O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Natal de FHC
Neste Natal, nota-se um profundo desânimo da população brasileira em relação ao Plano Real. O desemprego tomou conta do País, não se fala mais em aumento salarial e sim em redução de salário para evitar demissões. Comparam-se os preços de diversos produtos e serviços do início do Plano Real com os preços praticados agora e se verifica que a população está mais pobre. Inventam-se inúmeros impostos para se pagar as despesas federais e estaduais. Quem esperava um Fernando Papai Henrique Noel Cardoso, deve estar decepcionado.
- CELSO LUIS RUIZ, Campo Mourão.
Hermas e Khury
As denúncias contra o secretário da Agricultura Hermas Brandão, num possível envolvimento de desvio de dinheiro público do município de Faxinal, estão tendo desdobramentos meramente políticos e sem fundamentos, já que o desfalque de R$ 15.000 (quinze mil reais), apenas por argumento não procede, porquanto o secretário que jamais visitou o interior do Paraná e jamais houve qualquer deslize do Exmo. Hermas Brandão. Aliás, acusações por questões políticas não são válidas. O Hermas é a bola da vez para compor a chapa para o próximo pleito com o governador Jaime Lerner, afirmação feita pelo deputado Aníbal Khury, o qual possui a caneta mais cheia do Paraná. Espero que aqueles que estão acusando o secretário não tenham telhado de vidro.
- PAULO CÉSAR FELIPE, advogado e industrial em Paranavaí.
Agradecimento
Ao findar-se 1997, quero agradecer, de maneira especial, o apoio dado a minha presidência e à ANJ durante todo o ano. Estou certo de que os êxitos alcançados devem ser creditados ao trabalho conjunto e à forte união que rege as nossas relações. Não só na condição de presidente da ANJ, mas também em caráter pessoal, desejo-lhes um Feliz Natal e um Ano Novo de grandes realizações a todos os amigos da Folha.
- PAULO CABRAL, presidente da Associação Nacional de Jornais, Rio de Janeiro
Gosto pelos holofotes
Em mais de duas décadas de exercício da função de jornalista profissional sempre tive em mente que as pessoas são inocentes até prova em contrário. Por uma questão de ética, sempre me referi às pessoas presas por suposto envolvimento em atividades criminosas, mas ainda não julgadas, como suspeitos e não como bandidos, elementos, marginais ou adjetivos deste tipo. Faço preâmbulo para abordar o trabalho que vem sendo realizado em Cascavel e cidades vizinhas pelo Procurador da República, Dr. Celso Três. Sem dúvida alguma um homem inteligente, um profissional do Direito que possui inegáveis conhecimentos, caso contrário não teria passado no difícil e concorrido concurso que o habilitou a exercer suas funções.
Não posso concordar, entretanto, com a forma com que a referida autoridade vem conduzindo seu trabalho. Com a justificativa de que torna pública suas ações como forma de garantir a própria segurança, o Dr. Celso Três inicialmente enlameou a honra da família Baratter, acusando dois de seus integrantes de comandarem um esquema de lavagem de dinheiro e deixando no ar suposições de que ambos poderiam estar envolvidos em atividades ainda mais sujas. Não conheço intimamente os irmãos Baratter e não tenho qualquer motivo particular para defendê-los, mas pelo que sei trata-se de pessoas honradas que ajudam a construir um progresso desta terra. Depois de concluído o processo e julgados, se forem condenados, aí sim me parece que poderiam ser execrados da forma como o foram. Nunca antes disso, pois tal atitude demonstra um prejulgamento muito perigoso. E se forem absolvidos, será que algum dia conseguirão se livrar da pecha lançada sobre suas respectivas honras?
No episódio envolvendo a atuação de policiais no combate ao contrabando, o ônibus apreendido pela Polícia Civil (conforme fotografias publicadas pelos principais jornais da cidade) estava abarrotado de uísque e mercadorias eletrônicas, num claro indício de contrabando e descaminho. Relegando a segundo plano e possível contravenção, o Dr. Três não contou em até dois para sair em defesa das pessoas detidas e partir para um ataque generalizado contra a Polícia Civil, mas também acusada de achacar e extorquir, com base apenas em depoimentos dos sacoleiros/muambeiros.
Quem vive e conhece o Oeste há mais de duas décadas tem ainda bem vivas nas lembranças as recordações do tempo em que a força dos criminosos falava mais alto do que os interesses da comunidade. Esta situação, que já vinha mudando, melhorou muito mais depois que a cidade conheceu o trabalho da equipe comandada pelo delegado Osnildo Carneiro Lemes, tanto em primeira passagem pela chefia da 15ª SDP como na atual. Acusar a todos os policiais, de forma genérica, caracteriza - em minha humilde opinião - um abuso de poder por parte do Procurador de República, Celso Três.
A impressão que fica é que ele gosta de estar sob os holofotes da mídia eletrônica e do espocar dos flashes dos fotógrafos dos jornais. Ainda que no futuro se comprove alguma coisa contra os irmãos Baratter ou contra os policiais acusados de tentativa de extorsão pelos muambeiros, tal fato não justifica o prejulgamento feito por aquela autoridade.
- JULIO CESAR FERNANDES, jornalista, Cascavel.
Natal
A Folha agradece e retribui os votos de boas-festas enviados por: Pado S.A., Sindicato dos Jornalistas e Profissionais de Londrina, Granacon Construções Civis, Village, Associação dos Engenheiros Agronômos de Cornélio Procópio, WG Comunicação e Marketing, Cetna, Incubadora Industrial de Londrina, Fundação Cultural de Ibiporã, Ballet de Londrina, Deloitte Touche Tohmatsu, Irmandade Santa Casa de Londrina, Federação das Associações de Moradores de Londrina, Adetec, Laboratório de Produção de Medicamentos-UEL, Associação Brasil SGI, Associação Rosa Ígnea, Núcleo PGT-USP, Ellus, Escritório de Negócios Londrina da Caixa Econômica Federal, Volvo do Brasil, Boneleska Bonés Promocionais.





