O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Salvação do País
Nas repartições públicas e nos bancos estatais já se tornam comuns cenas em que o cidadão chega e, antes mesmo de ser atendido, começa a esbravejar contra os funcionários, chamando-os de corruptos e vagabundos, entendendo que são os responsáveis pelo déficit público, pelos problemas da saúde pública ou pela falta de recursos do INSS. Enquanto o Governo promove o fim da estabilidade, é bom esclarecer que o ingresso na função pública somente através de concurso e a estabilidade não são direito do funcionário, mas de todos os brasileiros, que merecem ser atendidos por pessoas sem vínculo político, que não privilegiem ninguém, mas que atendam igualmente a todos, independentemente do grupo político a que pertençam, da cor ou da posição social. Isso deixará de acontecer com o fim da estabilidade, quando o político que assumir o poder poderá contratar as pessoas que quiser, para as funções que desejar, para o desempenho do que for do seu interesse, e demitirá todos os que não se submeterem aos seus critérios.
Uma vez que as instituições públicas não pertencem a determinado patrocinador de campanha pública, ou a quem quer que seja, mas a todo brasileiro, o funcionário que desempenha a função pública não pode ser submetido a pressão de ninguém para privilegiar determinado contribuinte, mas deve ser protegido pela lei para que possa atender igualmente a qualquer cidadão.
No Estado de Direito temos que ter em mente, sempre, a igualdade de todos perante a lei e as instituições públicas devem ser preservadas de tudo o que possa prejudicar o bem comum. As pessoas que não têm poder de barganha precisam encontrar, no funcionalismo público, alguém isento, que lhe faça valer seus direitos. Não será demitindo um funcionário que ganha 300 reais ou aterrorizando os aposentados, que resolveremosos problemas do País. Esses terão solução no dia em que nossos dirigentes pensarem maior e passarem a ver nosso povo com mais amor.
- ALCIDES PALUDO, agente fiscal da Receita Estadual
Não dê esmola!
Voltamos a fazer um pedido à sociedade londrinense: não dê esmola! O leitor Carlos Roberto Miranda ocupou este mesmo espaço incentivando a todos a abrir as bolsas e carteiras e usar de generosidade em toda a sua plenitude para aqueles que buscam um feliz Natal, e incentiva a atender ao pedido justo de uma criança. Mas perguntamos: qual é o pedido justo de uma criança? Se dar esmola a uma criança significa alívio para nossa consciência e pretensa evolução espiritual, mas a mantém na rua, consumindo drogas e sendo explorada até pelos próprios pais, isso é justo? Para quem dá ou para quem recebe?
A Bíblia nos afirma que é melhor dar do que receber. Mas dar o quê? Se um filho nos pede algo que acreditamos que não lhe fará bem, nós vamos atendê-lo porque devemos ser generosos e dar sempre? Infelizmente, as esmolas dadas às crianças se transformam em pedras de crack, latas de cola, garrafas de pinga ou mantêm um pai ou mãe explorador, que não trabalha e obriga o filho a pedir esmola. Em nenhum momento nós estamos pedindo a você que não seja generoso, que não se doe. O que lhe pedimos é que você não dê esmola. A criança ou adulto pedinte mata a fome com comida ganha nas ruas, mas usa a esmola para manter os vícios. O senhor Miranda afirma que os órgãos governamentais acenam com tímidos paliativos? Mas perguntamos: não é a esmola um paliativo também?
Normalmente nos sentimos tentados a atender a pedido de uma criança, até porque esta prática está arraigada em conceitos históricos e culturais. Mas antes de abrirmos as bolsas e carteiras, devemos nos perguntar: isso realmente vai ajudar esta criança? Aquele que realmente quer ajudar sabe como: ligar para o telefone 996-5010. Temos muitas sugestões de como atender ao pedido de uma criança e ter um feliz Natal.
- MARISA GOETTEL DO NASCIMENTO, secretária de Ação Social de Londrina.
Criança
O Estatuto da Criança e do Adolescente, segundo um comissário de menores, permite que crianças em tenra idade, acompanhadas dos pais, compareçam a ambientes noturnos como barzinhos com música ao vivo, casas noturnas e até boates - altas horas da madrugada. Infelizmente já constatamos várias vezes o fato e ficamos indignados porque nos deprime ver menininhas de 5 ou 6 anos de idade dançando Boquinha da garrafa entre boêmios e mulheres da noite. O ambiente é fechado, sem ventilação, impregnado de fumaça e passível de brigas pelos mais variados motivos. Se de fato o Estatutoo da Criança e do Adolescente permite essa interpretação do comissário deve ser revisto, porque é um abuso e falta de consideração com as crianças.
- FRATERNO MARIA NUNES, Campo Mourão
IPTU
O Sindicato do Comércio Varejista de Londrina e Região declara publicamente sua posição contrária ao pretendido aumento do IPTU. A carga tributária já excede, em muito, o razoável. Por isso pedimos aos legisladores da cidade que não acatem o que pretende o Executivo. A situação atual do País recomenda outros critérios para a solução de caixa das prefeituras.
- IGARASSU LOUZADA, presidente do Sincoval - Sindicato do Comércio Varejista de Londrina e Região
Educação
Parece que a ditadura está voltando e o povo aplaudindo. Não se vê o Legislativo legislando, Executivo executando e muito menos Judiciário funcionando no que tange à fiscalização dos órgãos e homens públicos, principalmente deputados, governadores, presidente. O governo do Paraná age como se o povo fosse burro. Até parece que é tudo combinado: Vocês aprovam minhas propostas (Paraná Educação) que eu lhes concedo (nesta época de crise) salários extras, jetons etc. Enquanto isso, não há dinheiro para se investir na Educação, no salário dos servidores e muito menos na Saúde. O governo Lerner apareceu dizendo que iria investir na educação, qualificação de professores etc, mas o que vemos até agora é simplesmente o sucateamento de todo o Estado.
- EDUARDO TOLOMEOTTI, Londrina





