O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Jubileu de Prata
Apraz-me acusar o recebimento do gentil convite para a comemoração do Jubileu de Prata da formatura da Turma da História de 1972. É muito gratificante ser lembrado pelos diletos amigos como vocês, professores Cléo Martins e Vera Luppi.
Sinto-me imensamente feliz em haver compartilhado no decurso daqueles anos esperançosos e profícuos, em especialmente pelo contato vivenciado com a juventude acadêmica, tão dadivosa e rica em ideais, como nobre e altaneira em seus propósitos estudantis. Licenciados há 25 anos, já se pode afirmar que os ilustres colegas representam importante parcela da história cultural de Londrina. As lembranças que guardo marcadas pela amizade, admiração e apreço, permitem-me, data venia, oferecer justa homenagem à plêiade de queridos mestres, muitos de saudosa memória. Refiro-me aos paladinos que levantaram e engrandeceram nossa antiga e inesquecível Faculdade Estadual de Filosofia, Ciência e Letras de Londrina. Assim o foi, da mesma forma, em relação aos seus dedicados e eficientes funcionários, prestadores de relevantes atividades técnico-administrativas. Indubitavelmente, foram eles propugnadores e artífices desde a hora primeira, na construção efetiva que viria a ser a conceituada UEL de nossos dias. Rendo meu preito a vocês todos, caríssimos ex-alunos, também por mérito, pioneiros e fundadores da grandiosa Universidade, pois na qualidade de corpo discente, definiram apoio indispensável e insubstituível, determinante à concretização de tão almejada conquista. Por oportuno, cabe aqui avocar o singelo pensamento de que as instituições antes de nascerem das pedras, nascem nos corações dos homens.
Parabéns estimados colegas que completaram 5 lustros em favor da causa da Educação, objetivo primeiro e maior das sociedades democráticas. Sursum corda ao externar os melhores votos de Feliz Natal e um Próspero 1998, extensivos às digníssimas famílias, envio-lhes abraços afetuosos de bem-querer.
- IRAN MARTIN SANCHES, Curitiba
Reformas
É moda falar, hoje em dia, que os únicos corporativistas são os funcionários públicos e os de estatais. O empresariado brasileiro, com raras exceções, também exerce o seu corporativismo. Basta dizer que até hoje no Congresso Nacional saiu a CPI dos corruptos, mas não saiu a CPI dos corruptores. O lema do capitalismo, sem compromisso com o social, é privatizar o lucro e socializar o prejuízo. Neste segmento podemos exemplificar os senhores banqueiros e o famoso Proer, que tantos prejuízos deram à sociedade brasileira. As reformas serão sempre necessárias para adaptar o governo às leis, que a sociedade exige e quer. O que não podemos é inverter os papéis e a cada governo fazer uma nova Constituição para adaptá-la aos governos de plantão.
Países de primeiro mundo não mexem nos direitos constitucionais de seu povo. Adaptam-se a eles e tentam impor aos outros o seu modelo. Contudo, o Imposto de Renda nos países de primeiro mundo são muito mais elevados do que no Brasil. Aqui não prosperou, ainda, a taxação sobre as grandes fortunas, prevista na Constituição. Será que as reformas não deveriam começar pela tributária? A reforma administrativa, que prevê os contratos de gestão, será um retrocesso na história brasileira. Contrato de gestão é uma brecha na Constituição para colocar no serviço público pessoas sem concurso. Tivemos recentemente em Londrina a contratação de mais de 250 servidores sem concurso público, via Comurb. Este mal pôde ser desfeito somente porque a atual Constituição deu ao Ministério Público poder para atuar, o que não aconteceria com a nova emenda na Constituição.
- JOÃO AMBRÓZIO DE OLIVEIRA, Londrina
Natal Feliz
Gostaria que todas as crianças tivessem um Natal tão feliz quanto aos natais que tive quando criança. Era de família pobre, morava na zona rural de Rio Bom e, sempre nessa época, minha mãe preparava bolachas recheadas com cobertura, vidros de compota de frutas da época, da chácara em que morávamos. Ela deixava para ornamentar o pinheirinho somente perto do dia 22, para que ele estivesse bonito na noite de Natal. Era natural, com bolas decoradas, algumas já velhas, mas bonitas.
A iluminação dessa árvore era com velas grandes e coloridas, que resplandeciam nossa pequena casa de tabuinha, de apenas três cômodos, sem iluminação elétrica. À meia-noite nos reuníamos para cantar Noite Feliz. Era a única vez no ano em que tomávamos guaraná à vontade, mas éramos felizes e jamais nos faltava bom alimento à mesa. Na nossa imaginação sempre houve o bom velhinho - Papai Noel. Fomos acostumados a acreditar nele, apesar de, em casa, nunca conseguirmos vê-lo. Talvez por meus pais não terem dinheiro para a roupa do bom velhinho.
Os natais de hoje continuam felizes, pois a comemoração do aniversário de Cristo continua, só que com correria, comércio, falta de alimento à mesa, o que entristece as pessoas. Obrigado, meus pais, por terem conseguido fazer seus filhos tão felizes. Ainda não consegui a façanha com os meus. Que Cristo nasça todos os dias em todos os lares.
- ELIZABETH COTTING DOS SANTOS, Londrina
Boas Festas
A Folha agradece e retribui os votos de Boas Festas enviados pelas seguintes empresas e pessoas: NET Londrina, Rhodia, Itec S.A., ADM Administração de Recursos Humanos Ltda., Assisdata, Sindipeças, Ópus & Múltipla Comunicações, Fundação da Universidade Federal do Paraná - FUNPAR, Banco do Brasil S.A. Superintendência Estadual do Paraná, Espaço de Cultura Catuaí, Sidney Souza, Prefeitura Municipal de Paranaguá, Companhia Municipal de Urbanização - Comurb, MR Malharia, Equipe Capital Humano Ltda., Bolsa de Cereais e Mercadorias de Londrina, Equipe Productique, Associação Rádio Táxi Faixa Vermelha, Casa de Cinema de Porto Alegre, Philips, General Electric do Brasil, Legião da Boa Vontade, Monte Sinai Consultoria Tributária, Fispal Feiras e Produtos Comerciais Ltda., Di Fonzo Comunicação e Grupo Update Transnacional.





