O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Ignorância e falta de fé
Quanta ignorância na concepção da fé: tem gente que se mete a questionar os cristãos. Ninguém dá nada daquilo que não tem e menos ainda que não se conhece. Quem diz que não acredita em Deus já está provando a existência de Deus. Queira ou não, a missão de João Paulo II em visita ao nosso país foi a de aumentar a fé do povo brasileiro. Se a visita de Sua Santidade não representasse nada ao povo, o que dizer àquela multidão que se fez presente visivelmente no Aterro do Flamengo-RJ? A missão de João Paulo II ao Brasil, mesmo com seu estado físico debilitado, representou para todos nós uma grande simpatia e abertura da Igreja em acolher as famílias que, porventura, não estão mantendo um relacionamento mais adequado na convivência humana e cristã.
Se as pessoas não cumpriram sua missão neste mundo mesmo, têm, é mesmo, que se cuidar não expondo seus corpos às chamas. Hoje a Ciência e a Fé andam juntas. Uma precisa da outra para desvendar os mistérios do Universo e sobretudo os enigmas do ser humano. Não é por acaso que o Santo Papa reconheceu a teoria da Galileu Galilei e teve a humildade de publicar que a Igreja cometeu uma gafe! Nunca é tarde para sairmos do passado e acompanhar as grandes mudanças que ocorreram e que ocorrem na Igreja.
Muitas destas transformações estão ajudando seus fiéis e a quem interessar a sair de seu estado bitolado e partir para um gesto fraterno de comunhão e participação na construção do reino definitivo, aqui e agora, da era das nossas vidas. Para quem parou no tempo e no espaço é difícil explicar que a Igreja hierárquica não existe mais como se um grupo ditasse as normas de uma religião de fundo de quintal e seus fiéis as cumprissem cegamente como vaquinhas de presépio. Hoje a Igreja é o povo de Deus em comunhão e participação. Compreendo que só se ama quando se conhece. Que tal termos humildade de trabalhar nosso ser para vivermos um relacionamento adequado conosco mesmos, com a natureza, com os outros e com Deus?
- ELIAS DA COSTA, Londrina
Lixo do motorista
Condutores e passageiros que têm o hábito de arremessar objetos de seus veículos serão penalizados, a partir de janeiro, pois o Código de Trânsito Brasileiro prevê que essa atitude, além de demonstrar falta de educação, pode também ser perigosa e contribuir para acidentes, pois uma garrafa, lata ou outro objeto da mesma proporção, jogado pela janela do carro, pode vir de encontro ao pára-brisa de outro veículo, causando acidente, além de poluir a cidade e o meio ambiente.
O artigo 172 do CTB esclarece que o condutor que incorrer nesta infração receberá multa de 80 UFIR (infração média), sendo imputados 4 pontos em seu prontuário (carteira de habilitação), o qual, ao atingir 20 pontos, terá suspensão do direito de dirigir, pelo prazo mínimo de um mês até no máximo de um ano e, no caso de reincidência, no período de 12 meses até o máximo de dois anos, de acordo com o critério estabelecido pelo CONTRAN, Art. 261, CTB.
- NELSON CARNIERI, tenente-coronel comandante do Batalhão de Polícia do Trânsito, Curitiba
Meros detalhes
O paradoxo mais engraçado da ideologia capitalista-financeira atual é o fato de que não enfrenta verdadeiramente os riscos: Neoliberal é aquele que quer ganhar sem apostar. (Millôr). Em outros tempos, apesar da manipulação e da massificação que sempre fez parte da história humana, havia pelo menos a consciência de que muita coisa estava errada e a própria mídia servia como veículo de integração de informações e disseminação do questionamento. Nos anos 60, década de referência obrigatória pelo alto nível de consciência e inovação que irradiou para a posteridade, chegaram até a prever e a combater os primeiros sintomas do que ia acontecer com a sociedade em níveis globais (os livros A Revolução da Esperança, 1968, Erich Fromm, ou A Contracultura: Reflexões sobre Sociedade Tecnocrata,1969, Theodore Roszak, ainda surpreendem pela atualidade). A originalidade de nossos dias está exatamente em que hoje a dominação é tão ampla que até se perdeu a consciência dela.
Por isso uma pergunta me persegue: como deixar de dizer alguma coisa quando muitos dos que deveriam dizer poucas vezes o fazem (quando fazem)? Outros, acreditando estar fazendo um grande bem para a coletividade, lisonjeiam o senso vulgar (que chegou a desequilibrar a bolsa mundial pelo sobreinvestimento nos microeletrônicos), chegam a declarar-se os legítimos democratas, não se preocupam em avaliar as coisas de uma perspectiva mais ampla e consideram as tentativas meros detalhes. Crítica? Só ao governo, mais ladainhas sobre o poder do povo. Deveriam entender que as eleições na Coréia poderão afetar mais nosso destino que as eleições do próximo ano e que certa vaidade popular ufanista e supersticiosa precisa de esclarecimento, não de bajulação. Enquanto o povo quiser mudar o governo sem mudar a própria mentalidade sua ação vai dar na mesma e ser sempre mero detalhe. Faço votos para que os guardiões do senso comum exerçam mais a autocrítica e abram sua janelas, em 98, para os ventos mais inspirados deste fim de milênio.
- CARLOS JOSÉ RIBEIRO, Londrina
Centrinho
A AFILON - Associação dos Fissurados de Londrina - Centrinho agradece a colaboração prestada pela Folha no decorrer de 1997. Essa contribuição foi de grande valia para o bem-estar da instituição, assegurando aos portadores de lesões lábio-palatais os direitos básicos para sua integração na sociedade. Para levarmos avante nossa missão contamos com apoio e desprendimento de todos. Aproveitamos a oportunidade para convidá-los a nos visitar e desejamos-lhes as bênçãos de Deus neste Natal.
- SÔNIA REGINA MACHADO DOS SANTOS, presidente da AFILON





