O leitor escreve
O leitor escreve
O PR e os empréstimos
Depois de tanto lutar com políticos, empresários e vários segmentos da sociedade, o Paraná conseguiu aprovar o tão sonhado empréstimo no Senado, apesar das recomendações contrárias dos senadores Roberto Requião e Osmar Dias. O mais triste é que antes disso foram julgados os balanços do Estado pelo Ministério da Fazenda, que concluiu pela incapacidade financeira para pagamento dos empréstimos, taxando o Paraná na categoria D, a mais baixa do Tesouro Nacional.
Há três anos o Estado estava em posição inversa, na categoria A. O mais triste ainda é que também o Banestado busca recursos no Banco Central. Como paranaenses, lutaremos até o fim, mas é difícil entender como os governantes poderão mudar essa triste classificação.
Vibramos muito com as montadoras, porém a economia mundial sinaliza com uma grande queda no setor para a entrada do 3º milênio. Estaremos nós no caminho certo? A agricultura perdeu a representatividade e a maioria dos pequenos produtores rurais precisou entregar sua safra, seu maquinário, suas propriedades e ainda ficou devendo aos bancos por causa dos juros de agiotagem cobrados pelas instituições financeiras.
O Natal está chegando e o brasileiro terá que trocar o chester ou o peru por um presente magro das lojas de R$ 1,99. Rogamos a Deus para que ilumine os governantes porque mais do que nunca o governo federal precisa baixar as taxas de juros. Que a compreensão aproxime sempre as pessoas a ponto de não haver diferenças entre dar e receber amor.
- JOSÉ PEDRO NAISSER, Curitiba
Babel tecnológica
Não, o Brasil não precisa de mudanças. Por aqui há mudança em excesso em relação à precariedade econômica e social do país. Somos o país que mais muda ao sabor das cartilhas importadas e manias do momento. Esses conselheiros empresariais só receitam os modismos de ocasião, que, traduzidos, são iguais a milhares de demissões para, entre outras coisas, os patrões poderem viajar mais vezes para Miami.
Falam em reengenharia, marketing total, reciclagem, o escambau, esquecendo-se do velho e extraviado bom senso e de suas sábias assessoras - a ética e a filosofia.
A participação da tecnologia em nossa vida já esteve em níveis toleráveis. Hoje ela é parte do problema, não a solução. Os eletrodomésticos são descartáveis, o vídeo não chega aos pés do cinema, o CD engana, mas não supera o LP, o simples relógio pede bateria, a TV pede cabo e pagamento, e, junto com a Internet, representa uma Torre de Babel com excesso de informações fragmentadas e supérfluas.
Sem falar no preço dos consertos, na defasagem das peças. Já anunciam o Windows 98 depois do Windows 95, que quase nada acrescentou ao original. Mas, é claro, sempre haverá quem vá discordar e achar tudo muito indispensável, bacana e positivo. Que os ventos de 98 encham todos esses autômatos do óbvio de autocrítica, lucidez e discernimento.
- CARLOS JOSÉ RIBEIRO, Londrina
Consumo
Entender economia é mesmo muito difícil. Tenho conversado com pessoas que trabalharam ou trabalham no Japão e todos dizem que lá para se consertar um aparelho eletroeletrônico é tão caro que compensa comprar um novo - isso tudo para se incentivar o consumo.
O Japão, pelo que sei, é um dos países mais ricos do mundo, com taxa de inflação muito baixa, índices de desemprego tão baixos que chega até a importar mão-de-obra. No Brasil, ao contrário, tomam-se medidas para conter o consumo como aumento nas taxas de juros e incentivo à poupança. O nosso país é um dos mais pobres, com taxa de desemprego altíssima e a inflação tendo que ser toreada. É, o Japão não entende nada de economia...
- CELSO LUIS RUIZ, representante comercial, Campo Mourão
Dr. Fritz
Fico perplexo ao observar como as pessoas se submetem aos mais variados métodos para curar suas enfermidades, recorrendo, inclusive, a charlatães como esses que afirmam incorporar espíritos, ao invés de, pela mesma fé que as move a esse recurso, procurarem o único que pode curá-las, o médico dos médicos que é o Senhor Jesus, pois Ele mesmo nos adverte a termos cuidado com esses prodígios no evangelho de Mateus em seu capítulo 24, versículos 24 e 25 : ...porque aparecerão falsos profetas e falsos messias. Eles farão milagres e maravilhas para enganar, se possível, até o povo escolhido de Deus. Prestem atenção: estou lhes dizendo tudo isso, antes que aconteça.
Fica como sugestão a esse jornal, realizar uma matéria, daqui a alguns meses, com todas essas pessoas que estão se tratando com o suposto Dr. Fritz e comprovem a cura que tiveram.
- SÉRGIO SERPA BOPP, Foz do Iguaçu
Londrina
Fruto da vontade resoluta dos pioneiros de todos os quadrantes do mundo que aqui chegaram para edificar o progresso alicerçado no trabalho, eis Londrina em festa pela passagem de mais um aniversário!
Metrópole erguida sobre esta abençoada terra roxa, outrora capital mundial do café, hoje busca novos rumos através da industrialização, para que possa continuar a escrever a sua história rica e altiva perante o Brasil e o mundo.
Cabe a nós, cidadãos londrinenses, de nascimento e/ou adoção, através do trabalho incansável, do entrosamento harmônico entre poder público e empreendedores, buscar o desenvolvimento sólido, duradouro e equilibrado, que contemple mais de meio milhão de almas e, ao mesmo tempo, prestar um tributo e a manter acesos os ideais de nossos precursores que aqui plantaram as sementes de seus sonhos.
- ANTÔNIO SHIZUO TSUCHIYA, Londrina.
Isabela
Parabenizo a jornalista Isabela França pelo trabalho maravilhoso que ela continua fazendo diariamente na Folha. Estou fora do país há nove meses e as poucas vezes que pude ler sua coluna foram quando recebi o jornal pelo correio. Agora estou na Internet e terei grande prazer em lê-la diariamente.
- CRIS FRANÇA, publicitária, Califórnia (EUA)





