O LEITOR ESCREVE
Código de trânsito
O governo acaba de lançar o novo Código de Trânsito, com divulgação intensa para todo o País. Ameaças de multas para todos os lados, inclusive para as pessoas que tiverem a infelicidade de ter um defeito nos limpadores de pára-brisa dos seus carros, pela queima de uma lâmpada do pisca-pisca, problemas esses que podem surgir a qualquer um, sem que a pessoa seja necessariamente um irresponsável do trânsito. Sem dúvida, precisamos de uma nova disciplina no trânsito. Todavia pergunto: quem vai cobrar multas do governo, pelos buracos indecentes das estradas e das vias públicas, e também pela falta de sinzalizações, que também são causadores de acidentes? Será que somente o povo deve ser punido? O objetivo é disciplinar mesmo o trânsito ou a criação de novos meios de arrecadação por parte dos governantes?
- ALAMAR RÉGIS CARVALHO, Salvador, Bahia
Automobilismo
Bela matéria a respeito da péssima realidade do automobilismo no Paraná, veiculada no dia 1/1/98. Ainda não conheço Alberto Macedo pessoalmente, mas tenho por ele admiração pelo seu trabalho em favor do automobilismo paranaense.
- ADALBERTO GASTÃO VOSGERAU, Curitiba
Cinema Café
Causou-me grande indignação o artigo escrito pelo Sr. Walmor Maccarini ‘‘Autoridade, entrave ou alavanca?’’, em data de 15/1/1998. A abordagem da questão do ‘‘Cinema Caf钒 demonstrou total desconhecimento dos fatos por parte do jornalista, e flagrante parcialidade no assunto.
Como moradora da Av. Pandiá Calógeras, venho esclarecer alguns pontos. A razão maior de nossas reclamações é sim o insuportável ruído proveniente de dentro da casa de shows, pois tal estabelecimento, surpreendentemente, não tem projeto acústico. Junto ao processo, estão os laudos de fiscais da prefeitura, dos fiscais do IAP (Instituto Ambiental do Paraná) e do Instituto de Criminalística do Paraná, que contêm medições de decibéis feitas dentro de nossas residências durante o funcionamento da casa que comprovam o fato. A vibração nas paredes e janelas, nos móveis, o ininterrupto e insuportável beat que ouvimos até às 4:30 da manhã, era proveniente sim da referida casa de shows.
Tudo isso aliado ao constante congestionamento de carros, muitas vezes ‘‘discotecas ambulantes’’, buzinas, algazarra das pessoas que transitam, fato agravado pela ausência de estacionamento.
Daí a afirmar que esses empresários locais estão sendo vítimas dos rigores da lei pelas nossas autoridades, é algo muito sério. Ora, quem sofre os rigores da lei não é vítima, e sim infrator! A simples observância do Código de Posturas do nosso município é o mínimo que se espera de qualquer empresário, seja daqui ou proveniente de qualquer outra localidade, sem exceções ou privilégios em nenhum caso.
- CRISTIANE KOVALSKI, Londrina
Doações de livros
Fiquei muito surpreso com a matéria publicada neste jornal, no último dia 9, ‘‘O Legado de Luis César’’, na qual o jornalista Estelio Feldman comenta as doações de livros à Biblioteca Pública Municipal. Afinal, é de conhecimento público o caso do desvio de livros e permutas irregulares envolvendo as duas maiores bibliotecas da cidade.
O fato, amplamente noticiado e comentado em 97, está na Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, aos cuidados do promotor Bruno Galatti. Faço uma breve comparação entre o conteúdo da matéria do sr. Estelio e a declaração da sra. Ana Marta, viúva do arquiteto Luis César da Silva:
a) ‘‘Em meados de 96, foi anunciada a doação do acervo particular do arquiteto Luis César da Silva à BPM (...) perpassa um sentimento de gratidão e agradecimento a Luis César, que os comprou e deixou à coletividade, a Ana Marta que confirmou a doação. Por causa disto, o legado de Luis César permanece perene’’ (Estelio Feldman, Folha, 09/01/98).
b) ‘‘Estou revoltada. O Luis César teve uma vida inteira dedicada à cultura, só comprava o que era bom. Por isso, pensei em dividir com as pessoas o patrimônio que não tem preço. Mas, ao invés de virar bem de consumo para os amantes da arte, das leis, da ciência, virou artigo de comercialização’’ (Ana Marta Garcia, ‘‘Jornal de Londrina’’, 7/10/97).
Dado o gritante contraste entre as duas declarações, aguardo um esclarecimento do conhecido jornalista.
- CARLOS OKAWATI, Londrina
O jornalista Estelio Feldman responde:
Quando escrevi o artigo citado pelo leitor Carlos Okawati, tinha em mãos um livro doado pelo arquiteto Luis César da Silva. E não era o primeiro. Já encontrei na BPM vários livros doados pela viúva do arquiteto, a jornalista Ana Marta, que pertenceram a ele.
Sei da questão relativa ao desvio de livros e permutas irregulares. Mas no comentário, o que quis foi fazer o agradecimento, como leitor, a um legado ou à parte dele, da qual já pude partilhar. A questão legal, espero, será resolvida pelos poderes competentes.
Nem por isto, penso, se deva parar de doar livros à BPM. Ao contrário. Inclusive no citado artigo deixei de comentar, porque ficava deslocado, uma coisa que também queria um dia destacar: já encontrei na nossa Biblioteca livros doados pelo compositor Arrigo Barnabé. E sempre que encontro algum e o pego emprestado, fico grato ao jovem que fez sucesso nacional mas não esquece sua Londrina e nos deixou como presente alguns livros.
Correção
A reportagem ‘‘Líderes de quadrilha são presos no Paranᒒ, publicada na página 3 do caderno Folha Cidades, edição do último dia 13, contém informação incorreta: um dos acusados pela polícia de fazer parte da quadrilha, o empresário Roberto Zanne, de Cianorte, é cunhado de Ailton Novo e não do vereador e advogado Deolindo Novo.

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