dele, aparentemente, virão medidas de sensatez e respeito. De nada adianta embaralhar números e fazer firulas de aprendiz de mágico: nada muda os fatos, a não ser a voracidade fiscal associada ao uso abusivo do Poder.
Se alguém pagava tanto e agora passa a pagar até dez vezes mais do que a taxa inflacionária de 1997, um ano duríssimo em que as propriedades perderam valor e caíram os rendimentos da esmagadora maioria da população que paga impostos (há milhares de imóveis que nada pagam e vivem às custas de quem paga) é da mais elementar aritmética que se passe a pagar mais. O que importa é o total lançado e não esses índices. Não pago com índices, pago com meu dinheiro e, claramente, me sinto assaltado pela Prefeitura, com a mansa conivência do Legislativo. Meu vereador que nem pense que votarei nele outra vez. Quando o fiz pensava em um representante do povo, e não em uma vaca de presépio da tal maioria situacionista. Isso me cheira a negociar com o voto popular, vender ou trambicar com as promessas de campanha.
- LINCOLN BRASIL E SILVA, Londrina
Operação Verão
Em atenção ao contido na nota publicada por esse conceituado jornal, dia 27, intitulada Paradoxo, este Comando da Operação Verão 97/98, da Polícia Militar do Paraná, esclarece, conforme se pode verificar pela numeração de Fichas de Atendimento de Ocorrências (FAOC) e detidos (discriminados em folha anexa) atendidos no litoral desde o início da Operação, quatro ocorrências de Tráfico de Entorpecentes, com a prisão de cinco traficantes e dezesseis ocorrências de porte e uso de drogas, com a prisão de 41 pessoas.
Ressaltamos ainda que o trabalho da Polícia Militar está calcado sempre na eficiência e legalidade, visando sempre o bem-comum e a segurança da comunidade, não havendo distinção, até mesmo por não ser facultado pela lei, no atendimento a qualquer ocorrência. Portanto, qualquer ocorrência relacionada a drogas, envolvendo pequena ou grande quantidade de entorpecentes, é tratada pela corporação com a atenção e a seriedade necessárias ao combate a esses crimes que, por sua gravidade, não admite qualquer diferenciação, pois provocam indistintamente um grande prejuízo social. Todas as fichas de atendimento de ocorrências estão arquivadas junto ao Comando da Operação para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários.
- NEURI PIRES DE OLIVEIRA, ten. cel QOPM comandante da Operação Verão
Parque infantil
Os meios de comunicação de Londrina têm dado, nos últimos dias, amplo destaque às obras de revitalização do Zerão. Nada mais justo do que dar condições de uso àquele local, onde centenas de londrinenses andam, se exercitam e passam horas de lazer diariamente. Parabéns ao Poder público. Lembro às autoridades competentes, as mesmas que promovem aquele trabalho, que o Zerinho, bem no coração da cidade, está precisando também de atenção maior. Há valetas na pista de cooper, árvore caída e as folhas varridas diariamente são amontoadas sobre o canteiro. Aliás, não é só o Zerinho, mas todo o Bosque precisa de maior atenção. O chamado parque infantil está sem condições de uso, com a pouca areia que resta suja, gangorras quebradas e escorregadores enferrujados. Isso para não falar dos balanços, que as crianças tanto apreciam, que estão há mais de 120 dias amarrados uns aos outros, com correntes e assentos quebrados.
O apelo do pessoal aqui do centro, que utiliza esse local como lazer, e principalmente das crianças que moram nas dezenas de apartamentos próximos, é no sentido de que o mais antigo e mais central lugar de lazer da cidade seja também tratado com a devida atenção por quem de direito.
- ÁLVARO GROTTI, Londrina
Alcoólicos
Gostaríamos que entidades como Ministério Público, juízes de Varas de Família, Conselhos Tutelares, Prontos-Socorros, Polícias Militar e Civil e demais instituições, onde sempre se atendem casos e problemas envolvendo alcoolismo, encaminhassem os alcoólicos para associações como AAA, AA e ARA, irmandades que dão acolhida fraternal, procurando devolver a sanidade e a recuperação a alcoólicos que tanto sofrem, juntamente com familiares.
Em quase todos os municípios existem esses grupos de ajuda mútua. O tratamento é gratuito. Cada um tem seu fundo de poço. E quando problemas envolvendo o alcoolista acabam indo às barras da Justiça - ou mesmo a Conselhos Tutelares da Criança e do Adolescente - poderá ser esta a oportunidade em que o doente sente que realmente precisa de ajuda. Atrás de um alcoólatra há um ser humano digno, trabalhador, humano, cristão e patriota, mas o alcoolismo o afasta de suas responsabilidades e aquelas entidades podem colaborar para que essas pessoas encontrem novamente o viver feliz e produtivo.
- JACINTHO TIZIANI JUNIOR, Goioerê
Cuba
O Papa chega a Cuba um século depois do Tio Sam, que construiu a base de Guantânamo em 1898, quando os Estados Unidos declararam guerra à Espanha para defender Cuba. Só que não saíram mais de lá. Ocupando 14% do território cubano, a base abriga 10% da população da ilha (um milhão de cidadãos americanos).
- PAOLO MARANCA, São Paulo, SP





