O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Lixão no Versalhes
Temos um bairro que existe há 20 anos, em um lugar nobre da cidade, mas até hoje sem asfalto e coleta de lixo. Apesar do esforço dos moradores em levar a sujeira para locais distantes, o local virou lixão, onde muitos jogam entulho, sobras de feira e até restos caseiros. Agora, não há nem mesmo um acesso para seus poucos e corajosos moradores.
Parece mentira que esteja acontecendo isso em Londrina, que asfalta suas ruas de periferia e investe para receber bem os visitantes, os vestibulandos e empresários que querem investir na cidade. Mas é verdade e, o que é pior, na frente dos olhos dos visitantes que chegam para prestar o vestibular da UEL.
Trata-se do Portal de Versalhes I, loteado há cerca de 20 anos, mas que nunca recebeu asfalto nem a atenção das autoridades. Ele fica em frente da Universidade Estadual de Londrina, por onde desfilam milhares de pessoas de vários locais do País por causa do vestibular de verão.
Nesse local, os cidadãos mal educados atiram lixo à vontade porque a AMA - Autarquia do Meio Ambiente da Prefeitura de Londrina - não se preocupa em cortar o mato, que esconde os sujismundos londrinenses dos poucos moradores dos bairro. Muitos deles foram pegos por nós em plena atividade ilícita, jogando lixo, mas foram embora tranquilos, certos da impunidade. Nós, moradores, estamos cansamos de ligar para a AMA, que promete mas não manda ninguém cortar o mato.
- GILBERTO BERVEGLIERI, Londrina
IBM - assistência técnica
Gostaria de informar que, com relação ao E-mail enviado a esse jornal, em que fiz uma reclamação sobre a assistência técnica, a IBM trocou meu equipamento por outro até mais moderno, estando, assim, solucionado o problema. Gostaria de agradecer pela atenção dispensada, sem a qual tenho certeza de que não teria meu problema resolvido.
- CELSO CAMPOS SANTANNA, Londrina
Esperança
Pandora, a primeira mulher, modelada em argila por ordem de Zeus (o mal humorado deus dos Gregos), a bela, a irresistível, a que sabia tecer, a que foi educada por todos os imortais, astuta, ardilosa, fingida, a que foi enviada a Epimeteu (o imprudente) para desgraçá-lo e a toda humanidade, trouxe de presente de núpcias uma caixa: a caixa de Pandora. Levada pela curiosidade feminina, ela abre-a antes do momento combinado; dali, evolam todas as calamidades e desgraças que até hoje atormentam os homens (um verdadeiros presente de grego). Fechada rapidamente esta caixa de desgraças, só a Esperança ficou presa em seu interior.
Assim, as calamidades humanas surgem com Pandora, a precursora de todas as Evas. Com ela, contudo, surge também a Esperança que, no dizer popular, talvez por algum fundamento mitológico, é, ou deveria ser, a última que morre.
Desta estória rocambolesca, uma espécie de novela da antiguidade, talvez a precursora de tantas outras que pululam nosso universo televisivo, surge o conceito da Esperança, este grande sentimento que pode se contrapor a tudo de mal que possa estar acontecendo. A Esperança de poder mudar para melhor a vida individual, de transformar a realidade do dia-a-dia, muitas vezes dura, e não menos instrutiva.
Ao término de um ano desta convenção temporal que temos adotado para medir a sucessão sobre o nosso futuro e o de nossa espécie, devemos nos questionar sobre a existência, em nosso corações, deste grande sentimento de Esperança, capaz de transformar nossa vida por nossa própria vontade. Que no ano que se inicia saibamos viver a Esperança, que ela deixe de ser um mito e se transforme em realidade. A Esperança, esta espera ansiosa por um futuro melhor, que seja para nós uma realidade palpável - um presente de Deus para que se aprenda a conhecê-lo no próprio coração. Logicamente, Deus não pode ser o pai vingativo que encomenda desgraças de toda a espécie para seus filhos. Se Ele instalou a Esperança no coração humano, saibamos reconhecer nela um sinal de sua infinita sabedoria.
- NAGIB ANDERÁOS NETO, São Paulo
Natural é o Parto Normal
No dia 10 de outubro último, o Conselho Federal de Medicina (CFM) lançou a campanha Natural é o Parto Natural para combater a chamada epidemia invisível que se alastrou pelo sistema de saúde pública e particular do País. Há muito essa epidemia foi denunciada - na década de 70 pelo professor Carlos Gentile de Mello - e, de lá para cá, só tem agravado a situação pela conivência e omissão das autoridades públicas brasileiras. A situação faz com que o Brasil mantenha mais uma liderança em nível mundial: a de parto cesariano.
A cesariana, que deveria ser exceção em nosso sistema da saúde, virou regra. É realizada em cerca de 40% das mulheres (36,4%) - chega até 80% em alguns hospitais - que dão a luz, enquanto que, em outros países, esse índice é bem inferior (EUA, 24,7%; Portugal, 15,8%; Suécia, 11,2%; Japão, 8%; Áustria, 7,5%). O ato cirúrgico, que deveria servir para salvar a vida de um bebê e ou da mulher, é hoje uma das causas de alto índice da mortalidade materna do Brasil e de boa parte da morbidade (infecção) hospitalar.
A mortalidade materna, em pesquisa feita pela médica Lynn Silver, demonstrou que a morte pelo parto cesário é de três vezes superior à do parto normal (1). Enquanto que o risco de infecção pós-parto (infecção puerperal) é 4,35 vezes maior no parto cesáreo.
Segundo Waldir Mesquita, presidente do CFM, a reversão do quadro atual deve ser feita com urgência e, para isso, é necessário combater os mitos da falsa cultura - que o parto normal provoca dano vaginal irreversível e que alerta a estrutura vagino-perineal, interferindo na atividade e satisfação sexual. É preciso promover os benefícios do parto normal.
- Dr. ROSINHA é médico e deputado estadual pelo PT/PR, Curitiba
Correção
A foto principal de abertura do caderno de Cidades de ontem, que registra o momento de retirada do corpo do Bandido da Luz Vermelha por policiais de Joinville (SC), do botequim onde ele foi morto, é do fotógrafo Alceu Bett, da Croma Imagem de Joinville, e não de Jerônimo do Carmo, como foi creditado.





