O LEITOR ESCREVE
Doação de órgãos
A população parece assustada desde a implantação da lei que torna todos os brasileiros doadores de órgãos e tecidos. Há um receio, por falta de esclarecimento, de que estando desfalecido, possam realmente me matar no momento em que transplantam um de meus órgãos. Parte desse receio pode ser atribuído ao medo natural da morte que todos nós sustentamos em maior ou menor grau. Por mais que desconsideremos a idéia de que morreremos um dia, mantemos uma fantasia de que, mesmo clinicamente mortos, na verdade estaremos vivos. Parece ser intrigante para alguns indivíduos que possamos estar sem vida mesmo com o coração batendo. Os médicos deverão explorar mais esse assunto nos próximos dias.
- ERIC MICHELUCCI - LONDRINA
Agradecimento
Agradeço às empresas que doaram seus produtos para a festa de Natal em prol do Hospital Nossa Senhora da Luz: Pirulika Brinquedos, Visorama, Marumbi Têxtil, Chlorophylla, Maristela Iluminação, Fenômeno Tratamento Capilar, Princess Florence, Ouro Fino, Apiário Ilha do Mel, Dois Corações Comércio de Doces, Casinhas Selcrispri, Sindicato dos Cabeleireiros, Capríssima, Chácara Maanaim, Bumerang Brinquedos, Guinho (Ursos de pelúcia), Vera Garcia Modas e Papelaria Merkle Ltda.
- SUELI PIAZZETTA, Curitiba
Cine Ouro Verde
Caro amigo Carlos Okawati:
A respeito de sua carta, publicada na Folha, no dia 11/01/98, temos a esclarecer o seguinte: a alternativa correta para sua pergunta é realmente a letra ‘‘C’’, uma vez que o Cine-Teatro Ouro Verde se esforça para manter em funcionamento uma das maravilha do mundo, apesar do pouco público, mesmo com as companhias distribuidoras exigindo uma quantidade mínima de espectadores.
Quanto ao preço cobrado pelo ingresso, esclareço que, enquanto os outros cinemas exibem filmes de lançamento mundial, atraindo multidões e consequentemente podendo diminuir o valor cobrado, o Cine-Teatro Ouro Verde mostra apenas filmes culturais e que normalmente não atraem grande público.
Quanto à sua sugestão para se reconquistar espectadores, pode ter certeza de que vamos nos esforçar para realizar promoções que culminem com a baixa nos valores cobrados, já que, como você mesmo disse, o Cine-Teatro Ouro Verde é vinculado a uma instituição educacional pública e não visa lucro.
- EDSON LUIZ TEODORO, gerente em exercício, Londrina
Escola em Corumbá
O presente relatório foi elaborado por uma comissão de pais e responsáveis de alunos da Escola de Bodoquena da Fundação Bradesco, em uma das inúmeras visitas ao referido educandário, durante os anos de 1996 e 1997 - a última, no mês de novembro passado. São as seguintes as irregularidades constatadas:
1 - Ausência de médicos durante feriados e fins de semana.
2 - Embora o ‘‘monitor’’ (aluno responsável pelo alojamento) servisse para manter a ordem entre seus colegas, o mesmo vem usando arbitrariamente de sua condição (‘‘autoridade’’) para amedontrar e chantagear os outros alunos, sobretudo aqueles menos esclarecidos, recorrendo a mentiras e até à violência, enquanto os funcionários não saem de suas confortáveis salas.
3 - Entre os dias 9 e 15 de novembro, faltaram alimentos básicos, entre os quais o tradicional feijão, por motivos desconhecidos.
4 - No mês de maio do ano passado, houve arrombamento do almoxarifado onde ficam armazenados os gêneros alimentícios de consumo diário dos alunos da escola, e sem ter provas concretas de tal fato, por descaso da administração, a mesma decidiu punir severamente todos os alunos, deixando-os uma semana sem a merenda escolar.
6 - O conceituado educandário, outrora classificado como escola-modelo, atualmente está deixando muito a desejar, desde o início da administração do sr. Jean Jacques Massat. O mesmo não condiz com as normas estabelecidas pelo regimento interno da escola e tem se caracterizado por ser um diretor alheio aos acontecimentos e, ao mesmo tempo, constatado ‘‘in loco’’ como prepotente por alguns funcionários e pela maioria dos alunos.
- AUGUSTO LAWRENTZ BRUNO ANTELO, Corumbá (MS)
‘‘Frescão’’ da TIL
Algumas empresas de transporte coletivo estão mudando seus conceitos antigos e passando a utilizar o termo cliente em lugar de usuário. A empresa TIL -Transporte Coletivo Ltda. passou a praticar este termo, abandonando de vez a tradicional idéia de que quem usa transporte coletivo é somente aqueles que não têm outro meio de condução.
O investimento nos ônibus ‘‘frescão’’ - que já são um sucesso junto aos clientes daquela empresa - é a comprovoção de tudo isso. Trabalhando em busca de um certificado ISO, a empresa TIL só tem a ganhar, pois acaba aumentando a sua clientela, o que já aconteceu com esta Folha. Os moradores de Cambé e Ibiporã merecem o atendimento que têm. Só espero que nós, moradores de Londrina, consigamos que nossos prestadores de serviço de transporte coletivo copiem logo esta idéia da TIL.
- RONALDO MOURO, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas.

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