O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Efeito Orloff
Quando de minha última passagem pelo Brasil, há cerca de seis meses, senti o temor de muitos amigos brasileiros quanto aos rumos do Plano Real. Como argentino, fui assediado com insistência para informá-los das dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores, industriais, aposentados, professores e outros profissionais argentinos em consequência das medidas restritivas provocadas pelo Plano Cavallo. Pois bem, o ex-ministro Domingo Cavallo já deixou o governo declarando ter sentido vergonha de pertencer à equipe do presidente Carlos Menem, e nós argentinos (para usar uma expressão bem brasileira), ó! O Brasil é o Brasil e a Argentina outra coisa: tomara que vocês, a quem tanto admiro, tenham mais sorte que los pobrecitos de nosotros.
- ALEJANDRO TORRES, Buenos Aires
Mulheres no poder
As estatísticas brasileiras mostram uma baixa representação de mulheres nas instâncias decisórias, como Câmara de Vereadores, Assembléia Legislativa, Câmara dos Deputados e Senado Federal. Notamos que esta ausência no poder de decisões extrapola as áreas parlamentares e são observadas também em outras esferas da sociedade, apesar do considerável avanço das mulheres nas últimas décadas. Desta forma, consideramos de fundamental importância a participação da bancária Vanda Kemp na disputa pela presidência do Sindicato de sua categoria em nossa cidade. As mulheres não devem abrir mão do direito de participar dos diversos segmentos da sociedade, onde possam expressar seu conhecimento e competência, contribuindo na construção de uma sociedade de fato justa e democrática, livre de preconceitos e discriminação contra a mulher.
- ELZA CORREIA, Londrina.
Reeleição
Os políticos brasileiros não têm outra coisa para discutir e se preocupar além da reeleição? Se o presidente Fernando Henrique for reeleito, não vai haver mais fome, dor e ranger de dentes? Então, viva a reeleição!
- MARCOS COIMBRA, Assis (SP)
Faixa de ônibus
Quantos carros passam por hora na rua João Cândido, entre as ruas Pará e Benjamin Constant? Não sei, não contei por falta de tempo, mas são infinitamente em maior quantidade que os ônibus urbanos. Pois bem: os ônibus têm suas faixas exclusivas, que só não permanecem vazias, às moscas, a maior parte do tempo porque os motoristas dos veículos não são bobos, as invadem mesmo, e naquele corredorzinho que sobrou os carros têm de se espremer, contorcer, fazer malabarismos para passarem intactos... Esse, digamos, fênomeno da vida moderna londrinense acontece praticamente em todas as ruas dotadas desse equipamento hight-tech: as faixas exclusivas de ônibus. Para que, afinal, tanta despesa, se o trânsito só piorou? Não precisam explicar, eu só queria entender...
- AMBRÓSIO SILVEIRA, Londrina
Semáforos
Não concordo com as constantes críticas à falta de sincronização dos semáforos londrinenses. Muitos são os que os criticam, mas sem razão: eles são absolutamente sincronizados para que os motoristas os encontrem sempre no vermelho...
- DIRCE SCHWARTZMAN, Londrina
Pobre Tubarão
Pobre Tubarão, de gloriosas jornadas do passado e agora imerso talvez em sua maior crise. Seu presidente Caldarelli está de pires na mão ou com o chapéu na mão (as duas imagens são válidas), pedindo esmolas para que o clube não morra de fome. E o prefeito Antonio Belinati liberou R$ 15 mil mensais, através do Sercomtel, para patrocinar o clube. Quá, quá, quá...
- ELÍSIO CONDE, Londrina
Produzir mais
Excelente o editorial Hora da produção, de quinta-feira. O jornal mostrou com clareza que o desafio de produzir, não enfrentando as barreiras protecionistas e cartoriais do governo, é plenamente superável pela capacidade e força de trabalho dos brasileiros.
- MARIO PIETRASCA, Curitiba
A inveja
Não faz muito tempo Rede Globo de Televisão apresentou uma reportagem sobre a vida da fabulosa e bela Xuxa Meneghel e, ao terminar a entrevista, o repórter interlocutor perguntou à Xuxa o que ela mais detestava no Brasil. Eis que a linda Xuxinha respondeu de imediato que era a inveja.
Esta maravilhosa estrela tem toda razão. A inveja, o ciúme e o olho gordo são demais neste país, o que varia de região para região, conforme a sua cultura local. A inveja existe em todo o mundo, mas só que no Brasil é demais mesmo. Um certo padre, em Naviraí, certa ocasião, durante a santa missa, recomendava aos fiéis que procurassem se afastar das pessoas ciumentas e invejosas, porque estas destróem famílias, amizades, namoros, criam intrigas e desarmonia e, às vezes, até a morte.
- ELOY AMOS ESTEVE, Naviraí-MS.
Cobertura política
Parabéns à Folha de Londrina pela excelente cobertura das posses dos prefeitos do Paraná. A transição de poder nas principais cidades do Estado teve o acompanhamento criterioso e objetivo deste jornal.
- EZIO ROMAGNO, Maringá
Cliente, o sucesso
É espantoso que em uma cidade do porte de Londrina, a segunda maior do Estado e a terceira do Sul do país, boa parte dos comerciantes ainda ajam de forma tão retrógrada. Para eles, nós - clientes, consumidores - é que precisamos deles e não o contrário. Os empresários dos países do Primeiro Mundo, há muito tempo despertaram para a consciência de que cliente satisfeito é sinônimo de sucesso nos negócios. Não é difícil, naqueles países, ver presidentes de empresas saírem de suas salas para ir até os clientes reparar problemas. Voltando à nossa realidade, percebemos que o cliente aqui em Londrina, na maioria das vezes, é tratado com descaso e até mesmo desrespeito. Quantas vezes entramos numa loja e demoramos a ser atendidos e precisamos até pedir para alguém nos dar atenção? Quantas vezes ouvimos grosserias de vendedores e, pasmem, de gerentes e de donos de lojas? Falta a eles a consciência de que cliente insatisfeito não volta jamais. Já diz o ditado: Se você não tomar conta de seu cliente, alguém tomará....
- MARCOS ELIZEU RIZVESKI, Londrina
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