O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Natal
Natal! Festa magna da Cristandade! O que dizer sobre o Natal, depois de tantos anos decorridos desde o primeiro Natal, no século materialista em que vivemos, neste mundo conturbado? Fase festiva que se sucede periodicamente há quase dois milênios, nos quais, em sua maioria, a humanidade já se habituou não a celebrá-lo como deve ser, mas a usá-lo mais para fins comerciais, banalizando, deturpando e deteriorando a lembrança da maior bênção e dádiva que inspira, que representa, por excelência, o grande motivo da festa do Cristianismo.
O que notamos nas capitais e principais cidades do nosso País e por que não dizer em todo o mundo? Um Natal que se escreve em letras minúsculas, celebrado na maior parte sem a devida consideração e preparo espiritual, simplesmente como um evento qualquer por um povo assoberbado pelas injustiças e circunstâncias naturais da existência.
Nestas ocasiões é importante lembrarmos à sofrida humanidade as verdades, as belezas e as esperanças contidas no Sagrado Evangelho de nosso Mestre e Salvador Jesus Cristo, e, através Dele, buscarmos melhorar nossa própria condição e da humanidade.
Sim! Natal deve ser a memória agradecida do humano coração! Nos natalícios de todas as pessoas é o aniversariante quem recebe os presentes e os parabéns. No Natal, porém, é diferente: somos nós, os convivas, que recebemos do Alto os presentes do Unigênito Filho de Deus. Estes presentes são consubstanciados na grande bênção da Salvação eterna em Jesus Cristo, representada na lembrança agradecida do primeiro Natal, através de Jesus, a luz da fraternidade e da esperança.
Natal é a oportunidade da mensagem coerente, completa, em seu elevado significado, apresentado à singeleza dos corações libertos por Cristo, livres do ódio, da inveja e da vaidade, candidatos a habitantes do Reino dos Céus. Natal é um presente eterno de Pai para filho! Então, qual filho, que após as agruras da vida, volta ao lar, o homem, agradecido e agraciado pela nobreza da gratidão, conscientiza-se de que o Natal pode ser perene, quando ele é integrado na condição de Filho de Deus!
- ÁLVARO FERREIRA NEVES, Londrina.
Natal? Cadê?
Novamente é Natal. Mais um Natal diferente. As pessoas fazem-no apenas de consumo. Compras e compras. Compram e compram. Todo o materialismo é a felicidade. A ceia, bem preparada e os presentes são essenciais. Para muitos, é um dia de se ganhar presentes e comer bem. Para outros, dia sagrado, pois é o único dia do ano em que podem comer um pouco melhor ou ganhar os presentes (quando isto acontece).
Mas onde está o espírito natalino? Onde está esse espírito que renova as pessoas no amor, na humildade, na amizade, igualdade, fraternidade, paz, alegria e união? E agora? Onde fica o menino Deus? Na Igreja?
Cada qual faz o seu Natal: em família, sozinho, com os amigos, com ou sem os presentes... Apenas fazem, mas não vivem o Natal que transforma e revigora a todos. Natal: onde está, que já não o vemos mais?
- CLAUDINÉIA DE SOUZA ROLIM, Jaguapitã.
Templo budista
Seguindo a tradição budista, antes do 49º dia do falecimento de uma pessoa, é realizada uma cerimônia religiosa, seguida de uma festa de confraternização. Madruguei, na bela tarde de primavera. O ritual na igreja Budista de Hongaju, de Londrina (São Luiz, 850), era dedicado ao meu pai. Fiquei contemplando o templo longamente. Pensei comigo mesmo: qual o artista que projetou essa complexa arquitetura, essencialmente de madeira? E o número de trabalhadores? Eram voluntários ou remunerados? Provavelmente budistas japoneses ou descendentes.
Olhei o telhado, descendo do céu, como um rio, das montanhas. O chão no teto. A terra repousando no alto. Os pilares de madeira maciça. Vigas percorrendo longas extensões, desafiando ângulos complexos. E os pregos, onde encontrá-los? Nada de pregos. Tudo confeccionado por encaixes milimétricos. Madeiras cruzando múltiplas variantes e formando um flor-resta em constante desabrochar.
O interior do templo é indescritível. É necessário paciência oriental para descobrir os segredos dos detalhes espalhados no assoalho, no teto, nas paredes, nos altares, nos cantinhos, por todos os lados. Pressente-se a solidez da estrutura do templo budista, artesanal e coletivamente construído, dentro dos moldes nipônicos. Com certeza suporta qualquer tipo de tempestade, geadas, elevadas temperaturas, ventanias, terremotos, fenômenos do El Ni¤o. Construtores-mantenedores, acendo um incenso saudando vocês e meu pai.
- CALOS OKAWATI, Londrina.
Fim de ano
Final de ano, quer queira quer não sempre existe uma grande emoção marcada pela reflexão das nossas alegrias, tristezas, ansiedades, prazer, conquistas, sucesso, perdas e lucros... Importante que vivemos um período de tempo passageiro que nossos passos terão que seguir? Pra onde e por quê? É por isso mesmo, é fácil dizer em não esquentar a cabeça, pois bem, duvido que alguém não reflita em algum momento em seu íntimo raciocínio, em quem sou eu? Duvido que alguém nunca parou e olhou para os céus estrelados, para o milagre um simples sementinha se transformar em uma gigante árvore, as águas que correm dos rios, a chuva e o mar... Não podemos cruzar os nossos braços diante de tantas maravilhas... Em nosso íntimo consciente perguntamos: O que somos, de onde viemos, para onde vamos? São muitas as respostas e dúvidas... Importante mesmo é saber que existe um criador poderoso que até mesmo os sábios, intelectos e ignorantes jamais podem negar.
- OSMAR CHIAVELLI PUGA, Apucarana
Correção
Por um erro de digitação, ao contrário do que foi publicado na seção de cartas de ontem, o advogado e industrial Paulo César Felipe afirmou que o secretário de Estado da Agricultura, Hermas Brandão, foi o que mais visitou o interior do Paraná, e não o que jamais visitou o interior do Paraná.





