O LEITOR ESCREVE
Novo trânsito?
Guerra do asfalto, caos, barbárie, catástrofe, vidas ceifadas, impunidade no trânsito. Se não se pode dizer que tais expressões têm os dias contados, pode-se garantir agora que logo estarão fadadas ao desuso. Parabéns ao legislador pela edição do novo CTB que, apesar da demora e de algumas falhas jurídicas, atende às expectativas ao prescrever ‘‘tratamento de choque’’ a este verdadeiro câncer da vida brasileira, com suas 25 mil mortes no último ano. A nova lei é rigorosa e não poderia ser diferente em seu hercúleo esforço de poupar vidas humanas. Mirou o bolso dos adultos com arma de poderoso calibre e a cabeça das crianças com medidas pedagógicas - e aqui está sua maior virtude. As novas gerações aprenderão que, do berço à velhice, a Educação de Trânsito - e somente isto - poderá a longo prazo alterar nossa arraigada cultura de transgressões às regras do trânsito.
Causa repugnância, mas não espanto, assistir nos telejornais da semana motoristas desacatando policiais e, pior, jovens declarando-se ‘‘imunes’’ à lei ou por ter dinheiro para pagar multas ou por duvidar da fiscalização. Triste mentalidade.
Mas ignorância, arrogância e ceticismo custarão caro, seja no lado financeiro, seja pela suspensão do direito de dirigir via pontuação, ou até pela prisão. No Rio de Janeiro, há o incrível caso do cidadão que recebeu 127 autuações por excesso de velocidade somente em 97 (e continua solto). Situações absurdas como esta felizmente tendem a desaparecer.
- ARTUR HUMBERTO PIANCASTELLI, Londrina
IPTU
Eu só queria saber porque em Londrina a correção do IPTU entre as opções de pagamento à vista (até 30 de janeiro) ou parcelado (11 vezes) implica num acréscimo de 18% sobre o valor total. Em Curitiba esse aumento (para pagamento parcelado em 10 vezes) é da ordem de 7%. Nossos serviços públicos municipais (coleta de lixo, conservação de vias) são melhores que os da capital? A taxa de inflação é maior em Londrina? A renda per capita da população londrinense é superior? O índice de inadimplência daqui é superior ao de Curitiba? E se for, por que os contribuintes honestos acabam penalizados pela ineficiência do setor de arrecadação municipal, enquanto os inadimplentes, como tem ocorrido, acabam anistiados? Enfim, quais foram os critérios considerados para cálculo da taxa de correção? Tem razão o ‘Pardinho’ (leia ‘Tarifas públicas com responsabilidade’, por A.M.Trevisan, JL de 27 de janeiro, página 2) ao questionar os interesses que regem o aumento das tarifas públicas neste país.
- OSMAR MUZILLI, Londrina
Mau cobrador
Vez por outra, somos ilustrados por listas ou ‘‘rankings’’ de empresas devedoras de seus compromissos fiscais, sobretudo em relação a contribuições sociais. Além de encontrarmos entidades pertencentes a administração pública, dando um exemplo vergonhoso, nos deparamos com nomes empresariais que frequentam o dia-dia das contratações públicas. Disto conclui-se que as contratações são efetuadas sem qualquer acatamento ao comando institucional, bem como ao estabelecido no art. 29, da Lei nº 866/93. A ilegalidade de tais atos é flagrante. Ninguém pode tornar-se credor de quem ainda é devedor. E, as somas são consideráveis. Fazem falta em qualquer orçamento, sobretudo em tempos de regime forçado. O Estado não pode dispensar um importante meio de coerção no recebimento do que lhe é devido. Esta norma é um dispositivo de auxílio decisivo contra calotes dos quais a administração pública é vítima. Resumindo, a questão é unica: respeitar a lei e ser diligente com o dinheiro de todos!
- NESTOR BAPTISTA, Curitiba
Brasil-Cuba
Como ‘‘bom procurador dos interesses da República’’ o sr. Joel S. Neto faz uma leitura estreita e ideológica da realidade cubana e dos desdobramentos da visita do Papa àquele país. Compare os indicadores sociais cubanos com os nossos aqui no Brasil. Esperança de vida: Cuba 74 anos, Brasil: 64 anos; mortalidade infantil: Cuba 8 por mil, Brasil 44 por mil; analfabetismo: Cuba 4%, Brasil 16%. Com essa capacidade de análise o leitor vai acabar nos convencendo que o melhor candidato a Presidente do Brasil é Celso Pitta e o vice Álvaro Dias.
- JOSÉ AIRTON G. DA SILVA, professor de História, Londrina
Impostos compulsórios
Por décadas a fio os políticos incharam a máquina pública, com amigos, parentes e correligionários, ficando de lado o poder produtivo do governo, que depende sempre da capacidade que os afilhados não têm e ainda mantiveram um confuso sistema tributário para criar dificuldades e vender facilidades. Com o passar dos tempos, sentindo a incapacidade de fiscalizar, o governo se lançou de corpo e alma aos impostos compulsórios, que atingem exatamente os que podem menos, ficando quase à vontade os que podem mais, tornando o poder público o pai e a mãe da sonegação. Assim, a distribuição de rendas só pode ser mesmo a pior do mundo.
- EDSON HERINGER, Londrina
Correção
A fotografia do Canil Só Cães, de Maringá, publicada à página 4 da ‘‘Folha Economia’’ na edição de segunda-feira (26/1) foi utilizada com objetivo meramente ilustrativo e não tem vínculo com as reportagens ‘‘Incremente o petshop para lucrar mais’’ e ‘‘Salão de banho e tosa acabou virando hotel’’.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas.

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