O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
E nós, governador?
Solicito de Sua Excelência, o governador Jaime Lerner, uma explicação sobre o aumento de salário concedido aos funcionários do Iapar, enquanto os demais funcionários públicos estaduais estão praticamente passando fome. Senhor governador, pergunto a V. Excelência se os votos dos funcionários do Iapar têm maior valor que os votos dos demais funcionários. Prezado governador, como o senhor sabe, 98 é ano político, e os funcionários esquecidos poderão esquecê-lo também nas urnas, nas próximas eleições.
- PEDRO MARTINS, Londrina
Parabéns, Belinati
Até parece que as eleições foram ontem, mas chegamos ao término de um ano de mandato, com chave de ouro, com grandes feitos. Novas indústrias chegando a Londrina, o PAI, que já é realidade, escolas de informática aos mais necessitados, a Casa do Empreendedor dando vida ao pequeno e médio empresário. O caminho é este mesmo. É só direcionar todos os objetivos e serão mais 4 anos que valeram por 10, 15 ou quem sabe 20 anos.
Parabéns, prefeito Belinati. Não é à toa que é o triprefeito, pelo que já fez e na certeza de que fará muito mais. Nós, londrinenses e funcionários municipais, confiamos e contamos com vossa experiência e com suas realizações. Por falar em realizações, será que neste ano que se inicia não seria propício para que a Guarda Municipal possa ser uma realidade?
Já vimos por diversas vezes em rede nacional de jornalismo os grandes feitos de diversas guardas municipais de grandes centros, até mesmo Foz do Iguaçu. São serviços prestados tanto nas grandes calamidades como nos conflitos e em defesa do patrimônio público.
Pense com carinho, prefeito Belinati: poderá ser mais um grande feito do seu mandato.
- JOÃO GILBERTO DE OLIVEIRA CARVALHO, Londrina.
Gás domiciliar
Há que se reconhecer que a atual administração, mesmo com as dificuldades por que passa toda a estrutura da economia mundial, está mais estável e equilibrada. Superior ao que eu esperava. Recentemente, liguei para a prefeitura, quando da nomeação do Gino Azolini como secretário, com quem falei. Fiquei muito feliz pela indicação. Conheço as posturas do colega e amigo do Colégio Cristo Rei. Agora, uma crítica que tem o único objetivo construtivo: é grande o risco que todos nós corremos pela aprovação do envasamento domiciliar de gás, além dos prejuízos para o ar que respiramos. Senhor prefeito, sua administração, que está se demonstrando boa, tem que tomar todo o cuidado para que, num deslize acidental, não venha a desmoronar. Uma simples faísca de cigarro perto do domicílio atendido colocará muita gente em risco! Claro que as estatísticas demonstram que existe segurança no sistema. Mas o que são estatísticas, a não ser um monte de números que desabam a partir de um único acidente? Soube que o projeto dos vereadores foi aprovado e já sancionado pelo prefeito. Mas como autoridade maior do município não seria bom revogar esta lei que contamina o ar e coloca em risco nossa segurança? Não há mal nenhum em se voltar atrás de uma decisão, pois é melhor agora do que futuramente se lamentar! Existem muitas outras coisas a ser votadas. Mas não podemos nos expor a este perigo emergente! Tenho certeza de que será sensível a este pedido que não é só meu. Repito: crítica construtiva a favor da cidade e da administração.
- LUIZ EDGARD BUENO, Londrina.
Reflexão esportiva
Chegamos a mais um final/começo de ano. Momento de relembrarmos alguns fatos e projetarmos tantos outros. No âmbito do esporte, vale destacar a tabela da primeira fase da Copa do Mundo. Também presenciamos as finais do Campeonato Brasileiro, que, entre baixarias, baixinhos e rebaixamentos (ou quase), mais uma vez sobreviveu. Perdoem-me aqueles que têm ojeriza ao futebol, mas esse intrigante fenômeno sócio-político-econômico-cultural continua sendo, apesar dos pesares, extremamente apaixonante. Quanto a campeonatos e torneios não aconteceram - profissional e amadoristicamente - ao longo de 97? Londrina não fugiu à regra. E quantos investimentos pessoais/materiais foram e ainda serão feitos para o devido fortalecimento da equipe da cidade.
No entanto, gostaria de destacar um movimento futebolístico que geralmente carece de maiores espaços, seja em reflexões individuais, coletivas ou jornalísticas. Foram tantas competições acontecidas em nossa cidade: na Apuel, no Iate, no campo do Lago, e em tantos outros espaços delimitados ou não pelos clubes espalhados por aí. E não nos esqueçamos dos Jogos Intersociedades. Todavia, nem tudo são flores! Mais uma vez, observamos, sem muito esforço, vários quase-Romários, quase-Ronaldinhos, saindo cabisbaixos dos campos de futebol que não são nem Maracanãs e nem Estádios do Café. E vale aqui um pequeno lembrete: antes de sermos os atletas que não somos, mas que gostaríamos de ter sido, somos pessoas convivendo com tantas outras pessoas, construindo sociedades, almejando uma feliz cidade.
Quem sabe, consigamos enxergar de outra maneira os jogos que duram a tarde inteira, sem achar que é natural querer ganhar, seja por bem, seja por mal. O jogo que jogamos, nas verdade é um jogo muito mais longo, complexo e imprevisível, no qual somos todos da mesma equipe, concorrendo cada qual à sua maneira, para embelezar um espetáculo que tem sempre casa cheia. Tomara que esteja perto o dia em que saiamos todos vencedores desses campos de suíço, levando adiante, para outros campos, toda aquela euforia que emana dessa travessia que se chama campeonato. Unidos, reunidos, munidos de um sentimento que não nos deixe esquecer, sob qualquer argumento, que mais do que atletas, deuses, monumentos, somos pessoas comuns, cada qual com seu talento.
- GILMAR DE CARVALHO CRUZ, Londrina.
Correção
A Casa Cor Punta del Este - 1ª Exposição de Decoração do Mercosul, aberta no último dia 30, termina no dia 8 de fevereiro e não nesta quinta-feira, como noticiou ontem a primeira página da Folha.





