O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Poluição
Estávamos no Parque Arthur Thomas, quando ouvi um berro:
- Ninguém entra na água!
Era a minha esposa advertindo nossos filhos, com a fisionomia de indignação. Ao ver-me, disse:
- Se as águas deste rio não estiverem poluídas, eu como este chapéu.
- Calma, gente! - falei, tentando tranquilizá-los.
- Papai, este problema não se resolve com suco de maracujá. O rio está sujo porque tem alguém sujando, isso tem que ser investigado, tem que ser esclarecido - argumentou minha filha Juliana.
- Ju, você tem razão. Em Londrina a maioria dos ribeirões está poluída devido à ação irresponsável de pessoas que não respeitam o meio ambiente. No final de outubro, um funcionário da AMA (Autarquia Municipal de Meio Ambiente) retirou do lago Igapó 40 quilos de peixes mortos devido à poluição das águas.
- Deus criou a natureza, e o homem, a poluição - comentou Gui, meu filho de 5 anos de idade.
A AMA está tomando providências para apurar o caso do Lago Igapó. Porém esse não é um caso isolado.
- Será que os responsáveis por esse órgão poderiam responder-me: a) quantos ribeirões existem em Londrina? b) onde estão localizados? c) quantos e quais não estão poluídos? questionou a minha esposa.
A lição mais importante que devemos aprender em relação aos crimes ecológicos é a conscientização da comunidade em relação ao problema ambiental. É necessário que todos os segmentos promovam debates e participem das discussões. Os professores têm um papel importantíssimo.
Para 1998, sugiro que eles recortem notícias de jornais ou façam fotocópias, realizando debates nas escolas; promovam concursos de desenho, histórias em quadrinhos, redações; pesquisem a história do Lago Igapó; façam entrevistas com os antigos moradores, perguntem como era o lago antigamente etc. Dentro das possibilidades, façam caminhadas pelas margens dos ribeirões próximos das escolas; visitem o Lago Igapó e tirem conclusões.
- CARLOS OKAWATI, Londrina.
Sejamos vigilantes
Sabemos todos que o preço da liberdade é a eterna vigilância. Infelizmente aqueles a quem delegamos (através do voto) nosso destino sócio-econômico se esquecem com facilidade das promessas eleitorais. Por isso temos que estar vigilantes. A constante e decidida firmeza com que aqueles que recebem do povo para tributar o povo deve ser contida.
Hábitos viciados na educação inflacionária levam à crença de que aumentando o valor real dos impostos terão um equilíbrio. Pobres de espírito, e insensíveis às transformações que o mundo transpira, buscam no imposto mais cruel e insensato (IPTU) a solução. Os compromissos da nação, e do município, consequentemente nossos, não oferecem possibilidades de recuo. Com uma inflação nacional de 4,41% ao ano, somos obrigados a pagar em 1998 22% de correção sobre o IPTU/97.
Não obstante e insensível aos apelos das entidades, e sem respeitar um grande número de vereadores (que representam milhares de contribuintes, e o povo em geral), o Executivo retira o desconto de 30%, dado no exercício 97, dando a entender que a promessa de campanha em não aumentar os impostos só vale para um ano, e não para todo o mandato.
A nova planta de valores, se elaborada, sem afogadilho, pelos técnicos da Fazenda, em parceria com os representantes legítimos das entidades, que detêm o verdadeiro conhecimento do que é mercado, valor venal, valor de mercado, custo de construção... será, sem dúvida, o instrumento capaz de corrigir as distorções atuais. Não há dúvida que a cada dia que passa mais responsabilidade temos perante a nação e nosso município. Estamos vigilantes.
- MARCO ANTÔNIO BACARIN, Londrina.
Elias Abrão, o médico
Pelos exemplos de vida pessoal, familiar, social e profissional, Elias Abrão é um médico santo. Esta declaração e distinção feita pelo colega cirurgião Gérson Luís Laux amplia os conceitos e as observações dos profissionais que atuam nesta atividade e aprofunda a dinâmica e a responsabilidade dos agentes de saúde. Elias Abrão preside a Fundação Pró-Circulação, entidade filantrópica criada em 1988. É um médico que conhece e executa a ciência de ponta e vive plenamente o amor ao semelhante, aproximando pessoas com quem convive, se relaciona e assiste de Deus.
Com a sensibilidade sempre estimulada, Elias tem costume de chamar seus pacientes pelo nome, interessa-se em saber deles como viveram no passado e vivem no presente e quais os hábitos alimentares que cultivam. Constatados aspectos que podem comprometer a saúde, age rapidamente, fazendo com que um maior número possível de pessoas perceba os equívocos relacionados à alimentação, males decorrentes do excesso de frio, chuva e poluição e assim por diante. É nesta hora que o médico cura o doente e cria simultaneamente um outro personagem: o educador. A informação útil, compreensível, necessária e formadora passa a ter força e poder de resgatar, gerar e organizar espontaneamente os valores essenciais para a sobrevivência da humanidade.
- ODEIR RODRIGUES DE SOUZA, Curitiba.
Caderno Especial
Cumprimentamos a Folha e seus funcionários pela publicação do caderno especial de comemoração aos 63 anos de Londrina. Certamente, a publicação entrará para a história de nossa cidade como importante material de pesquisa.
- ROBERTO KANASHIRO, vereador de Londrina.
Boas-festas
A Folha agradece e retribui os votos de boas-festas enviados por: Banco Excel Economico, Rodolfo Haider e família, CR Comunicação Empresarial, Colégio Universitário. Zest Marketing Direto, deputado Albanor Gomes, Ninger Marena, Isavel-Honda, Vivarte Produções Culturais, Banco Sudameris, Central de Açúcar e Álcool, Grupo Promotor de Desenvolvimento Industrial, Banco do Brasil, Banco Safra, Museu Pe. Carlos Weiss.





