O LEITOR ESCREVE
Um breve balanço
Terminou, no último dia 31, mais um mandato de prefeito em nossa cidade. É uma boa hora para fazermos um breve balanço do que ocorreu nos últimos anos. Muita coisa boa aconteceu, algumas promessas de campanha foram cumpridas, mas muitas coisas que se noticiou terem sido realizadas, não passaram de mera ilusão. Como municípe, vou enumerar algumas das coisas negativas da última administração:
- Menores de rua - embora as promessas de campanha garantissem que esse problema seria resolvido e se noticie que muito se fez, o número de menores de rua ainda é muito grande, basta dar uma volta pelo centro para se constatar isso;
- O Teatro Municipal não saiu e sabe-se lá quando sairá do papel;
- Centro de Eventos - até o local chegou a ser anunciado (Aviação Velha), onde inclusive teríamos nosso Jardim Botânico - só falatório;
á- Escola do Meio Ambiente - (a placa existe no local há mais de um ano) a obra está devagar, quase parando;
- Continuação da rua Maringá e transposição do Igapó - só iniciada;
- Indústrias - além de não ter vindo nenhuma de grande expressão, a Skol, que sempre foi um grande orgulho para nós, foi embora. Anunciaram a Germânia, a Quilmes e, até hoje, nada. Quem procurar nos jornais de algum tempo atrás, verá entrevista em que o ex-prefeito dizia que tomaríamos Pepsi fabricada em Londrina no final de 96. Quem ainda não foi até o local onde está instalada a suposta fábrica vá e veja a placa indicando mais de 2 centenas de empregos, quando será?
- A Plenogás, que oferecia centenas de empregos, está indo para Maringá;
- O que houve com a Corona? Virá ou não?
- O ex-prefeito se diz ecologista, entretanto, de uma só vez, mataram centenas de peixes do Igapó. Quem foi punido?
Bem, o que passou, passou. Vale apenas guardar na memória tudo isso. E começar a cobrar, desde já, do prefeito que assumiu tudo o que foi prometido durante os inflamados discursos de campanha, para que daqui quatro anos não tenhamos que ficar contabilizando tudo o que foi prometido e não cumprido. Vamos ficar de olho no Porto Seco, na Perimetral Norte, no Cefet...
- WILSON DUARTE, Londrina.
Burocracia e sociedade
Assistindo ao Jornal Estadual da Rede Paranaense de Televisão do dia 07 deste mês, às 19:30 horas, fiquei estupefato com o tom irônico com que o governador Jaime Lerner referiu-se à manifestação de alunos e professores paranaenses, por ocasião da posse dos novos secretários de Estado. ‘‘Ipsis literis’’ disse o governador: ‘‘Vamos fazer um acordo: todas as vezes que nós fizermos um intervelo vocês podem se manifestar’’.
Ocorre que a manifestação dos alunos e do corpo docente do Estado, que foi ironizada pelo governador, não é apenas justa, mas legítima, motivo pelo qual deveria ser recebida com respeito e atenção. Ainda que o governador seja favorável à privatização do ensino superior e que tenha lá suas justificativas para o congelamento dos salários dos professores, é inaceitável tratar os manifestantes com ironia e desrespeito. Sem sombras de dúvida, a relação entre a burocracia estatal e a socieade civil deve ser pautada pelo máximo do bom senso, porque uma depende da outra para a consecução dos fins do Estado, que é a realização da cidadania.
- VALDECIR TRINDADE, Londrina.
Edifícios inteligentes
Conviver com altos condomínios é totalmente inviável no mundo atual. As margens de lucro vão se estreitar. O mercado brasileiro vai se adaptar às condições praticadas em países sérios. Qualquer despesa suplementar deve ser cortada. Não dá mais para se objetivar unicamente o presente. Boas planilhas de economia prevêem o ítem amortização como de extrema importância. Portanto, construir de maneira que os gastos futuros sejam minimizados ‘‘é o que hᒒ, como dizem os jovens.
Esta temática pode nos conduzir diretamente àqueles edifícios chiquérrimos, com entradas monumentais, câmeras evitando o chateamento de funcionários indelicados, que mostram seu documento como se fossem da Polícia Especial do Exército, banheiros com jeito de sala de visita, elevadores que acalmam, tapetes com cores estudadas detalhadamente para lhe deixar mais tranquilo, som ambiente, controle sério de decibéis, temperatura muito agradável, espaços amplos, geralmente bem decorados, e mobília de primeira linha, para acompanhar o trabalho exaustivo de projetistas, arquitetos, calculistas, engenheiros e demais envolvidos numa edificação inteligente. E que custa, apenas, 15% a mais que as construções tradicionais.
Ovo de Colombo. Mas o que fazer com os edifícios antigos? Recuperá-los, readaptá-los, fazer o já famoso ‘‘retrofit’’, que é nada mais e nada menos que tornar uma construção obsoleta num espaço habitável, segundo os padrões internacionais de moradia. Porém, como tudo na vida, existem as condicionais. Uma delas é detectar, saber mesmo, o que vem a ser um edifício inteligente para a América Latina. As condições sócio-políticas, climáticas, culturais, financeiras, de estruturas físicas - energia, água, ar condicionado, ventos, temperatura ambiente, luminosidade - e de trabalho são alguns dos ítens estudados por um projeto de pesquisa denominado ‘‘Intelligent Buildings in Latin America’’. Nada disso funciona se também não se levar em conta que é necessário mudar a mentalidade dos empresários, principalmente da maioria dos que compõem as incorporadoras e as construtoras. Hoje, edifício inteligente é uma realidade, quem não tiver esta visão construirá prédios que se tornarão obsoletos em pouco tempo.
- ALFREDO LEÃO, São Paulo.
Alcoolismo
O problema do alcoolismo e do uso de drogas em Londrina está atingindo níveis alarmantes, e por isso tudo o que se fizer para minorá-lo ainda é pouco. Nesse campo, temos acompanhado a incansável luta de algumas entidades na recuperação de alcoólatras e drogados e também o trabalho dedicado às famílias dessas pessoas e à prevenção dessas doenças.
Sabemos também que esse trabalho é discriminado pelo desconhecimento da sociedade em relação à gravidade do problema. Acreditamos que, se unirmos as forças, alcançaremos resultados mais promissores, pois há muita experiência acumulada nesses anos todos. Para tanto, estamos convidando representantes dessas entidades para participarem de uma reunião amanhã, às 14 horas, na sala de reuniões da Câmara Municipal de Londrina, para discutir o trabalho e levantar as necessidades mais presentes de cada entidade.
- LUIZ CARLOS TAMAROZZI, Londrina.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas.

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