O LEITOR ESCREVE
Ippul compra radares
O IPPUL vem realizando ótimo trabalho. Podemos notar que o tráfego central está fluindo melhor. As melhorias propostas em algumas ruas do centro, onde será proibido estacionar nos dois lados, bem como o alargamento, são muito importantes. Isto já ocorre na rua Senador Souza Naves, porém deveria haver fiscalização, pois não é respeitada pelos ‘bons’ motoristas, principalmente no cruzamento da avenida Bandeirantes, onde posso constatar diariamente.
A aquisição de radares para monitorar a velocidade na vias públicas deve ser bem descutida, senão teremos que dirigir a uma velocidade de 35 km/h em vias como Leste-Oeste e Expressa, pois esta é a velocidade limite em nossas lombadas eletrônicas, que contraria a lei de trânsito. Quanto à Zona Azul, ao menos se deveria dar aos proprietários de imóveis residenciais centrais o direito de poder estacionar seus carros defronte a suas casas, pois na situação atual, se assim o desejarem, são obrigados a adquirir o talão da Zona Azul ou levar multa. Cabe, finalmente, uma pergunta. Será que o dinheiro arrecadado com a Zona Azul é suficiente para a construção de viadutos, aquisição de novos veículos e equipamentos?
- PAULO MAGNO C. LEITE, Londrina
Atendimento no HU
Recentemente tive na minha família uma amarga experiência. Minha avó
se submeteu a vários exames, até em plano de saúde, hospitais particulares, em outras cidades, etc., mas os médicos não conseguiam diagnosticar sua doença. Depois de algum tempo a levamos ao HU, onde, com a dedicação de todos, inclusive funcionários e estudantes daquela instituição, finalmente os médicos conseguiram descobrir seu problema. Infelizmente, minha avó, após seis meses de tratamento, não conseguiu resistir, mas o que marcou nos momentos de angústia foi a dedicação daquelas pessoas, que trabalham com amor, muito diferente dos planos e clínicas particulares, que parecem pensar em primeiro lugar somente no dinheiro, o que não é o caso do HU. Parabéns, médicos, estudantes e funcionários do HU. Antecipo-lhes um feliz Natal.
- EDUARDO TOLOMEOTTI, Londrina
Zona Azul
A melhoria do trânsito em Londrina, implantada pelo presidente do IPPUL, Mário Stamm Júnior, possibilitou rápido escoamento do tráfego, sem contar que ele conseguiu colocar o IPPUL para trabalhar, tirando aquele órgão público do marasmo em que se encontrava. A única coisa que não me convence é justamente a questão da Zona Azul. Afinal, esta modalidade de estacionamento surgiu, se não me engano, com o propósito de ajudar a EPESMEL, ou seja, filantropicamente. Até aí, tudo bem. De acordo com matéria publicada na ‘Folha’, estão pretendendo aumentar o número de vagas no anel central da cidade!
Para estacionar seus carros, que deverão fazer as pessoas que trabalham na área central? Vamos às contas: Estaciono meu carro na Zona Azul num período equivalente a dez horas (das 8 às 18) e pago R$ 6,00 por dia. Em 20 dias de estacionamento, para poder trabalhar eu gastaria nada menos de R$ 120,00 para estacionar meu carro numa via pública. E se o carro estiver estacionado em área da Zona Azul e for roubado? Quem vai me ressarcir do prejuízo? A EPESMEL? A Prefeitura? O IPPUL? Nenhum dos três. Se não tenho garantia nenhuma de que meu carro estará ao menos seguro, para que pagar essa Zona Azul?
- ARTHUR DE PAULA TRINDADE, Londrina
Brasil, ano 2000
Há um século não havia no Brasil telefone, rádio, avião, automóvel, televisão, computador e tantas outras invenções maravilhosas da nossa época. Nos últimos três séculos tivemos mais progresso que durante os milhares de anos que ficaram na poeira inexorável do tempo. Ficamos maravilhados com tanta técnica e ciência, embora só seja beneficiada uma minoria de pessoas neste fantástico universo. A maior parte da humanidade não possui o essencial para viver, ou seja, alimento, assistência médica, escola, casa, etc.
A situação social do Brasil é alarmante, muito mais do que imaginamos. Um terço das famílias brasileiras está em situação de miséria, com rendimento total inferior a um salário mínimo por mês. Vivem na pobreza 25% das famílias brasileiras, ganhando entre um e dois salários mínimos, o que lhes garante o atendimento das necessidades básicas. Nossos governantes estão surdos e mudos com relação aos problemas cruciais que a maioria vive. Não buscam soluções. Ficam calados mas investem noutros setores. Os gastos militares no mundo são de milhão de dólares por minuto, em soldados, tecnologia, armas, pesquisas etc. Os Estados Unidos, por exemplo, um dos países que se desenvolveram científica e tecnologicamente, têm tantas bombas que poderiam destruir a terra cem vezes.
Neste século tivemos duas guerras mundiais e outras menores. Só na Segunda Guerra Mundial morreram mais de 50 milhões de pessoas. Que no
ano 2000 ninguém morra de fome, não falte o alimento, haja escola com estudantes bem nutridos, pessoas com moradias dignas, saúde para todos, um novo tempo, como sonhava John Lennon: ‘Imagine todas as pessoas repartindo tudo com todos. Você pode dizer que sou um sonhador. Mas não sou o único. Espero que um dia você se junte a nós. Então o mundo será um só’. O sonho não pode acabar. Sonhemos dias melhores e façamos pensamento positivo para que eles se tornem realidade nesta caminhada do ano dois mil.
- OSVALDO CARDOSO RIBEIRO, Londrina
Correção
Na legenda da foto da página 4, de Política (edição de ontem, 4 de novembro), está escrito erroneamente que o presidente Fernando Henrique Cardoso ‘‘passa mal e dona Ruth retira o bon钒 usado na cerimônia realizada na LSE (London School of Economics). Na verdade, quem retira o boné do presidente Fernando Henrique, como mostra a foto, é uma professora da London School.

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