O LEITOR ESCREVE
Fim de mundo
Em qualquer quadrante no Universo, os fins de mundo sempre serão para aqueles que se destituíram da glória divina de pertencer ao reino hominal. Vejamos como isto acontece.
Todos fomos criados independentemente do nosso conhecimento e do nosso consentimento. Isto porque o dom divino da faculdade de escolha é um patrimônio espiritual que só obteremos depois de milhões e milhões de anos. Desse tempo não dispomos, e o transcurso de uma eternidade dessas só se viabiliza pelas etapas reencarnatórias, com início no reino mineral, depois vegetal, animal e hominal. No reino hominal, os seres se congregam pelo princípio consciente e desejado, e ficam implantadas as bem aventuranças de um rebanho para um só pastor; no reino animal, as criaturas se congregam pelo princípio instintivo e cego das leis biológicas, que se evidencia pela inclinação de se envolver no meio da euforias asininas, com rufos de tambores e delirantes espirituosidades de cabarés. Enquanto não superamos essa fase evolutiva, estamos entre os congregados para os armagedons, porque o progresso sempre transcende o regresso, e para cada ação que parte de baixo, outra sucede vinda de cima. Os congregados pelo princípio instintivo e cego das leis biológicas se envolverão no ocaso melancólico de um ciclo evolutivo (inaproveitado).
- TEODORO DJIGOV, Ivaiporã
Solidão
A solidão parece ser um mal sem cura para quem padece de suas agruras. Estar só, apesar da multidão, da luminosidade ruidosa das grandes cidades, acaba por ser um problema sem solução. O ser humano busca a companhia dos outros nas grandes aglomerações e acaba por encontrar a solidão, o vazio, uma falta que não é preenchida por coisa alguma. A dor de estar só é aguda. Vão-se os amigos, os filhos, os anos, a vida. Vão-se os amores, os sonhos, os projetos juvenis. Nem por isto se desiste desta procura indefinível, desta procura incompreensível, como se, no fundo de si mesmo, houvesse uma esperança maior por um encontro misterioso. O que se busca, na verdade, é ser feliz. E não há felicidade sem conhecimento, sem uma realização pessoal superior.
- NAGIB ANDERÁOS NETO, São Paulo, SP.
Parabéns ao Grêmio!
Quando estava no Brasil, não perdia um jogo do Grêmio no Moringão. Os atletas orgulham o basquete de Londrina e merecem todo o nosso apoio. Gostaria de
estar em Londrina para poder asistir aos jogos, mas, como não é possível,
acompanho aqui pela Folha. Viva o Grêmio e vamos ao título!
- RONALDO H. NISHIMORI, Shiga, Japão
A gorjeta
Em determinados estabelecimentos do ramo hoteleiro, restaurantes e similares adicionam o chamado 10% de serviços sobre o valor nas contas dos clientes, para posterior distribuição, principalmente aos garçons, feita quase sempre a critério dos empregadores. Falando em ‘‘taxa’’ de serviços e gorjetas, logo se lembra no elemento garçom, pois a maioria deles são registrados (isso quando são) em carteira de trabalho com um ou dois salários mínimos.
Será que também há anotação de entrada de gorjetas espontâneas recebidas, para surtir efeito em seus direitos trabalhistas? Todavia, já era tempo de existir no contexto da nossa legislação algum decreto lei; da legalidade em caráter definitivo sobre a cobrança (facultativa) desta taxa de 10%. Entretanto, a gorjeta realmente não é obrigatória nesse setor. Por outro lado, talvez seria muito mais prático e ético nessa operação comercial excluí-la do freguês, e que passasse a ser paga pelos empregadores. Daí, a propina voltaria a ser como era antes: de eventual espontaneidade dos clientes. Isso, independentemente do pequeno salário (simbólico) que a maioria dos garçons recebe das empresas.
Nessa hipótese, esses trabalhadores teriam seus direitos trabalhistas garantidos, constando também em suas folhas de pagamento e englobamento respectivo na soma total do que eles realmente ganham mensalmente.
- GUERINO SORATTO, Limeira (SP)
Provão
Durante o período de férias, a Secretária de Educação do Paraná ou órgão similar deveria organizar e aplicar um ‘‘Provão’’ em todos os professores. O objetivo seria o de avaliar os verdadeiros responsáveis pela transmissão de conhecimentos. Com o resultado na mão, o governo teria subsídios para corrigir falhas, traçar novos caminhos e elaborar uma verdadeira política educacional, começando por reciclar seus próprios professores. Ninguém, em sã consciência, poderá ficar surpreso com esta idéia, pois qualquer patrão tem o direito e o dever de conhecer a capacidade de seus funcionários, principalmente se o dinheiro em jogo é o do contribuinte.
O professor que não atingisse o mínimo necessário estaria impossibilitado de assumir aulas no período e seria enviado para cursos de aperfeiçoamento, especialização ou até mesmo mestrado, em Faxinal do Céu, na Universidade do Professor. Imaginem quinhentos ou até mil professores (cada qual na sua especialidade) frequentando ótimos cursos, com bons mestres ou doutores, com excelente material de apoio, durante o tempo necessário para a real capacitação de cada um, com a possibilidade de obtenção de título de especialista ou mestre. Isto seria realmente investir em educação de qualidade.
Em um ano, ou no máximo em dois, o Estado teria ótimos mestres com bons conhecimentos específicos.
- ESMERALDINO FRANCO, professor em Santa Mariana
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas.

mockup