O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Escolas públicas
Vemos, em fotos estampadas nas primeiras páginas dos grandes jornais, a luta dos pais para conseguirem uma vaga nas escolas públicas para seus filhos. Quase sempre em vão...
Enquanto isso, na esfera federal o MEC faz uma propaganda enganosa incentivando as pessoas a indicarem crianças para as escolas, criando até um Disque 06l.800. Seria cômico se não fosse trágico.
Deduzimos de tudo isso que, quanto mais mantiverem as pessoas alheias à educação, cidadania e noção de valores, mais aumenta o poder da Nau dos Insensatos.
Triste Brasil, que na educação só ganha da Guiné Bissao e Bangladesh...
- JOSÉ PEDRO NAISSER, Curitiba
Congresso, trabalhe!
Não entendo como o povo baiano, que considero culto e instruído, foi eleger para senador da República um senhor cujo apelido é Toninho Malvadeza. Este tende a acreditar que a população que lê e assiste a noticiosos é ingênua e ignorante.
Em uma coisa ele é mestre: a arte do ilusionismo. No primeiro dia de trabalhos extraordinários, armou um pequeno circo, lotando o plenário do Senado: 1/3 dos deputados e 1/2 dos senadores se expremiam para dar ares de comparecimento em massa.
O Datafolha já comprovou que o Congresso é o escárnio do Brasil: trabalha pouco e mal. Passados longos e três anos de aprovação popular ao plano presidencial de reformas constitucionais, ainda não aprovaram nenhuma. Sr. Fernando Henrique, abra os olhos!
Dos três votos discordantes para a aprovação das reformas na Assembléia, tenho para comigo que devem-se a deputados orientados pelo próprio Malvadeza para denegrir o Executivo e, se aprovadas, tomar para si e seus sinistros prosélitos todos os méritos das diversas emendas constitucionais. Portanto, senhor presidente, volte ao ninho enquanto há tempo ou será engolido pelas cobras. Enquanto isso, nós brasileiros somos feitos burros de carga em estágio de ir ao matadouro por falta de serviço útil. Congressistas: votar as reformas já não lhes é um direito, mas um dever.
- WILLIAM JAMES PEREIRA JÚNIOR, Jandaia do Sul.
Igreja e a Aids
Antes de particularizarmos opiniões referentes à doutrina ou ponto-de-vista da Igreja, seria de vital importância termos em mente o que é realmente ser cristão, se estamos testemunhando o mesmo que Cristo. O que é a Igreja Católica desde a sua origem? É fácil elaborar textos taxativos contra a Igreja, difícil é aceitar e reconhecer que temos uma vida desregrada, querendo festas, prazer, sexo e dinheiro.
Quando a Igreja apresenta seu projeto de vida sadia e coerente, lógico, só pode ferir o calo. De forma alguma Jesus quer que morramos precocemente de Aids ou soframos. Tanto é que, em nenhuma parte de seus ensinamentos, encontramos afirmações de que devemos usar preservativos ou anticoncepcionais ou nos prostituir à vontade como certos animais.
O sexo não é resposta do amor. Amor se completa em doação, prudência, consciência, zelo, carinho, diálogo, castidade matrimonial, etc. Quando tudo isso existir, aí sim se culmina em relação sem exagero. Às vezes, chega-se ao ponto de nem precisar da relação.
O estado de alegria e de realização é tanto que, se pintar sexo, poderá estragar. É preciso viver o amor puro, sem achar que o sexo seja o ponto máximo entre duas pessoas. É possível viver em castidade. Só não conseguem aqueles que não controlam seus sentimentos, desejos, emoções, etc. Se não entendermos tudo isso, em vão será a nossa participação como católicos.
- LEÔNCIO LOPES e REGINALDO P. SANTOS, Boa Esperança.
Correção
Na primeira página da edição de ontem, no texto Obras no estádio, a Folha do Paraná referiu-se ao Coritiba como alviceleste. O correto é alviverde.





