O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Bebê atropelado
Será que o nosso caro cidadão que, protegido pela sua carcaça importada, tem o direito de não respeitar as leis e, principalmente, a vida das pessoas?
Caro cidadão, você é daltônico? Ou o seu orgulho vale mais que a vida de uma criança inocente?
- LILIAN PAULA MARTINS LORENÇATO, Okazaki, Japao
Não ao aborto
Os médicos espíritas partem do princípio de que a vida é um bem indisponível. A matéria por si só não explica o surgimento da vida na Terra, ocorrido há bilhões de anos. Para nós o Espírito comanda a matéria e é fruto da criação divina. E isto está sendo comprovado pela ciência, na medida que ela constata a impossibilidade matemática de que uma célula tenha se formado ao acaso.
Os cientistas, até hoje, não conseguiram definir o que é vida; no entanto, em muitos países, têm se arvorado no direito de interferir indevidamente na gestação, considerando normal a prática do aborto provocado, inclusive - o que é de pasmar - em fetos de seis meses.
Temos o máximo de respeito para com todas as mulheres, todavia a elas pertencem tão-somente os óvulos e não o ovo, uma vez que este é formado pelos gametas masculino e feminino. A partir daí uma nova individualidade está formada, é a vida que fulgura no seu estado esplendor máximo.
Somos, portanto, radicalmente contra o aborto provocado, mesmo em caso de estupro. Devemos explicar à mulher que passa por essa dolorosa experiência que o ser que se desenvolve em seu ventre, embora formado contra a sua vontade, pertence a Deus. Se ela não conseguir criá-lo que o deixe nascer e ofereça às casas especializadas para que seja adotado por outra família.
- LAÉRCIO FURLAN, professor universitário, Curitiba
Sertanópolis
Ao final deste ano de 1997, quero mais uma vez dirigir-me ao povo de Sertanópolis, manifestando meu profundo respeito. Fico enaltecido em saber que pude contar com o apoio de vocês, na minha vida pública e comercial, merecendo a sua confiança. O povo de Sertanópolis é inteligente e está atento. Sabe que é merecedor dos mais dignos esforços voltados ao seu progresso e ao seu bem-estar. Sabe que a seriedade e a competência são fundamentais numa administração que tem por objetivo a melhor qualidade de vida da população. Assim, com todo amor que dedico a essa terra e com aspirações de um futuro melhor, quero externar os meus agradecimentos, desejando que no próximo ano continuemos juntos, com paz, saúde e prosperidade, lutando por uma Sertanópolis cada vez melhor.
Viva Sertanópolis!
Viva seu povo honrado e decente!
- EDSON PEDRO ALMEIDA, Sertanópolis
João Milanez
A participação de João Milanez nas entrevistas de estudo sobre o conceito do SIATE perante lideranças da comunidade londrinense foi de grande valia para nós. Queremos agradecê-lo e dizer que a direção médica do órgão considerou o conteúdo do conjunto das entrevistas realizadas, devendo levar em conta aquelas opiniões no planejamento das ações futuras.
- JOSAFÁ SOUZA DE ALMEIDA, Estagiário do Siate, Londrina.
Runa Sumi
Tendo lido o artigo Sudamericanês, de autoria de Jorge Baleeiro de Lacerda, na coluna o O leitor escreve na edição de 9 de novembro de 1997, não poderia deixar de manifestar-me a respeito.
Inicialmente gostaria de dizer-lhe que é muito oportuna a preocupação com falares sul-americanos. Ainda mais para quem como eu vive próximo à fronteira da Argentina. E muito importante é não esquecer que este país em sua porção setentrional, na fronteira com a Bolívia, tem uma província chamada Jujuy, onde predomina o grupo étnico Collas que tem tudo a ver com a cultura incaica.
Contudo, o que desejo dizer é que na América do Sul, entre os séculos XIII-XV, ocorreu na região andina próximo ao lago Titicaca a expansão étnica Inca. Este pequeno grupo humano, após derrotar os Chancas-cãs e obter o controle da região em que habitavam, parte para o início da conquista de um sem-número de clãs e tribos distribuídos na área espacial andina. E, em todas as suas conquistas, os Incas, ou seja, o soberano desta etnia originária de Cuzco, levava aos vencidos seu próprio idioma, ou seja, o Runa Sumi, que se impôs desta forma aos demais linguajares falados na vastidão da Cordilheira dos Andes. Isto não quer dizer, entretanto, que os demais falares tenham desaparecido e como prova disto subsistiram os idiomas Aimará, o Yunga, o Séc, o Quignan e o Mochica.
Posteriormente quando os conquistadores espanhóis trouxeram para a América do Sul o papismo, suas crenças e seu idioma, a principal língua indígena sul-americana praticada seguramente por mais de dez milhões de pessoas não desapareceu. E nem poderia ser diferente, pois a simples aplicação do coeficiente populacional revela a impossibilidade de tal fato.
O Runa Sumi, denominado Quéchua pelos espanhóis, foi praticado em todas as dimensões do domínio Inca e posteriormente do vice-Reinado do Peru, não tendo a Coroa tentado suspender a sua prática.
Muito pelo contrário, numa medida sábia os missionários católicos trataram de estudar as principais línguas autóctones para pregar o evangelho aos nativos em seu próprio idioma. E, em consequência, surgiram gramáticas em várias línguas na América do Sul.
- RONALDO PEREIRA GONÇALVES, Francisco Beltrão
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