O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Novo Código
Acredito no sucesso do novo Código Brasileiro de Trânsito. São fundamentais a orientação e a educação dos motoristas, ciclistas e pedestres no seu início. O exemplo no Paraná é Campo Mourão, onde o automóvel pára diante do sinal e o pedestre atravessa somente na faixa. Como aconteceu esta motivação? Com programas e orientação pelos meios de comunicação e fiscalização pela Polícia Militar. Este é o modo mais eficaz de termos um trânsito para todos, com padrões de país civilizado.
- SIDNEY BELIZÁRIO DE MELLO, Curitiba
Trem da alegria
A atual administração, que começou sua gestão tendo que se explicar sobre o vice de aluguel, em pouco tempo de governo impôs à população o maior trem da alegria da história política de Maringá. Na primeira alteração promovida na estrutura administrativa do município, o prefeito aumentou secretarias, cargos comissionados e concedeu significativo reajuste nestas funções. Além das secretarias políticas em Curitiba e Brasília, criou até secretaria para acomodar suplente de vereador.
Com dificuldade de toda ordem, inclusive sem dinheiro para pagar o funcionalismo, comprovou-se que o Executivo estava equivocado em sua proposta. No entanto, quando a sensatez determinava o enxugamento da máquina administrativa com urgência, o prefeito encaminhou mensagem à Câmara, no início de julho, alterando novamente a estrutura administrativa, mas aumentando ainda mais os cargos comissionados. Consolidavam-se aí 233 cargos a mais em relação aos 202 da administração passada. Depois, veio o corte do reajuste concedido, quando o correto seria um corte imediato e drástico nos beneficiários de CCS que batem cabeça nos corredores da Prefeitura.
Começa a ficar claro para a população que as adesões e apoio de campanha não estavam alicerçados em uma proposta de governo, mas sim em pactos sórdidos para acomodação de apadrinhados políticos. O dinheiro público escoa pelo ralo, pelo ladrão. É a abominável prática de dividir o bem alheio, o que não lhe pertence. É fazer com as mãos dos agraciados uma chamada de capital no tesouro público, uma das especialidades do alcaide. Os vacilos apresentaram consequências visíveis: lentidão na conclusão de obras importantes. A campanha da bandeira branca da paz começa a pesar no bolso do cidadão, que vê recursos dos cofres públicos sendo desviados das prioridades essenciais, para deleite do compadrio. Quem paga o pato - o pacto do trem da alegria- é o povo.
- ALDI CESAR MERTZ, vereador em Maringá
Seleção Brasileira
Nunca vi uma safra tão maravilhosa de craques neste país quanto a que vem se revelando de 5 anos para cá. São fenômenos que surgem a cada instante. Hoje, já não se questiona na Seleção Brasileira a retirada de um Ronaldinho (quando não está bem), pois, sem dúvida, haverá um substituto apto. Denílson, na minha opinião, um dos maiores jogadores que já apareceram neste país, é o retrato da qualidade, simplicidade e versatilidade deste celeiro. Com relação a Edmundo: já estava mais do que na hora de Zagallo deixar as birras de lado, e muito importante, não lançá-lo, como pretende, em alguns testes de fogo, tipo Argentina, de cara. Não, Edmundo já é conhecido no mundo todo pelo temperamento explosivo, mas melhorou muito, e merece entrar de leve, para fortalecer sua personalidade em meio às adversidades das marcações fortes e mostrar seu futebol com alegria.
- LUIZ EDGARD BUENO, Londrina
Estadista
Não é somente a Rainha Elizabeth que acha Fernando Henrique um grande estadista; os banqueiros de Washington também estão encantados com a maneira afável e sorridente como o nosso presidente consegue cobrar um juro campeão mundial, de 4% ao mês, de uma população majoritariamente abaixo da linha de pobreza absoluta. A coroa inglesa nunca conseguiu um exator tão brilhante em suas colônias.
- PAOLO MARANCA, São Paulo (SP)
Pessimismo otimista
Admiro aqueles seres que cumprem sistematicamente suas listas de obrigações financeiras, amorosas e espirituais, entre outras. Os fatos que percorrem nossa vida são, essencialmente, imprevisíveis e, dessa forma, criam a distância entre o planejado e o de fato ocorrido. Somos testemunhas do que acontece com os nossos negócios, nossa família, o País e o mundo. São promessas de rendimento, de assistência aos entes queridos, promessas de votação da Reforma Administrativa e de uma globalização que não sufoque os países emergentes. Tornamos nossas vidas um interminável ano eleitoral, rico em promessas, mas frustrado na retrospectiva.
Os economistas não cantam grandes vitórias para o Brasil, e o mercado asiático ainda inspira insegurança. Daí vejo a necessidade que algumas pessoas têm de cumprir certos rituais na passagem de ano. Velas para Iemanjá, preces, calcinhas multicoloridas, começar com o pé direito e até cerimônias coletivas, como a observada na abertura da Bolsa do Japão, rodeada de belas mulheres em seus trajes típicos (nem isso animou os valores do mercado).
Nós precisamos dessa renovação de otimismo, como uma forma de resistir à fatalidade da incerteza, à frustração que sentimos pela má administração de nossos esforços e, enfim, pela certeza do dever não cumprido. Que nossa renovação não seja apenas anual, mas, a todo momento, condizente com o potencial que dispomos, cientes de nossa humanidade (portanto falível) e compromissados com a melhoria do país e do mundo. Abandonemos promessas inalcançáveis que apenas alimentam uma pseudo sensação de derrota nos finais de ano. Salve 1998!
- ERIC MICHELUCCI, Londrina





