O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Mundo global
É maravilhoso acionar um botão e estar em contato com o mundo. A TV a cabo nos proporciona essa interação, que nem Marshal MacLuhan, o papa da comunicação, seria capaz de conceber. Os canais estritamente noticiosos - como CNN e Telenotícias - são o que de mais prodigioso o mundo pode dispor na atualidade: eles nos permitem assistir, ao vivo, aos mais importantes acontecimentos. A aldeia virou global ou o globo virou uma aldeia?
- VIC RODRIGUES, Curitiba
Reeleição
Como dizia no passado, um radialista de futebol: abrem-se as cortinas e começa o jogo. Na época falava-se de um jogo de futebol, agora do jogo do poder. O poder político do toma-lá-dá-cá. Da mesma forma como fizeram os políticos para se elegerem, fazem-no agora com a reeleição. São os reflexos dos brios de seus eleitores estampados no rosto de cada um. Da mesma forma que fizeram para receber votos, os eleitos fazem hoje pelo voto que darão. Infelizmente, não há nada a fazer quando a maioria assim o quis. O politizado, que se interessa, percebe que o interesse de FHC não passa de vaidade pessoal. A economia do país não vai bem, o déficit público é uma realidade que, mais cedo ou mais tarde, trará consequências desastrosas sobre os ombros dos brasileiros. No entanto, os presidentes do Senado, da Câmara e do país aparecem sorridentes nas fotografias, demonstrando que eles vão bem. O que esperar do futuro onde profissionais da política, chamados de homens públicos, decidem sem consultar suas bases?
- JOSÉ CARLOS SIMIONI, Jaguapitã.
Ilha da fantasia
Enquanto a maioria das cidades brasileiras, inclusive Londrina, passa por uma das piores crises financeiras - o salário do funcionalismo atrasado e o não pagamento de fornecedores - uma autarquia com autonomia parece viver dias de glória, digna de empresas estatais das mais prósperas cidades do primeiro mundo. É o que acontece com o Sercomtel, em Londrina. Atualmente, a autarquia está promovendo um concurso para a escolha da logomarca do Sercomtel S/A. Para o vencedor, a antiga diretoria estipulou, como prêmio, a singela bagatela de R$ 60.000,00 (sessenta mil reais).
Comparado ao recente concurso internacional, promovido em conjunto pelas secretarias de Comunicação das Presidências do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, para escolha da logomarca do Mercosul (órgão máximo do mercado comum desses países), quando o vencedor, o designer argentino Carlos Varau, recebeu como prêmio a importância de US$ 10.000,00 (dez mil dólares), fica aí algumas indagações. Será que as secretarias das Presidências dos quatro países estão em situação pior que a nossa prefeitura, a ponto de não poder pagar o que é de praxe no mercado de concurso de logomarcas? Ou os (ir)responsáveis, que respondiam por este departamento do Sercomtel, que estipularam o módico valor de R$ 60.000,00 para a escolha da logomarca, ainda não tomaram conhecimento (uma vez que vivem numa ilha da fantasia, salvaguardada pelo corporativismo) que o Brasil mudou e não é mais comandado pelos asseclas do Sr. Collor de Melo?
- DIMAS JOSÉ DE OLIVEIRA, Londrina.
Vencimentos dos juízes
A questão dos vencimentos da magistratura não tem merecido, até o momento, tratamento condizente com sua relevância constitucional, não obstante a firme atuação das entidades representativas dos diversos setores do Poder Judiciário, especialmente do seu órgão máximo, a Associação dos Magistrados Brasileiros. A respeito, o digno e combativo desembargador Paulo Medina tem, com frequência, chamado atenção para o problema e alertado para equacioná-lo e solucioná-lo, tendo em conta aspectos maiores do interesse público.
Os juízes não podem ser tratados como meros servidores públicos, porquanto são servidores públicos especiais, uma vez que encarnam o exercício do poder jurisdicional do Estado. Para afastar as causas indiretas que possam influir sobre a imparcialidade do juiz e dar condições reais para os magistrados agirem com isenção, a doutrina, adotada pelos textos constitucionais anteriores e pelos ora em vigor, estabeleceu, ao lado da garantia jurídica da magistratura - segundo a qual os magistrados não recebem ordens, só prestando vênias à lei e a sua consciência - as denominadas garantias políticas da magistratura: vitaliciedade, irredutibilidade de vencimentos e inamovibilidade. Entre as causas indiretas que podem influir sobre a imparcialidade do juiz, Lopes da Costa, há várias décadas atrás, se referia aos proventos insuficientes à garantia do necessário à vida e à posição social do juiz. Creio, por isso, que é nesse contexto maior que deve o tema ser apreciado.
- ANTÔNIO DE PÁDUA RIBEIRO, ministro do Superior Tribunal de Justiça, Curitiba.
Homossexualismo
Diante da atual discussão nacional sobre a legalização ou não do casamento entre homossexuais, precisamos, como cristãos, conhecer e ensinar o que a Bíblia nos diz sobre o homossexualismo. Que não haja em nós nenhum constrangimento diante de alguns líderes que se dizem católicos, judeus ou evangélicos, e se pronunciam a favor e até realizam casamentos entre homossexuais, para agradar a gregos e troianos. Estamos no mundo para agradar a Deus e não aos homens. A verdade é a Palavra de Deus, a qual os verdadeiros cristãos conhecem e seguem.
Como homem não de te deitarás como se fosse mulher, é abominação (Antigo Testamento, livro de Levítico, capítulo 18 verso 22). Até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas, por outro contrário a natureza. Semelhantemente, os homens também, deixando o contato da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo em si mesmos a merecida punição do seu erro (Epístola do apóstolo Paulo aos Romanos capítulo 1, versos 26 e 27 - Novo Testamento). Deus ama o homossexual como ama todo ser humano, mas Deus odeia o homossexualismo, como odeia todo pecado, ou seja, todo desvio de sua vontade. Que tenhamos os mesmos sentimentos de Deus e proclamemos, com amor, para gays e lésbicas, que Jesus Cristo é o único caminho de volta à comunhão com a vontade de Deus.
- ALEXANDRE FONSECA DE MELO, Curitiba.
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