Ensino de oitava

O senador Caxias (da novela) outro dia escorregou no vernáculo ao dizer ‘‘decantado em prosa e verso’’. Ele que usa, amiúde, expressões eruditas e até algum latinório - ipso facto, mutatis mutandias, et ita porro,primus inter pares e por aí afora - não pode tropeçar numa expressão corriqueira como ‘‘cantado em prosa e verso’’. Ou será que ele ironizou a Magda do ‘‘Sai de Baixo’’? O que a televisão não corrige no texto das novelas é o uso do verbo haver, quando infinitivo pessoal: haverá aulas, havia muitas pessoas. Sempre leva para o plural erroneamente (haverão, haviam), ensinando de maneira incorreta às pessoas que, a falta de estudo regular, estudam português de oitava.
- JORGE BALEEIRO DE LACERDA, Francisco Beltrão.

Novos prefeitos

Milhares de prefeitos acabaram de assumir os seus mandatos. Eu, como cidadão comum, faço parte do povo eleitor desses prefeitos, e como tantos fico a me perguntar se daqui a quatro anos não estará acontecendo o mesmo dilema: prefeituras quebradas, sucateadas, servidores desmotivados, sem receber em dia os seus salários; reajustes, então nem pensar! O que de fato está acontecendo? As leis não estão sendo cumpridas pelos senhores prefeitos? Para que que serve a Lei Orçamentária e o próprio Orçamento? O que fazem os Tribunais de Contas? O prefeito pode fazer o que quer com o dinheiro da prefeitura? O que faz a Câmara de Vereadores? A Câmara pode impedir o prefeito de gastar mais do que a receita permite? A equipe administrativa da prefeitura é incapaz de gerir, administrar e controlar o Orçamento? O que está faltando? Seriam leis mais severas para punir os prefeitos omissos e sem qualidade administrativa?
A impressão que se tem é de que cada prefeito, agindo irresponsavelmente, deixa a prefeitura endividada, porque sabe que a bomba vai estourar nas mãos do seu sucessor, que muitas vezes é até seu adversário político. Com essa falta de respeito, quem sofre é o povo. Porém, continuo indignado, se existe um Orçamento a cumprir e toda despesa somente poderá ser autorizada se houver dotação orçamentária, como é que as prefeituras estão atoladas em dívidas descomunais? Seria isto feito com a conivência dos vereadores, dos Tribunais de Contas e da própria sociedade? Ou será que, para usar uma expressão mais atual, essa questão das dívidas não passa de mais um nhém,nhém,nhém...
- JOÃO AMBRÓZIO DE OLIVEIRA, Londrina

S. João do Triunfo

A população e os funcionários públicos de São João do Triunfo tiveram uma grande surpresa neste fim de ano. Trata-se de um projeto de lei que foi enviado pelo prefeito Olisses Bacil à Câmara Municipal para ser apreciado em sessão extraordinária e em regime de urgência sobre a extinção do Fundo de Previdência dos Funcionários, revogando a lei que instituiu o regime jurídico e, o mais grave, autorizou o município a se apropriar de todo o dinheiro que estava depositado no Fundo. O prefeito e os seis vereadores que aprovararam o projeto sequer consultaram os funcionários através da comissão que gerencia o Fundo, e muito menos discutiram com os funcionários o referido projeto. Outra irregularidade partiu da presidência da Câmara que, sem nenhuma explicação convincente, não convocou os vereadores da bancada do PT para a sessão extraordinária que aprovou o projeto. Suspeita-se até que nem tenha havido a referida sessão, e somente foram coletadas as assinaturas dos seis vereadores. Com esta estranha atitude o prefeito conseguiu pagar o 13º e os salários do mês de dezembro do funcionalismo e ainda fez festas e mais festas, viagens, matérias em uma emissora de rádio de São Mateus do Sul etc.
- NELSON DIAS DA SILVA, vereador eleito pelo PT de São João do Triunfo

Sinalização confusa

Gostaria de manifestar a minha indignação com o que vem ocorrendo após a mudança na sinalização dos cruzamentos das avenidas JK e Higienópolis. Espero que sejam tomadas as providências cabíveis, pois considero irresponsável tal medida, uma vez que após a meia-noite todos os semáforos do cruzamento, bem como de outros trechos da avenida Higienópolis, permancem apenas em sinal de alerta, o que aumenta o perigo de acidentes no já tão caótico trânsito londrinense. Creio que os órgãos responsáveis pelo trânsito de Londrina tiveram boas intenções, porém o objetivo não foi alcançado, já que não se sabe de quem é a preferencia para a passagem, pois o brasileiro desconhece as regras elementares de trânsito, o que facilita aos motoristas irresponsáveis, arruaceiros e alcoolizados provocarem ainda mais acidentes. E por falar em acidentes, quando ocorrer um, quem estará errado?
- RENATA ELZA DE OLIVEIRA, Londrina

- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas.

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