O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Lixão de Rolândia
Há aproximadamente meio ano, estou acompanhando de perto a novela do lixão de Rolândia. Aprendi muito, valeu! No entanto, constato que continuamos na estaca zero: lixão com fumaça tóxica, processo correndo contra a prefeitura, governantes que dizem não saber muita coisa, a população menos ainda, o IAP vetando qualquer iniciativa de trabalho futuro na área do lixão. Insistem em que o lixão tem que sair da cidade. A destinação do lixo seria um aterro sanitário ou controlado, uma usina de reciclagem. Isso na paisagem rural. Bom, alguém ficará prejudicado, mas será em benefício de muitos - é esse o incontestável argumento.
O quanto imediatista seríamos, tapando o sol com a peneira? Ou isso não passaria apenas de mais uma bela maneira de ganhar votos da maioria? E depois, tudo voltaria a ser o que era? Quem realmente se importa com o lixo? Só reagimos quando ele incomoda e aí empurramos tudo para longe - até quando? Não seria correto pensar numa solução duradoura, incluindo os moradores do campo?
Estamos no mesmo barco Planeta Terra - um barco onde muita coisa ainda se permite ... Não estaria na hora (mais do que na hora!) de começarmos a aprender antes dele afundar? Socorro! Não sei nadar.
- DANIEL STEIDLE, Rolândia
Falta dágua
A despeito da falta de água no bairro Jardim União da Vitória, povo do bairro precisa sofrer com a falta do precioso líquido, para só então as medidas serem adotadas pelo gerente metropolitano da Sanepar, o sr. Kishima. Falta, sim, interesse do responsável. Ao meu ver, o sr. Kishima não conhece região alta, porque Londrina, comparada com outras cidades do país, não tem região alta.
- MARIA MARGARIDA FINI PEIXOTO, Recife (PE)
O Brasil Militar
Alguns brasileiros influentes, a troco não sei de quê, mas acredito que de revanchismo ou mesmo ambição, andam apregoando a desmilitarização de algumas organizações governamentais, como o DAC, a Infraero e outras.
Estas duas citadas, poucos sabem, não limitam suas ações à regulamentação do preço das passagens áreas e do recolhimento da taxa de embarque nos grandes aeroportos nacionais.
Entre outras missões, cabe à primeira fiscalizar todos os aviões e tripulantes - civis registrados no Brasil - incluindo não só a aviação comercial, mas também aerodesportiva (aeroclubes, em especial, com aviões, ultraleves, planadores, pára-quedas, etc.), a privada e a agrícola, tudo no que se refere à manutenção, ao material empregado e à operação. E, dos tripulantes, a normatização, a supervisão e a fiscalização, quanto aos requisitos (aptidão física e psicotécnica, cursos básicos e de especialização, normas trabalhistas gerais e específicas, etc.) necessários ao cumprimento de suas atividades profissionais.
A Infraero, é bom que entendam, tem a sua responsabilidade muito além da administração de meia dúzia dos grandes aeroportos nacionais. Não podemos nos esquecer que, além de suas atividades normais em tempos de paz, estas e outras organizações são extremamente importantes na guerra , a grande razão de encontrarem-se militarizadas. Vejam a tipologia citada por James H. Webb: Vou aonde me mandarem, a qualquer hora, para lutar com quem quiserem. Mudo-me com minha família para onde determinarem, de uma dia para outro, e habito em quaisquer condições que a mim determinarem. Trabalho sempre, mesmo que não me mandem trabalhar... Não pertenço a sindicato, nem faço greve quando não gosto do que fazem comigo. E sinto-me satisfeito. Talvez essa seja a diferença.
E, além disso, lembremo-nos do marechal Eduardo Gomes, o criador do Correio Aéreo Nacional e patrono da Força Aérea Brasileira, que usou como lema de vida e comportamento uma idéia contida numa frase de Edmundo Burke, eminente jurista inglês do século XVIII: O preço da liberdade é a eterna vigilância
Portanto, é bom que se deixe esta pilotagem nas mãos dos aviadores militares, pois é mais fácil que eles estabeleçam um boa política aviatória do que os políticos pilotarem bem esses aviões.
- NILTON FREITAS GUIMARÃES, Rio de Janeiro
Feliz 98, Paraná
Nós, paranaenses e todos que escolheram esta terra, juntos podemos nos orgulhar deste Estado. Estamos mostrando ao Brasil nossa força, nosso trabalho e nossa pujança. O Paraná esteve na vanguarda da nação brasileira no ano que findou. Ajudamos de maneira decisiva a queda do déficit da balança comercial do país. O Estado obteve um superávit de R$ 2,5 bilhões. Exportamos mais e importamos menos, produzimos com racionalidade e inteligência.
O Porto de Paranaguá se agigantou e se transformou num dos principais da nação. Na agricultura, mesmo que ofuscada por alguns senadores, colhemos ainda a maior safra de grãos de todos os tempos. O governo paranaense está implantando um dos maiores parques industriais automobilísticos do país e outras indústrias se instalam no interior do Estado. É o futuro preparado com inteligência, trabalho e planejamento.
Reflete-se nos empresários brasileiros e do exterior a sensação de que a melhor alternativa de investimento está aqui. Há quatro anos, éramos o sexto no ranking nacional; hoje, estamos em quinto. Existe a probabilidade da quarta posição na virada do milênio.
Agora, vencida a batalha do Senado contra Osmar Dias e Requião, o Paraná vai deslanchar com certeza. Nosso governo é primado pela honestidade, pelo caráter e honradez.
Com segurança e habilidade conduzirá os arrojados planos de modernização e industrialição, bem como o ousado plano viário. E outros que se tornarão modelo para o Brasil, como as Vilas Rurais.
É urgente a necessidade de se criar mais trabalho para que o povo seja realmente feliz no ano que se inicia.
- NELSON ARAÚJO DE OLIVEIRA, Londrina





