O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Parabéns, agricultores
Fantástica esta iniciativa dos agricultores de Cambé através do Ministério Público (MP), que busca exigir o recolhimento das embalagens de veneno por parte dos legítimos responsáveis, as indústrias que os produzem. O modelo de fomento, acesso e utilização destes produtos por si só tem sido criminoso no Brasil. O destino final das embalagens é parte deste todo, uma amostra do descaso, do desrespeito, da insensibilidade desta parcela da indústria química.
Tomara que este exemplo se repita em outras regiões do Estado. Sugiro também aos agricultores que sigam em frente, exijam a ação enérgica do MP, posto que estes setores da indústria são extremamente reacionários, bem organizados na defesa dos seus interesses, lamentavelmente calcados no descaso pelos direitos coletivos e difusos.
- WILSON LOUREIRO, Curitiba.
Dr. Faissal
Nós, esposa e filhos do querido Dr. Faissal J. Muarrek, agradecemos o calor humano, amizade e carinho de colegas, pacientes e amigos que recebemos durante o ano de 1997, o que muito nos ajudou a suportar tão dolorosa e prematura perda. Queremos convidar a todos para a missa de um ano de seu falecimento, na Igreja Sagrado Corações, nesta quarta-feira (dia 21 de janeiro de 1998), às 20 horas. Ninguém morre enquanto dura a sua memória.
- MARIZA, RENATA e RICARDO MUARREK, Londrina.
Grupo Meta
Há muito tempo venho acompanhando os trabalhos do Movimento Estudantil de Teatro Amador, o mambembe Meta, aliás precisamente desde os anos 80. Lendo a reportagem na Folha, de que este grupo iria se apresentar durante o vestibular de verão da UEL, fui assistir a Conta Comigo Suave como um Beijo no Teatro Zaqueu de Mello, um texto baseado da obra de Eugene ONeill, e percebi que o Grupo Meta, do perseguido Juarez Rezende de Araújo, vem evoluindo cada vez mais, e quero aqui deixar esta minha impressão, pois não sou da turma do não vi e não gostei. Em Conta Comigo Suave como um Beijo, o Meta traça um perfil social do casamento, suas crises, a hipocrisia, a perda do espaço de cada um. A atriz Zilda Teixeira tem boa dicção, voz clara e senso dramático à altura de um trabalho escrito por Eugene ONeill, o maior dramaturgo norte-americano de todos os tempos. O Grupo Meta é ainda, muito pobre em cenografia, mas parece que a intenção é exatamente esta, trabalhar mais a iluminação, a sonoplastia, para que o trabalho do ator possa aparecer mais. O Meta está melhor por que não cai no preciosismo e no teatro de resultados (um teatro feito para agradar produtores e platéias) e no playcenter que virou o teatro dito profissional.
- ALESSANDRA CRISTINA DA SILVA, Londrina.
Pedágio
Nada se cria, tudo se copia. É a lei do mínimo esforço. Sobretaxar o contribuinte continua sendo a velha máxima do governo. Nota-se a vontade do governo em que se instale as praças de pedágio nas rodovias a toque de caixa, sem informações sobre o local, tanto para a imprensa como para as prefeituras dos municípios envolvidos. É óbvio que também não consultaram o contribuinte, pois este é apenas um mero eleitor-espectador. É notório que nossas rodovias necessitam de reparos e duplicação. Mas, se o IPVA não é o suficiente, dever-se-ia usar a criatividade. Não para criar mais imposto e taxas, que sempre são insuficientes para cobrir os gastos.
Privatizar rodovias é uma necessidade, assim como outros setores públicos, ficando o governo leve e enxuto para diminuir a carga tributária. Porém, cobrar pedágio é velho e sem criatividade, além de sobretaxar o contribuinte que já não tem de onde tirar dinheiro para pagar os impostos já existentes.
Em meu ponto de vista, após privatizada, a rodovia deveria ser explorada comercialmente através de publicidade, ao longo dela. Outra forma de publicidade seria o atendimento dos primeiros socorros nas rodovias pelas empresas gestoras dos planos de saúde. Além disso, existe ainda o seguro obrigatório que cobre acidentados, até um certo valor, as despesas médicas e hospitalares e até morte e invalidez. Vale lembrar que este seguro teve um aumento abusivo neste começo de ano. O governo tem que inovar para melhor. E não ficar na lei do mínimo esforço, criando impostos e taxas para o contribuinte pagar.
- JOSÉ TRACZUK JÚNIOR, vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Rolândia.
A nova lei do trânsito
Começa a entrar progressivamente em vigor a nova Lei do Trânsito. Esta lei é fruto de seis anos de pesquisas, estudos e debates técnicos e políticos. O novo Código Nacional do Trânsito é de excelente qualidade, assemelhando-se às normas vigentes no Primeiro Mundo. As multas e as penas são severas: por exemplo, o avanço de sinais passa a ser punido com multa de R$ 172,99, e a lesão corporal culposa, além da pena de detenção de seis meses a dois anos, acarreta a suspensão ou a proibição de obter a permissão ou a habilitação para dirigir.
O sistema de pontos punitivos, que passa a ser aliado às outras penalidades, é uma excelente solução pedagógica para que nós brasileiros nos comportemos no trânsito como seres humanos que respeitam a si próprios e aos seus semelhantes.
Com 20 pontos punitivos, o motorista terá suspenso o direito de dirigir pelo período de 1 a 12 meses e será obrigado a fazer curso de reciclagem. Excelente! O sistema é o meio de igualar ricos e pobres. Há poucos anos, por exemplo, a princesa Ann, da Inglaterra, esteve impedida de dirigir durante algum tempo, uma vez que atingiu o teto de pontuação punitiva com mais de uma multa por excesso de velocidade.
Tudo o que está na lei é da melhor qualidade. No entanto, vale uma observação: onde estará o policiamento para aplicar tais punições? Se não forem colocados policiais para aplicarem as penalidades deste magnífico Código de Trânsito Brasileiro, poderá ocorrer mais uma lei que não pegou. Nós recebemos com alegria este novo Código, mas esperamos que a força policial seja colocada nas ruas e nas estradas, obrigando toda a população a cumprir a lei.
- LÚCIA DE CARVALHO é professora de Direito no Rio de Janeiro.





