O LEITOR ESCREVE
Cumprimento à UEL
Temos a satisfação de cumprimentar a Universidade Estadual de Londrina pelo brilhante resultado obtido quanto da realização do último Exame Nacional de Cursos. O conceito ‘‘A’’ na avaliação atesta a seriedade com a qual essa Universidade Estadual de Londrina vem desempenhando suas atividades na área educacional.
- ALTEVIR ROCHA DE ANDRADE, delegado do Ministério da Educação e do Desporto, Curitiba.
Celibato e a igreja
Em relação à carta intitulada ‘‘Celibato’’, de Melissa de Melo Santos, de Cianorte Pr, publicada nesta seção no dia 23/12/97, gostaria de fazer algumas considerações: 1º) o celibato não é ordenado pela Igreja, mas proposto para os que desejam fazer uma consagração total, particularmente como presbítero, ao serviço do Reino de Deus; aceita quem quer, para quem não quer, há na Igreja outras ‘‘modalidades’’ de consagração que se pode optar como solteiro ou casado. 2º) Se permanecer solteiro é contrariar os preceitos bíblicos, então poderíamos afirmar que Jesus e o apóstolo Paulo, entre outros, foram incoerentes com a Bíblia. 3º) Realmente os padres são humanos e não anjos, e por isso mesmo estão sujeitos aos deslizes da vida; porém, a leitora dá a impressão de que o casamento seria uma espécie de vacina contra os desejos carnais e que se os padres se casassem estariam isentos. Ora, como justificar as milhares de infidelidades matrimoniais que se conhece por aí? A partir daí vai se propor a poligamia? 4º) Acredito que a Melissa quase não conhece os padres, pois se fosse assim não generalizaria um caso particular - consideração pouco inteligente. Conheço e já convivi com numeroso número de padres, em mais de uma localidade, padres de testemunhos admiráveis no cultivo da sua vida espiritual, no desempenho de trabalhos sociais, no relacionamento interpessoal... e todos homens, celibatários que vivem sua missão com alegria e não como desgraçados condenados a um estilo do qual não podem escapar.
O celibato está na contramão da filosofia do ter e do prazer pregados pela ‘‘modernidade’’, incapaz de entender a vida de alguém que, numa atitude de amor e liberdade, doa-se inteiramente a uma grande Causa: Jesus Cristo e sua vontade. Se o matrimônio e o celibato não forem envolvidos por uma mística que os transcendem, cujos protótipos sejam respectivamente a Sagrada Família e o despojamento de Jesus, estarão condenados à enfadada rotina, à insensível materialidade e, consequentemente, à sua falência.
- ROMÃO ANTONIO MARTINI MARTINS, Londrina.
Flor do lácio
Não sou professor de português - até cometo meus erros - mas a ‘‘Última flor do Lácio, inculta e bela ...’’, segundo Olavo Bilac, deve ser preservada e respeitada por este Brasil afora. Erros crassos de acentuação e comumente vemos escrito: ‘‘Bem vindo’’, Bemvindo, ‘‘Benvindo’’ quando o correto é, segundo os dicionaristas, Bem-vindo (com hífen), ‘‘Bem estar’’ também é uma palavra composta e portanto há que se fazer uso do hífen. Corretamente escreve-se: bem-estar.
Vemos também o inverso, acrescentar-se o hífen indevidamente: meio-ambiente, sendo que, não sendo palavra composta, não há hífen. Corretamente escreve-se Meio ou Ambiente - escrever as duas palavra é redundância...-. Leitores, até mesmo o mestre dos mestres, Rui Barbosa, tinha suas dúvidas e não hesitava em consultar um dicionário. - Que seja exemplo para todos nós.
- FRATERNO MARIA NUNES, Campo Mourão.
Ano Velho
Se foi bom, ou se foi ruim... isso é opinião de cada um. Péssimo, acredito que não...e, muito menos, ótimo. Nós, porém, os que sobrevivemos à travessia, somamos o esquadrão dos que podem e devem afirmar: ‘‘podia ter sido pior!’’ - Foram 365 dias vividos, ora na luta dura, ora no ócio macio. Hoje, à luz clara do sol, ontem na trevorosa escuridão temporal. Houve dias de navegação serena, como aconteceram noites de oceânicas convulsões. Vezes muitas a sorte nos sorriu, e quantas outras pisou-nos o azar. Mês de maio de flores trescalando sândalo, e sorrisos de Maria - agosto de cachorro louco e siroco causticante. Afinal, vivemos como todos vivem! - vida de encontros e desencontros, de chegadas e saídas, de interrogações e reticências. De uma maneira ou de outra arribamos ao São Silvestre de 97. Ano velho nos seus estertores. Cabe-nos o balanço. E não é o que todos fazem? Com a diferença, porém. Aqui e agora é balanço pessoal, intransferível e total. Da saúde e do trabalho, da família e da comunidade. Urge tirar conclusões - exatas e sinceras e benéficas. Visto que todos concordam ser estultícia, e redonda, mentir a si próprio. Olhar no espelho e ter límpida fisionomia, ver-se na consciência e divisar a face nítida da alma. O que falta, bastas vezes, é o descaso da sinceridade. Assim, e somente assim, iremos pisar decididos e confiantes o Ano Novo. O Velho rolou abismo abaixo. Sem saudades, creio. Pouco adiantava tê-las. O Novo é esperança que renasce. Dever é dar graças a que de direito, e gritar com o Salmista: ‘‘Nunc coepi - agora começo!’’ E como é bom começar. - Feliz começo, amigos.
- EDUARDO AFONSO, Londrina.
Boas festas
A Folha agradece e retribui os votos de boas-festas enviados por: Dr. Claúdio Camacho Biazin, Meta Construções Civis, Hospital Evangélico, João Antônio Demarchi e família, G. Arlindo Fuganti e família, Marmoraria Bandeirantes, Agência Estado, vereador Beto Scaff e família, Instituto Aristides de Athayde TV Band, Banco Banestado, Carlos Antonio Tortato e família, Melhoramentos, deputado Toti Colaço, Fada Encantada Produções, deputado Djalma de Almeida Cesar, Serviço de Divulgação e Relações Culturais dos Estados Unidos, deputado federal Abelardo Lupion, Editora do Brasil, Agência Ciranda, Volkswagen, Caesar Park, Apresse Seguros, Relógios Rodbel, Alex Canziani, Instituto Itaú Cultural, Londritec S/A, Palhares Advogados Associados, Accor Brasil.

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