O LEITOR ESCREVE
Previdência
Se o Plano Real foi construído sobre a base movediça do capital especulativo e do retórico discurso do nosso Presidente da República, é hora de questionar sua autoridade e credibilidade quando ele impõe este brutal ajuste fiscal, quando quer aproveitar a perplexidade dos parlamentares, responsabilizando-os, pressionando-os e aliciando-os para, a toque de caixa, votar as reformas administrativa e da previdência, mostrando para a sociedade brasileira e para o mundo uma visão parcial.
De fato, o governo defende que a implantação dessas reformas implica uma economia de tantos bilhões - mas não ousa falar como - nem do rombo no orçamento da União que o desmantelamento do serviço público vem causando e se recusa a investir com custo significativamente inferior no seu aperfeiçoamento. Seria preciso destruir o serviço público brasileiro, justificando para o grupo dos países mais ricos que estamos copiando seus modelos de gestão pública e, por isso, o Brasil se mostra um país viável para investimentos? O que é preciso acontecer para que percebam que a Nação somos nós? Ou a elite não faz parte dela? Chega de retórica sócio-econômica!
- LUIZ FERNANDO MARTINS, Curitiba
Salário mínimo
Entendo que é louvável a disposição do governo de fazer um ‘‘esforço concentrado’’ para dobrar o mínimo. Muito mais louvável seria, porém, se o Palácio do Planalto fosse além disto e, depois de punir rigorosamente os verdadeiros responsáveis pelos rombos da Previdência, pagasse um salário mínimo compatível com o padrão de vida desejado pelo povo brasileiro. A Previdência Social não é deficitária. É apenas mal administrada. Ninguém consegue garantir o próprio sustento e o de sua família com um vencimento mensal de R$ 140,00. Os trabalhadores não querem esmolas e pedras para garantir seu sustento. Os brasileiros querem, na verdade, é comida boa e farta à mesa.
- Pe. ROQUE ZIMMERMAN, deputado federal, Brasília
Televisão
Até quando vamos engolir passivamente a imoralidade e a violência na televisão? Pessoas inescrupulosas instigam os filhos desta Nação. Imagino quantos pais e mães angustiados clamam por justiça contra essa TV, que explora o que há de mais vil no ser humano. Um verdadeiro vale-tudo pela audiência, pornografia em comerciais, filmes, novelas, incesto, adultério, violência sanguinária, desenhos de lutas, etc. Ou seja, estão criando em nosso País uma geração aprendendo a praticar a imoralidade e a violência sem limites. Uma TV, que previne a promiscuidade, é a primeira a ser promíscua, não tendo qualquer controle de horário na programação, destinando-a às diferentes faixas etárias.
A nossa TV tem uma enorme culpa pela propagação de doenças sexualmente transmissíveis, ao explorar todo tipo de promiscuidade, sem a mesma veemência de informação e prevenção. Muitos dos seus programas têm desenvolvido realmente um festival de depravação, incitamento ao adultério, à criminalidade e à violência, tendo como agravante a penetração em milhões de lares.
Em hipótese alguma quero falar em algum tipo de repressão. Já sabemos que não funciona e seria uma grande hipocrisia. Mas apenas para fazer valer os direitos constitucionais, como estabelece o art. 221, inciso IV, que se refere ao ‘‘Respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família’’. E cabendo à lei federal, conforme (art. 220. parag. 3, inciso II) a mesma Constituição ‘‘estabelece direitos legais de defesa que garantem a pessoas ou famílias a possibilidade de se defenderem de programas de rádio ou televisão que contrariem o disposto no art. 221. É lamentável vermos passivamente os Dez Mandamentos, item por item, pisoteados por uma minoria, enquanto a maioria fica inerte. O que esperar do futuro do nosso País, e os filhos desta Nação vendo a Lei de Deus sendo anulada?
- NAJI BOU ROUJEILE, Londrina

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