O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Ponte Sete Quedas
O título, por si só, identifica geograficamente a majestosa ponte, de 3.598 metros de extensão sobre o rio Paraná, recém-inaugurada, que liga Guaíra (PR) a Mundo Novo (MS). Recebeu o nome de Ayrton Senna em homenagem ao herói nacional que tanto admiramos. Entretanto, o nome mais significativo e apropriado deveria ser Sete Quedas, pois lembraria, para sempre, uma das maiores belezas naturais do Brasil, com seus saltos e pontes pênseis, formando um espetáculo maravilhoso que a todos encantava. Infelizmente, em 1982, aquela maravilha da natureza foi encoberta pelo lago da hidrelétrica de Itaipú, fato que na época gerou protesto de ecologistas e dos moradores de Guaíra, que perderam sua maior atração turística.
O nome de Sete Quedas está estreitamente ligado à história de Guaíra e região, tanto quanto ou mais do que o de Estádio do Café está associado a Londrina ou o da música Maringá, que tem a cara da cidade-canção. Temos certeza de que o prefeito Manoel Kuba e os vereadores de Guaíra iniciarão demarches imediatas (se já não o fizeram) no sentido de pleitear junto ao Governo do Estado e ao Ministério dos Transportes, para que seja resgatada essa dívida com o povo de Guaíra, perpetuando o nome de Sete Quedas na maior ponte fluvial brasileira. As quedas desapareceram, mas o nome de Sete Quedas permanece vivo na memória de todos nós.
- JOSÉ CARLOS DIAS DE TOLEDO, médico e pecuarista em Eldorado (MS)
Lei do mais forte
Jornais de todo o país flagraram o presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães, no interior de um veículo em movimento sem usar o cinto de segurança. Justamente no dia em que o novo Código de Trânsito entrou em vigor, aprovado pelo próprio ACM. Utilizo uma máxima do próprio Antonio Carlos Magalhães, nos frequentes arroubos de glória e poder: Aos amigos tudo, aos inimigos os rigores da lei. É assim no universo de Antonio Carlos Magalhães. A lei é uma coisa que se reserva para quem está fora dessa elite, que, por força do dinheiro, do poder ou mesmo do status social, pode descumprir a lei sem maiores implicações e consequências, e sem um elemento de farda para abordá-lo.
É o que se aplica no Brasil, onde um senador aprova uma lei que ele mesmo não tem a menor intenção de cumprir. Não se discute se a lei é boa ou má. No caso do Código de Trânsito a intenção é muito boa, já que está tentando colocar ordem num sistema caótico que mata seres humanos mais que qualquer praga já conhecida. O fato, porém, do senador ser visto, fotografado e divulgado por todo o território nacional sem o uso elementar do cinto de segurança, exigência já aplicada a todos os mortais, mesmo antes do advento do novo Código de Trânsito, vem desmoralizar completamente o novo Código, no mesmo momento em que ele é colocado como elemento modificador do sistema de trânsito.
- JACOB BITTENCOURT DE MORAES, Londrina
PMDB
Se navegar é preciso, o PMDB está à procura de um timoneiro que o conduza a um norte seguro. A revitalização do PMDB depende de uma única condição: colar-se ao povo, ser sua voz e sua esperança, para realizar reformas de grande envergadura necessárias à superação do impasse, sem impor sacrifícios intoleráveis ao país.
É essencial retomar o diálogo direto com o povo. É preciso explicar que o PMDB honrou seu compromisso com a democracia, foi fiel ao seu programa, nunca agiu de má fé, nem traiu os interesses da população brasileira. Ao contrário, é cotidianamente atingido pelos fisiológicos que usufruiram dos seus palanques, dos seus momentos de glória para garantir seu mandato ou continuidade deles e desembarcaram sem cerimônia, atirando pedras, numa demonstração cabal e inequívoca da ciranda dos partidos políticos, onde reina absoluta e soberana a infidelidade partidária. Trocam mais estes conhecidos senhores de partido, do que camisa de uso diário.
Entendo legítima e necessária a candidatura própria do PMDB, sob pena de soçobrar o maior partido do Brasil. Este será meu voto, como de resto de todos os delegados do PMDB do Paraná e se a coerência imperar será a decisão soberana da Convenção Nacional do Partido Movimento Democrático Brasileiro.
- PAULO SALAMUNI, Curitiba
Deficiência da Copel
Por vários anos, a Copel serviu de modelo a muitas empresas, sendo sinônimo de eficiência e prestadora de bons serviços, etc., o que não deixa de ser verdadeiro, ressalvadas as circunstâncias do ambiente, como ausência de concorrência, exclusividade de atuação. Há quatro meses reivindico junto à Copel, através do telefone 120, uma mísera troca de lâmpada na rua de frente a minha casa, na rua Maria Inácia de Almeida Campos, 100 - Jardim San Isidro, em Londrina. Foram semanais as chamadas feitas nesse período, para que a companhia resolvesse o problema. Os funcionários que me atenderam seguiam o padrão estabelecido pela estatal, perguntando nome, local onde o infeliz e compulsório consumidor tem o problema, natureza, ponto de referência para localizar o defeito, telefone da vítima, etc. Tudo de acordo com a cartilha. O detalhe é que não fui atendido, isso desde setembro, ligando toda semana. Na sede da companhia, na rua Chile, reclamei os serviços diretamente, em 20/01/98, e, como das vezes anteriores, os funcionários recitaram a mesma ladainha. O problema será resolvido no máximo em 48 (quarenta e oito) horas. Só que até agora nada!
- JOSÉ DIAS DE ALMEIDA NETO, Londrina
Esclarecimento
O anúncio publicado ontem no caderno de classificados pela Associação de Mulheres de Negócios Profissionais, desautorizando Paulo Márcio de Souza a atuar em nome da instituição, nada tem a ver com o assessor da diretoria administrativa da Copel, que tem o mesmo nome do citado no anúncio.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas.





