O leitor escreve
O leitor escreve
Pauta para 98
Três grandes acontecimentos são pautados para 98: as eleições, a Copa do Mundo e a consolidação do nosso trabalho desenvolvido em 97. A nossa convicção é a de que o momento crucial por que passa a economia brasileira será uma rotina no aprimoramento do insistente começar.
As crises provisórias que se impõem e obstruem a esperança são pré-condições do amadurecimento e solidificação da democracia, do Plano Real e seu envolvimento no mercado globalizado.
Da cega paciência das horas do ano que morre para 98 nascer, fazemos balanços, avaliações e prospectamos o dia virá. A colheita é promissora. Os investimentos se antecipam num efeito multiplicador, a considerar os novos empreendimentos e negócios que orbitarão as fábricas de veículos que se instalam no Paraná, agora sob o efeito benéfico do desbloqueio dos recursos internacionais.
As estimativas indicam que a partir de julho a economia volta a crescer com a redução progressiva dos juros e maturação dos projetos que começaram a ser instalados por conta dos investimentos estrangeiros e da implementação dos programas de privatização.
Vamos novamente, testar nossa capacidade de resistir e até mesmo contemporizar no processo de construir e melhorar. Estamos confiantes que a estabilização e o vigor da moeda atrairão novos investimentos.
O Paraná deve ocupar seu merecido espaço econômico e político no país. É com esta visão e sem nos afastar do Estado de Direito Democrático, porque logo mais teremos eleições, que o Sistema Fiep se posiciona. Não devemos correr o risco de semear incertezas e incógnitas sobre o devir. Na soma de esforços, um novo dia chega para clarear dúvidas e destruir as incertezas. Caminhamos para o amanhã convictos de que vamos resistir e vencer na competição global.
- JOSÉ CARLOS GOMES DE CARVALHO, presidente do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná.
Político ou cachorro?
Criou-se em Campo Mourão, uma grande polêmica a respeito da carrocinha de cachorros. Foi aprovada uma lei municipal para tirar cachorros das ruas. Pelo que sei, o sacrifício do animal é proibido por lei estadual. A Universidade de Maringá não quer mais receber os animais para não se meter na briga de políticos com a população. Matéria publicada na Folha em 09/12/97 mostra que funcionários da prefeitura estariam sacrificando os animais por injeção. Pelo que se comenta na cidade, entende-se que o eleitor gosta mais de cachorros do que de políticos. Então, é melhor que os políticos envolvidos neste processo não tenham aspirações futuras. Caso tenham, podem levar uma injeção letal nas urnas.
- CELSO LUIS RUIZ, Campo Mourão.
Extermínio de animais
Constantemente vemos em nossas cidades carrocinhas apanhando cães. Fica a pergunta para aqueles que se preocupam com o bem estar conjunto (sociedade e animais): o que é feito desses animais?
É mentira quando dizem, que estes animais são doados para receberem um lar, é mentira que estes animais devem ser exterminados, porque o dinheiro que se gasta contratando assassinos profissionais que dão fim cruel a esses animais, segundo a Dra. Eníde Bernardi, presidente da Associação Protetora dos Animais de Curitiba, daria tranquilamente para castração em massa desses animais, possibilitando assim a adoção e o cuidado, controlando a procriação.
É verdade que... políticos gastam horrores com obras com as quais patrocinam sua auto-imagem, mas não contribuem com a Associação Protetora dos Animais, pura hipocrisia dizer que estão limpando as cidades. Se assim for, o próximo passo será o extermínio dos pobres?
Claro que os animais não votam, pelo menos não gatos e cães; se somos racionais então porque Jesus só encontrou abrigo no meio dos animais irracionais? Somente eles prestaram louvor sincero ao Criador.
Dra. Eníde reclama: é preciso conscientização e ação da sociedade que é maioria perante a minoria que age por nós, covardemente. Precisamos de sua força. A luta é mundial.
- ELIANE DE J. HONÓRIO, Jardim Alegre, Paraná.
Discriminação
Quero contestar publicamente a atitude anti-ética do dentista Alexandre Felinski, que foi muito infeliz ao negar o início do tratamento a mim, alegando que estivesse com piolhos nos cabelos. Não é verdade! Zelo muito pela minha higiene corporal, inclusive a dos cabelos. Isto foi uma alegação sem procedentes, e muito baixo, correspondendo com o nível de educação e cultura do dentista.
O fato preconceituoso, discriminatório, e anti-ético explícito ocorreu no consultório público da Assembléia Legislativa do Paraná, terça-feira, dia 16/12, às 15 horas. Tinha agendado consulta com recomendação do deputado Luiz Carlos Martins, e além de ser mal atendido pela recepcionista Ivete, este dentista a pedido de outra desqualificada de nome Luciana (que são pagos pelo povo) exigiu saber se eu estava com alguma doença contagiosa. Exigo como cidadão providências da presidência da Assembléia e do Conselho Regional de Odontologia.
- CÉLIO BORBA, Fazenda Rio Grande, Paraná.
Direitos Humanos
José Gregori, secretário de Direitos Humanos do governo federal, foi perguntado, em programa de rádio em Brasília, das razões por que não havia, no Distrito Federal, a defensoria gratuita cujo direito é garantido a todos os que não podem pagar. O secretário Gregori disse que não estava a par do problema, mas que investigaria, dando depois uma resposta. E acrescentou: Não é da minha área. Mas, a garantia do direito de defensoria gratuita não é direito humano?
- PAOLO MARANCA, São Paulo (SP).





